Booger Network

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Booger Network é uma compilação de blogs dispostos em diversas categorias. Estamos em fase de expansão e em breve teremos mais blogs e diferentes categorias.

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Por que a imagem da vagina provoca horror?

por em 24/07/2012 às 15:35

Contos e Textos, Dicas

“Muitos anos atrás, não sei precisar quantos, deparei-me com o quadro A origem do mundo (L’Origine du Monde, 1866) e me encantei. Nele, o francês Gustave Courbet pinta uma vagina. Cheguei a ela desavisada e fui tomada por uma sensação profunda de beleza. Forte o suficiente para sonhar, deste então, com a compra de uma reprodução, um plano sempre adiado. Quando passei a trabalhar em casa, há dois anos, desejei ainda mais ter o quadro na parede do meu escritório, onde reúno tudo aquilo que me apaixona em um pequeno universo perfeito e só meu. No último aniversário, em maio, meu marido me deu a reprodução de presente. Só na semana passada, porém, o quadro chegou da vidraçaria onde fez escala para receber moldura. Então, algo inusitado aconteceu.

Ouvi um grito:
- É o fim do mundo!

Eu estava no quarto e saí correndo, alarmada, para ver o que tinha acontecido. Encontrei Emilia, a mulher que limpa nossa casa uma vez por semana, com o rosto tomado por um vermelho sanguíneo, diante de A origem do mundo, que, ainda sem lugar na parede, jazia encostado em um armário.

- É o fim do mundo! – gritava ela, descontrolada. – Nunca pensei ver algo assim na minha vida! Eliane, que coisa horrível!

Meio atordoada, eu repetia: “Não é o fim do mundo, é o começo!”. E depois, sem saber mais o que fazer para acalmá-la, me saí com essa estupidez: “É arte!”. Como se, por ser “arte”, ela tivesse de ter uma reação mais controlada, quando é exatamente o oposto que se espera. Beirando o desespero diante do desespero dela que eu não conseguia aplacar, apelei: “Mas, Emilia, metade da humanidade tem vagina – e a humanidade inteira saiu de uma vagina! Por que você acha feio?”.

O fato é que, para Emilia, era o fim do mundo – e não o começo. Tentei fazer piada, mas percebi que a perturbação não viraria graça. A questão para ela era séria – e ela só não pedia demissão porque trabalha há 12 anos comigo e temos um vínculo forte. Naquele dia, Emilia despediu-se incomodada e passei a temer que talvez ela não suporte olhar para o quadro a cada quinta-feira.

Por que Emilia, uma mulher adulta, que me conta histórias escabrosas da vida real, se horrorizou com a visão de uma vagina? Por que eu me encantei com a visão de uma vagina? Quando vivo uma experiência de transcendência, em geral eu não quero saber sobre a história da pintura que a produziu, porque temo perder aquilo que é só meu, a sensação única, pessoal e íntima que tive com aquela obra. É uma escolha possivelmente besta, mas faz sentido para mim. Por isso, eu quase nada sabia sobre “A origem do mundo”, para além do fato de que eu a adorava. Só no ano passado, ao ler um pequeno livro sobre um dos grandes nomes da história da psicanálise, o francês Jacques Lacan, soube que ele foi o último dono da pintura. Nos anos 90, sua família doou o quadro para o Museu D’Orsay, em Paris, onde está desde então.

Graças ao estranhamento de Emilia, transtornada que foi pela experiência artística quando se preparava para passar o pano no chão, fui levada a um percurso inesperado. Descobri que A origem do mundo causa escândalo desde que foi pintada. E agora quem está horrorizada sou eu, mas pela ausência de horror em mim diante do quadro. Por quê? Por que eu não sinto horror? O que há de errado comigo que não sinto horror?, cheguei a me perguntar. De repente, nossas posições, a minha e a de Emilia diante do quadro, inverteram-se. Eu, que não compreendia o horror dela, passei a suspeitar do meu não horror.

Eis uma breve trajetória da obra. A origem do mundo foi encomendada a Courbet, um pintor do realismo, por um diplomata turco chamado Khalil-Bey. Colecionador de imagens eróticas, ele pediu um nu feminino retratado de forma crua. E Courbet lhe entregou um par de coxas abertas, de onde despontava uma vagina após o ato sexual. A obra teria sido instalada no luxuoso banheiro do milionário, atrás de uma cortina que só se abria para revelar o proibido para uns poucos escolhidos. Khalil-Bey teria perdido a pintura em uma dívida de jogo, momento em que a tela passa a viver uma série de peripécias.

O quadro teve vários donos e, ao que parece, todos o escondiam atrás de uma cortina ou de uma outra pintura. Na II Guerra Mundial, algumas versões afirmam que chegou a ser confiscado pelos nazistas do aristocrata húngaro ao qual pertencia. Em seguida, passou uma temporada nas mãos do Exército Vermelho. Até que, após uma acidentada jornada, em 1954 foi comprado por Lacan e instalado na sua famosa casa de campo.

Até mesmo Lacan, um personagem pródigo em excentricidades e sempre disposto a chocar as suscetibilidades alheias, ocultava o quadro com uma outra pintura, encomendada ao pintor surrealista André Masson com esse objetivo. Como uma porta de correr, esse “véu” retratava uma vagina tão abstrata que só um olhar atento a adivinhava. Apenas visitantes especiais ganhavam o direito de desvelar e acessar a vagina “real”. Segundo Elisabeth Roudinesco, a biógrafa mais notória de Lacan, o psicanalista gostava de surpreender os amigos deslocando o painel. Anunciava então “A origem do mundo”, com a seguinte declaração: “O falo está dentro do quadro”. Boa parte dos intelectuais apresentados à tela ficava, como Emilia, bastante incomodada.
Por quê?

Que há algo perturbador no órgão sexual feminino não há dúvida. Até nomeá-lo é um problema. Vagina, como tenho usado aqui, parece excessivamente médico-científico. É como pegar a língua com luvas cirúrgicas. Boceta ou xoxota ou afins soa vulgar e, conforme o interlocutor, pejorativo. É a língua lambuzada pelo desejo sexual – e, por consequência, também pela repressão. Não há distanciamento, muito menos neutralidade possível nessa nomeação. É uma zona cinzenta, entregue a turbulências, e a palavra torna-se ainda mais insuficiente para nomear o que Courbet chamou de “A origem do mundo”. Para Lacan, “o sexo da mulher é impossível de representar, dizer e nomear” – uma das razões pelas quais teria comprado o quadro.

Em busca de respostas para o horror de Emilia, que, por oposição, revela o meu não horror, naveguei por algumas interpretações do quadro – e da perturbação gerada por ele. Jorge Coli, historiador, crítico de arte e autor de um livro sobre Courbet para a editora francesa Hazon, assim comentou sobre A origem do Mundo, em um artigo publicado em 2007: “Parece-me a radicalização do processo de transformar a mulher em um objeto orgânico, pois ele esconde a cabeça (pensante) e os braços e pernas (elementos da ação). Vemos a ponta do seio e, sobretudo, o sexo”. Coli assinala que uma das questões do século XIX era a ameaça do desejo contida no feminino. Inerte, entregue à contemplação, a mulher não ameaçaria.

Em algumas manifestações escandalizadas, o fato de Courbet ter “reduzido” a mulher a um pedaço da anatomia foi considerado uma afronta. Uma mulher sem cabeça, sem braços, sem história. A pintura chegou a ser definida pelo escritor e fotógrafo francês Maxime Du Camp como um “lixo digno de ilustrar as obras do Marquês de Sade”. Análises mais psicanalíticas explicam o horror de quem olha pela castração. Diante do espectador, entre as coxas abertas da mulher se revelaria a ferida aberta, a falta, a impossibilidade de ser completo. As mulheres se horrorizariam pela constatação da castração, os homens pelo temor a ela. Se alguns olhares produzem pistas, outros reforçam apenas o incômodo que a obra produzia.

O efeito do quadro já foi tentado em fotografias de mulheres, em geral prostitutas, colocadas na mesma posição, mas o resultado revelou-se diverso. Ao transpor para a fotografia, não é mais a imagem de Courbet, mas outra. Até que, em 1989, uma artista francesa, Orlan, fez algo marcante – e com grande potencial para gerar polêmica – a partir da obra original. Ela reproduziu a pintura trocando a vagina por um pênis – ou a boceta por um caralho. E chamou-a de A origem da guerra. Olhar para essa imagem causa um estranhamento, especialmente porque a posição, deitada de costas, é muito mais íntima da mulher do que do homem. O pênis, no caso, se oferece ereto ao olhar, mas a partir de um corpo na horizontal, entregue.

É instigante, desde que a provocação não seja reduzida a um feminismo indigente, banalizado pela crença pueril do “a mulher gera a vida, o homem a morte”. A intenção de Orlan, segundo Roudinesco, era bem mais refinada. Ela “pretendia desmascarar o que a pintura dissimulava, realizando uma fusão da ‘coisa’ irrepresentável com seu fetiche negado”. Reivindicava então a “imprecisão do gênero e da identidade” que marca o nosso tempo, anunciando, por sua vez: “Sou um homem e uma mulher”.

O que se pode afirmar é que Courbet revelou o que está sempre coberto, oculto, escondido. No Carnaval brasileiro, por exemplo, como lembra a psicanalista Maria Cristina Poli em um artigo interessante sobre o feminino, tudo é exposto – e até superexposto – do corpo da mulher, menos a vagina. Mas a força do quadro não está só no “mostrar”. Há algo de incapturável e único na forma como Courbet mostrou o “imostrável”, já que a transposição da imagem para a fotografia não causa o mesmo efeito. E o que é?

Não sei.

A vagina pintada por Courbet é peluda como não vemos mais nos dias de hoje. A depilação quase total do sexo feminino tornou-se um popular produto de exportação do Brasil. Tanto que virou um dos significados da palavra “Brazilian” no renomado Dicionário Oxford: “Estilo de depilação no qual quase todos os pelos pubianos da mulher são retirados, permanecendo apenas uma pequena faixa central”. Pelo visto, a partir dos trópicos supostamente liberados e sexualizados, a vagina depilada virou um clássico contemporâneo.

Este é um ponto interessante. Ao primeiro olhar, a extração dos pelos serviria para revelar mais a vagina, mas me parece que este é mais um daqueles casos, bem pródigos na nossa época, em que se mostra para ocultar – a superexposição que ofusca e cega. A vagina sem pelos é uma vagina flagelada – e arrancar os pelos com cera é mesmo um flagelo. É também uma vagina infantilizada pela força. E é ainda uma vagina esterilizada, já que vale a pena lembrar que no passado recente essa depilação agressiva só acontecia nos hospitais para, supostamente, facilitar o parto. “Se não depilo totalmente, me sinto suja”, disse-me uma amiga. Suja?

Em janeiro de 2000, a atriz Vera Fischer exibiu sua vagina peluda em um ensaio fotográfico da revista Playboy. Causou furor. Falou-se na “Mata Atlântica”, na “Amazônia”, na “selva” onde sempre é perigoso penetrar. Havia algo de poderoso e incontrolável na vagina em estado “natural” de Vera Fischer, e a polêmica se fez. Era uma mulher não domesticada ali. Uma mulher adulta.

Não me parece – e nunca saberemos se tenho razão – que, se Courbet tivesse pintado uma vagina careca, ela teria causado tanto o horror de Emilia quanto o êxtase em mim. A vagina pintada por Courbet é uma vagina que revela. Mas o quê?

Não sei. A maravilha da arte é que ela nos transtorna sem a menor intenção de nos dar respostas – muito menos caminhos a seguir. A arte é sempre labiríntica. Não há sentimentos “certos” ou “errados” diante da expressão artística, há sentimentos apenas. Movimentos. Que nos levam por aí, aqui. É em respeito a essa ideia que decidi não colocar nenhuma imagem do quadro aqui, nem mesmo um link – ou um atalho – para a imagem na internet. A busca da origem do mundo é pessoal e intransferível. Assim como a decisão de buscá-la.

A obra de Courbet sempre foi oculta por uma outra pintura. Ou cortina. Exceto agora, que a exibição no museu deu a ela uma espécie de salvo-conduto, por ser ali “o lugar certo”. De algum modo, até então, a vagina mais famosa da História da Arte fora coberta por um véu – além do véu representado pela própria pintura.

Decidi não cobrir minha reprodução de A origem do mundo com uma burca. Vamos ver o que acontece.”

Por Eliane Brum

Amor em stand by

por em 20/07/2012 às 16:56

Malvadas

Parceria semanal com o Me Metendo!

“Tive um relacionamento conturbadíssimo com uma pessoa por 3 anos (dos 16 aos 19). Durante esses tempo não me apaixonei por ninguém mais – mas em alguns dos nossos trocentos términos eu fiquei com outras pessoas, me perdi totalmente. E antes disso também não tive muitas experiências amorosas, só algumas ficadas esporádicas.

O relacionamento acabou e eu o vinha superando. Faz um mês que uma coisa que eu definitivamente não esperava aconteceu: me apaixonei por uma guria que fiquei ano passado durante um dos períodos de término – sim, eu gosto de mulheres. Sempre lamentei nunca ter dado certo (nós duas estávamos enroscadas com ex’s), e sempre pensei como teria sido perfeito, porque a garota é maravilhosa. Nos reaproximamos há poucos meses… eu fui me envolvendo… me perdendo nos olhos dela, desejando estar com ela todos os dias…

O porém: embora ela tenha deixado bem claro o quanto me adora, dizer que adorou ficar comigo e o quanto gosta quando estamos juntas, ela também falou sobre ficar um pouquinho sozinha porque precisa criar amor-próprio e parar de sempre estar emocionalmente dependente de relacionamentos. Decidi dar um espaço a ela, mas me mostrar interessada… Ela nunca deu abertura pra algum outro tipo de aproximação, mas fica fazendo alguns… joguinhos – como agarrar minha mão enquanto andamos pela rua e soltar um pouco depois, ou um jeito de olhar, algumas insinuações – só que depois ela se retrai.

Continuamos saindo… Mas meu medo é o de me tornar amiga DEMAIS, de ela parar de me enxergar como uma paixão em potencial. Talvez o grande problema seja eu ser solícita demais, muito amiga, ouvir todos os problemas dela, me interessar, compreender muito tudo… mas não sei ser diferente porque eu GOSTO MESMO dela e quero ser a melhor pessoa possível pra ela, alguém que a faça feliz e a deixe sempre confortável. Estou confusa.

Como não perder de vez essa garota, Gabe? Tem alguma dica?

Beijos!”

Quer saber o que eu respondi? Clique aqui e continue lendo.

Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.org

Seguindo o alfa

por em 19/07/2012 às 10:07

Dicas, E-mails, Relacionamentos

Gabe, eu estou com um problema horrível e preciso muito de ajuda. A história é longa e eu preciso que tu preste muita atenção.

Eu namoro há muito tempo e sempre fui o tipo namorada perfeita, sempre fui carinhosa, atenciosa e muito obediente. Amo meu namorado, mas ele tem alguns defeitos que sempre dificultaram nossa relação. Ele é muito machista, desses que acham que a mulher tem seu papel no relacionamento, entendem que a mulher está abaixo do homem. Eu sempre concordei com isso e sempre permiti que assim fosse. Nós temos momentos perfeitos, mas quando é ruim, é péssimo. Sempre liguei, dei presentes, sempre atendi suas vontades e sempre fiz de tudo pra agradar ele. Ele nunca foi um namorado romântico, nunca fala o que sente e não é de ir atrás das pessoas. Eu achava que era por isso que a gente era tão perfeito, porque o que ele não fazia e eu fazia.

Já passamos por circunstâncias difíceis e por duas vezes ele conheceu garotas nos lugares que trabalhava. Eu vi que ele ficou atraído cada vez que aconteceu mas ele nunca admitia. Eu pedia pra ele se afastar delas e ele não aceitava. Se eu pedisse pra ele escolher, ele dizia que me deixava. Essas situações ele deixou que chegasse ao extremo e só assim, quando tava tudo escancarado: o interesse delas por ele e vice-versa, ele deixou de fazer. Ele não aguentou que eu passasse mais de dois dias brigando com ele. Não aconteceu nada entre ele e essas garotas… depois ele me pôs contra a parede e eu tive de perdoar assim, do nada.

Eu quis te contar isso,porque queria que você entendesse que eu sempre o perdoei mesmo quando ele não me pedia por isso. Nós sempre passamos por crises, pois ele tem épocas de ficar ma tratando super mal, ignorando minhas ligações, não falando direito comigo e essas coisas. Mas os últimos meses foram insuportáveis! Ele me tratava tão mal, me ignorava, não queria marcar encontros comigo, se os amigos chamassem ele me deixava na mão sabe?

Eu sempre dei toda a liberdade do mundo pra ele e tive de ouvir ele me dizer que estava cansado de ter que dar satisfação do que fazia, ele disse que não queria ter de avisar aonde ia e eu mais uma vez abaixei a cabeça e disse a ele que ia tentar melhorar. Mas ele foi ficando cada vez pior, eu que sempre tive dúvidas sobre o amor dele, tive a certeza de que ele não me amava. Entenda que eu cheguei no meu limite, Gabe! eu sofria tanto que não tinha mais aonde doer. Eu estava destruída,sem forças e perdi a fé. Nunca fui tão infeliz na vida quanto naqueles meses!

Nesse tempo conheci um colega de trabalho, que foi muito atencioso comigo e super legal. Viramos amigos e ficamos conversando todos os dias. Ele me lembrava muito o meu namorado e toda aquela atenção fez com que eu ficasse confusa sabe? Eu fiquei buscando o meu namorado naquele menino e depois de tanto tempo ruim, sendo infeliz, eu sorria de novo. Sabe que quando a gente ama a gente fica vendo o outro em todos os lugares, num jeito de andar, num sorriso… Gostei de receber atenção,vocês sabem como mulher é! Mas eu nunca quis de fato nada com meu amigo, eu só queria me despedir do meu namorado sabe? Sentir que ele me amava uma última vez antes de ir embora pq ele ja não me ama e eu ia sofrer por ele. Eu estava mesmo convencida de que não tinha jeito, ele estava cheio de amiguinhas no trabalho, dando sempre mais atenção a elas. Eu não parecia ser importante sabe? Qualquer um fazia mais falta do que eu. Bem, na época que eu conheci meu amigo ele era apenas um estagiário e iria embora da empresa em uma semana.

No final dessa semana, depois de ter me despedido do “meu amor” quando meu amigo foi embora, chamei meu namorado pra conversar e pedi um tempo. Passamos assim uma semana mais ou menos e durante esse tempo eu já não pensava no meu amigo, mas contrariando o que meu namorado havia mandado de não dar meu telefone a nenhum homem, eu dei ao meu amigo. Ele me ligou dois dias depois e eu fiquei super contente com a ligação, mas no final da ligação vi que aquele não era meu namorado e bloqueei o número dele. Dias depois meu namorado volta e me diz que vai ser tudo o que eu sempre quis que fosse, disse que me amava e que ficou com medo de me perder. Eu não queria aceitar ele de volta porque 1. não acreditava naquela mudança depois de anos e 2. porque queria conversar com ele sobre o que tinha acontecido e mostrar até onde a falta de atenção dele me levou. Mas fiquei feliz e resolvi aceitar e pensei em conversar com ele no outro dia.

Mas eu acho que não fui feita pra ser feliz, então ele viu uma conversa minha com uma amiga onde eu tecia elogios ao meu amigo e contava a ela o que tava acontecendo. Preciso dizer que ele ficou furioso? Ele terminou tudo, me xingou, me chamou de puta, de safada e de todos os nomes possiveis e eu aguentei firme. Meu Deus Gabe, eu nunca me senti tão mal. Passei dias indo atrás e implorando uma nova chance, vi ele me dizer que eu não era uma mulher digna e que quando ele me imaginava casada com ele, via ele trabalhando enquanto eu tava em cima de qualquer homem que chegasse. E eu sempre sonhei com nosso casamento, nossos filhos, cuidar da nossa casa, fazer tudo pra ele. Tive de ouvir isso, sabe o que é se sentir acabada?

Mais eu não desisti. Consegui com que fiquemos juntos e as coisas foram melhorando. Mas ele ainda não me perdoou de vez sabe? Ele não confia em mim e desconfia de tudo que eu digo. Às vezes estamos bem, mas às vezes ele volta a me tratar como estava me tratando naqueles meses e isso dói demais. Eu não suporto mais ser tratada daquele jeito e isso faz com que eu pense em desistir dele outra vez. Eu mesma não consigo me perdoar pelo que eu fiz, logo eu que sempre fui a menininha dele, olhei pra outro homem! Eu não mereço nada dele sabe? Mas eu aguento ser tratada assim! Não sei o que é pior, ser tratada assim ou ficar sem ele. Eu sou a pior pessoa do mundo Gabe, não tem um só dia que eu não me odeie pelo que eu fiz!

Mas será que eu mereço mesmo ser tratada assim? Eu já pensei em colocar ele contra a parede, dizer que ele precisa me aceitar de uma só vez e que pela metade, não dá! Mas isso só aconteceu há um mês, não sei se devo ser mais paciente e aguentar firme. Preciso de ajuda Gabe, eu estou perdida! Não consigo ver mais o que fazer…. Eu o amo, Gabe e esses dias ele me disse que não me tratava bem porque eu não dava espaço e que eu nunca fui importante porque não soube ser. E eu pensava que tratar ele bem era uma coisa boa! Mas que agora não adiantava mais me afastar as vezes, porque se eu fizesse isso, ele me deixava depois do que eu fiz!! Ás vezes penso em me afastar um pouco, talvez eu deva ir me afastando aos poucos até me acostumar e cada um viver sua vida. Eu não queia viver sem ele, queria ser feliz.

O que eu faço?
Beijo Gabe :/

Querida, você sempre alimentou justamente esse lado machista ignorante dele, então é interessante esse desespero todo quando ele age conforme você incentivou. Você não está abaixo dele? Então aceita que você é uma vagabunda que olhou pra outro homem. Não é assim que vocês pensam? Então você está certíssima: Se humilhe, chore, ligue mil vezes até ele aceitá-la de volta, para continuar tratando você pior do que lixo.

Entenda uma coisa, e tenha absoluta certeza que eu li e reli essa sua história com muita atenção, ele não FEZ você fazer coisas. Ele deu a ordem e você, cadelíssima do seu alfa, seguiu. Então quando ele disse que trocaria você por qualquer mulher que chamasse atenção, quando ele ignorou, tratou mal, xingou e você ficou ali dizendo que ia melhorar, a errada é VOCÊ.

Não penso ser a pessoa mais indicada para ajudar, porque eu acho que você merece ser tratada assim, é o que você gosta. Você não se dá o respeito, por que ele deveria? Você se descreveu como “obediente” e eu só vi esse termo usado com crianças pequenas e animais. A posição que você se coloca é tão ridícula que eu penso que ele é o homem perfeito para você.

Além disso, tratar alguém bem não significa aceitar tudo o que a pessoa faz. Enfrentar alguém quando essa pessoa é injusta não é feio. Parei por aqui pra não passar do limite.

Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.org

Tutorial de maquiagem para o dia-a-dia

por em 17/07/2012 às 16:05

Feminicies


Presa ao meu namoro

por em 17/07/2012 às 15:29

Dicas, E-mails, Relacionamentos

Mais um post em parceria com o Me Metendo!

“Namoro há dois anos um cara 8 anos mais velho. Nosso namoro sempre deu certo, já vivemos muitas coisas juntos, sempre viajamos, saímos, mas sempre só nós dois. Desde que comecei a namorá-lo me afastei de meus amigos, ele sempre fala que meus amigos são crianças e que eles não me dão o mesmo valor que eu dou para eles.

Sinto muita falta de sair com minhas amigas, tipo o clube da Luluzinha, ele não me proíbe de fazer isso, mas não admite que seja no fim de semana, pois é a única hora de ficarmos muito tempo juntos. Dia de semana não tem como eu encontrar com elas, pois algumas estudam de manhã, outras a tarde e eu estudo e trabalho, de noite chego em casa super cansada e ainda tenho as coisas de faculdade para fazer para a manhã seguinte, simplesmente não dá pra sair dia de semana.

Há alguns meses ele parou de fumar e anda muito estressado e sem paciência, principalmente comigo. Implica com coisas bobas, praticamente todo dia estamos discutindo por motivos quase que banais, por coisas simples, que seria só conversar, mas não, ele sempre apela e eu sem paciência pra discussão faço de tudo pra encerrar a conversa, só pra não render e não ficarmos mal um com o outro.

Confesso que tenho também uma parcela de culpa nessa brigas constantes, eu quase não converso sobre nossos problemas com ele, mas não é pra evitar brigas (na verdade acho que isso só as adia), eu tenho uma certa dificuldade em falar sobre o que penso e por isso prefiro me calar. Acho que por não falar dos meus sentimentos e ser muito fechada, sempre tive dificuldades em fazer amizades, desde nova fui de poucos amigos e agora estou afastada dos únicos que tinha, não tenho quase ninguém mais.

Pra ser sincera ando um pouco desanimada com nosso namoro, sabe, eu amo ele, eu aprendi demais, cresci, na verdade eu virei mulher ao lado dele. Ele é um cara perfeito, inteligente, carinhoso, bonito, responsável, engraçado, e está crescendo muito profissionalmente, seria o cara ideal pra casar, se eu não tivesse apenas 19 anos.

Às vezes me pergunto por que não o conheci mais tarde, aí ficaria o resto da minha vida com ele, mas sou muito nova e ainda quero viver e aprender muito, quero ir às festas da faculdade, sair mais pra balada, não quero essa vida monótona que estou tendo, nem ficar anos e anos com o meu segundo namorado.

Já pensei várias vezes em terminar e quem sabe até voltarmos daqui uns 4 ou 5 anos. Mas em conversas ele já deixou bem claro que quando termina é realmente terminar, sem essa história de ficar de vez em quando ou voltar tempos depois.
Quando penso em terminar, eu não consigo admitir a hipótese dele ficar com outras mulheres, mesmo se não tivermos mais nada, é algo que eu não consigo nem imaginar, eu o amo demais, mas sabe, nosso namoro está saturado, cansativo e não sei o que fazer. Espero que me ajudem nesse momento de dúvida. Beijos,
G.T.”

Quer saber o que eu respondi? Clique aqui e continue lendo.

Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.org

Tá e Daí?! - Ana em Manaus

por em 12/07/2012 às 12:28

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Manaus, SUA LINDA!

Mulher exploradora e...

por em 6/07/2012 às 11:02

Dicas, E-mails, Relacionamentos

“Durante cinco anos morei com uma pessoa que acreditava ser o “amor da minha vida”. Até pensava que envelheceria ao lado dela. Tivemos uma relação conturbada, cheia de irresponsabilidade e traições (de ambos os lados). Há 1 ano ela conheceu um cara e ficou loucamente apaixonada. Chegou a cogitar a possibilidade de me deixar para viver com ele, só que não esperava que ele iria dizer que não queria.

Resolveu então ficar comigo. Continuamos tentando, mas a cada dia que passava a relação se desgastava mais e acabamos nos separando. Ela continuou morando na minha casa mesmo estando com outros caras. Eu me rastejava pedindo para que ela voltasse e ela dizia que eu a completava em todos os quesitos, menos na cama. Ela alegava que se continuássemos era capaz dela procurar outro para transar e não achava isso justo.

Foi difícil. Ela saiu de casa e foi morar com o cara. Ficou um mês com ele e eu já estava me recuperando quando ela ligou me contando que ele havia quebrado a mão dela. Fiquei indignado e aceitei que ela voltasse pra casa. Nesse período ele me disse que estava arrependida de ter me largado e pediu para voltar. Aceitei. Ficamos bem por dois meses, depois disso nossa relação virou um inferno. Eu percebia que ela não tinha prazer comigo e para ajudar o cara que ela era apaixonada resolveu aparecer. Não deu outra, nos separamos novamente e mais uma vez o cara disse que não queria assumir ela.

Resolvi então deixar ela morando na minha casa e prometi ajudar enquanto ela precisasse. O problema é que estou com dificuldade em aceitar a sua vida de solteira. Ela sempre teve uma enorme necessidade de sexo e para se satisfazer, procura vários homens. Fico com muita raiva e extremamente indignado. Estou sendo machista? Não estou pronto para me relacionar com ninguém. Na verdade, estou com medo.

Depois de cinco anos de relacionamento ela me julgou somente pela minha performance na cama. Eu temo não conseguir fazer alguém feliz e pra piorar a situação, sofro de ejaculação precoce. Estou muito frustrado e amarrado a este sentimento.

Ela está saindo com outras pessoas e às vezes me procura somente para pedir assistência financeira. Sinceramente, não sei mais o que fazer.”

Álvaro

Quer saber o que a Gabe respondeu para ele? Clique aqui e continue lendo.

O Encontro

por em 6/07/2012 às 10:28

Contos e Textos, Relacionamentos

Fui. Imaginava que era roubada, mas fui. Afinal, o que eu tinha a perder além de mais uma noite improdutiva? E se desse certo, se fosse diferente das outras noites? Não havia um bom motivo que me fizesse recusar o convite.

No primeiro momento tudo correu dentro da expectativa. Nada de extraordinário, nem bom, nem ruim. Tudo normal. Sentamos à mesa de um bar, conversamos sobre o que havíamos feito naquele dia, preferências musicais, filmográficas e artísticas em geral – muitas das quais em comum –, nossos pais, infância, objetivos na vida e sobre o fim de semana que nos conhecemos.

Naquele dia em que nenhum de nós estávamos dados às interações sociais, encontramos no fumódromo o esconderijo perfeito para abster de socialidades. Ironicamente, foram nessas condições que um puxou papo com outro. Eu de coração partido, ele de saco cheio.

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Namoro em crise

por em 4/07/2012 às 14:49

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Coisas que você faz quando bebe tequila

por em 4/07/2012 às 14:38

Random

Na banheira da casa da amiga

por em 4/07/2012 às 12:36

Random

Clique para ampliar!

Pega algo na minha bolsa e...

por em 4/07/2012 às 12:34

Random, Relacionamentos

Quase nunca eles encontram…

Atração fatal

por em 4/07/2012 às 12:27

Random

Tão bom quanto pizza e guaraná.
Tão bom quanto mulher e cartão de crédito.

Como conquistar uma mulher

por em 4/07/2012 às 11:34

Dicas, Random, Relacionamentos

Oloco! **

Sobre damas e vagabundos

por em 4/07/2012 às 11:27

Random


Ainnnnn! **