Booger Network

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Booger Network é uma compilação de blogs dispostos em diversas categorias. Estamos em fase de expansão e em breve teremos mais blogs e diferentes categorias.

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Parabéns Papai!

por em 11/12/2012 às 16:09

Random

Compartilhamos sua felicidade! <3

Tudo sempre igual

por em 10/12/2012 às 15:01

Contos e Textos

Por que você continua aqui, do mesmo jeito, andando pelas mesmas ruas? Girando as mesmas chaves para abrir as mesmas portas. Senta nas mesmas cadeiras, ao lado das mesmas pessoas para fazer as mesmas coisas. São os mesmos amigos e, até mesmo, os mesmos amores. Mantém a mesma visão do mundo. Com os mesmos medos e preconceitos de sempre. O ciclo recomeça a todo momento. Por que repetir a mesma, angustiante, rotina? Onde está a força para o novo? A coragem para mudar e a audácia de (re)criar? Entusiasmo e ousadia. É com isso que definimos sonhos e projetos. Pena que, muitas vezes, demoramos a perceber isso.

Conheci um cara lindo na viagem

por em 26/11/2012 às 16:03

Contos e Textos

Eu esperava o ônibus da madrugada começar a viagem para Santa Maria, enquanto olhava para uma mãe no banco do lado brincando com o filho, quando aparece um cara GATÍSSIMO na minha frente. Ele pergunta se eu me importaria que ele sentasse comigo, assim aquela mãe teria mais espaço para o filho e ela dormirem tranquilos (eles tinham o lugar da janela e ele o do corredor). Disse que não me importava e já comecei a achar aquele cara mais interessante. Ele seguiu sendo gentil e atencioso, brincou com a criança, falou com o motorista para ligar o ar, ajudou as pessoas a colocarem bagagem no lugar, etc..

Conversamos sem troca de nomes, ele perguntou onde eu desceria, porque tinha medo de dormir e acordar em Santiago, como tinha acontecido da última vez. Mostrou foto na frente da rodoviária, rimos da situação e eu disse que o acordaria quando chegássemos em Santa Maria. O assunto acabou e eu virei para a janela e dormi.

O fato é quer eu acordei algumas horas depois, o apoio que divide o banco estava levantado e ele puxava meu braço. Me assustei e olhei para ele, ele tinha um casaco tapando o colo e estava me olhando. Xinguei ele e não consegui dormir mais.
Sim, o desgraçado é um punheteiro de ônibus e eu fui a vítima.

Essa história parece um ’50 tons de cinza’, onde o homem subjuga a mulher enquanto ela dorme, mas isso realmente aconteceu comigo nessa sexta-feira, dia 23. Pode parecer interessante quando não é você sendo assediada por um estranho. Fiquei assustadíssima, não sabendo o que ele pode ter feito enquanto eu não havia acordado. Cheguei em casa com uma sensação horrível, tomei banho (sei que é clichê, mas vai que o desgraçado encostou o pau nojento dele em mim?) e senti muita raiva.

Para que a arte da sedução e uma boa conversa se hoje o cara pode só puxar a sua mão e colocar no próprio pau, não é?

Trepation Songs

por em 17/11/2012 às 9:11

Dicas

Dica da semana é do filme Um Drink no Inferno, vale tanto a música quanto a cena ;)

Meu chefe terminou nosso caso

por em 14/11/2012 às 9:42

E-mails, Random, Relacionamentos

Olá Gabe, meu nome é “Ana” e estou com um probleminha…
Tenho 23 anos, e trabalho em uma grande empresa há mas de um ano. Nessa empresa conheci o “Valter” que é meu chefe e tem 43 anos e é casado. Bom só pra você entender, ele é um homem lindo e admirado por muitas além de ser muito charmoso e com o tempo foi me sentindo cada vez mais atraida por ele, e ele muito sério e aparentemente fiel.
O tempo foi passando e o Valter foi respondendo as minhas paqueras, eu sempre muito discreta para que ninguem do setor desconfiasse…
Enfim, foram muitos bilhetinhos, muitas olhadinhas até que começamos a dar uns beijinhos as escondidas, e depois de um tempo marcamos de ir para um motel. Ele como sempre timido e com medo de ser visto, fomos para o motel.
Foi bom mas não foi exatamente o que eu esperava ele ficou muito nervoso, mas foi carinhoso e agradável, os dias que seguiram no trabalho foram normais, ele me disse que tinha valido a pena, que sonhava comigo e queria sair mais vezes, até que quinze dias depois resolvi chamar ele para sair denovo, e ele para minha surpresa disse que precisa falar comigo… ai já imaginei que coisa boa não era. Quando conseguimos ficar sozinhos ele “Não me leve a mal, mas o problema é comigo… eu estou fazendo um mal terrivel a mim mesmo e a você, você é madura e eu sei que vai entender…” eu fiquei sem entender nada, foi um susto ele estar dizendo que não queria mais nada. Como nosso lance era apenas tesão incontrolável achei que seria facil lidar com a situação ele ficou perguntando se eu iria ficar muito triste esse tipo de coisa, mas no dia seguinte eu estava péssima. Me sentindo um lixo, acho que por que nunca me dei muito bem com a rejeição, e agora não estou sabendo levar a situação não consigo ver o Valter e não ter uma vontade enorme de beijar ele de abraçar etc… tenho certeza que ele gosta do nosso lance e eu já deixei claro que jamais vou atrapalhar o relacionamento dele assim como eu não quero que ele atrapalhe o meu.
Meu relacionamento continuou o mesmo, meu noivo não desconfia de nada… agora a dúvida, será que o Valter esta com medo de estar apaixonado, ou eu estou apaixonada? Parece loucura mas não sei o que fazer e como agir.
Sou super fã do Malvadas, e espero que não me julguem.
Beijos
Ana

Querida, você investiu em uma pessoa e depois de uma vez ele disse que não queria mais. É claro que isso iria abalar você, mas o fato é que ele é uma pessoa comprometida e você também. Não estranhe o fato dele não querer mais, vocês tinham um caso e isso não gera compromisso.

O fato de você ter dedicado tanto tempo conquistando o Valter prova que você precisava disso, dessa conquista. Penso que você não está apaixonada, mas o fato dele não querer mais e você ter dedicado tanto para conquistá-lo faz com que tenha essa necessidade dele, entende? A rejeição não é fácil para ninguém, ainda mais depois do esforço que você fez para chegar até ali. De repente você devesse investir no seu relacionamento essa energia, ao invés de investir em alguém que não tem mais interesse em você.

Uma possibilidade é que quando o caso se tornou real (quando vocês transaram) ele não quis continuar. Por mais que você não se importe em trair o seu noivo, muitas pessoas ficam com peso na consciência, por amarem das pessoas que estão, e talvez esse seja o caso do seu chefe. O que importa é que ele disse que não quer mais e você forçar a sua vontade nele é egoísmo.

Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.org

Trepation Songs

por em 10/11/2012 às 10:02

Dicas

Dica do leitor Phelipe Ricardo: Lana Del Ray – Cola (Pussy)

My Summer of Love

por em 9/11/2012 às 14:32

Random

Mr. Peluche é um micro-escultor e miniaturista responsável por espalhar miniaturas de pessoas transando pela cidade de Berlim. O nome do projeto é My Summer of Love – Make Love Not War e abaixo vocês podem ver algumas das imagens.






Via: Hypeness

Magic Mike

por em 5/11/2012 às 13:54

Dicas

Não se engane leitora, isso não é uma dica de filme para assistir. Sugiro apenas que procurem as cenas de strip-tease do Magic Mike. O ator Channing Tatum é um excelente dançarino, participou do filme Step Up e trabalhou em uma boate como “dançarino exótico” antes da fama.

Como vocês podem ver na imagem acima, também temos Matt Bomer (White Collar), Joe Manganiello (True Blood) e Matthew McConaughey com sungas minúsculas, fantasias e caras cretinas.

Deixo vocês com um vídeo de um solo do Magic Mike:

Trepation Songs

por em 1/11/2012 às 16:42

Dicas, Random

O leitor rc25 deu as dicas Portishead e Lovage, então selecionei estas duas músicas:

Lovage – Stroker Ace
Portishead – Glory Box

Mean Tips

por em 31/10/2012 às 9:58

Dicas

A dica de hoje é contorno facial, que a Vanessa Rozan fez complementando o seu vídeo anterior, sobre pele iluminada.

Via: Liceu de Maquiagem

Além disso coloco para vocês uma foto da Kim Kardashian mostrando como ela usa contono facial+iluminador. É bem exagerado, mas mostra os pontos para quando quiserem fazer aquela pele perfeita que ela sempre usa.

Ménage à 4

por em 30/10/2012 às 13:40

Contos e Textos, Random

O Ilustríssima convidou quatro pessoas para reescrever uma das cenas mais mornas de “Cinquenta Tons Mais Escuros”. Estas pessoas são Reinaldo Moraes, Carol Bensimon, André Sant’Anna e Juliana Frank, que tentarão ajudar Anastasia Steele e Christian Grey a esquentarem os lençóis.

“Um gosto de podre na boca
ANDRÉ SANT’ANNA

E ela chama isso de “fazer amor”. Já eu acho meio nojento. A começar pelo teatro. A cena do supermercado é obrigatória. A gente lá, pelos corredores, entre as prateleiras, escolhendo produtos especiais para uma noite especial:
- Vamos levar essa mostarda da Alsácia? Pega pra mim aquele vinho branco alemão. Olha só, Amor, o queijo que você adora!
Alguém tem ideia do gosto do beijo dela, depois do queijo que nós adoramos, do vinho branco doce e do boquete que ela faz questão de pagar em noites especiais?
Aí tem a cena da cozinha. Tudo teatro. Teatro não -comercial de molho de tomate. O casal sorridente, cortando pimentão, temperando frango. Então, ela começa a se esfregar. Fica encostando aquele bundão em mim, sempre fingindo naturalidade.
Não sei quem inventou que sexo é coisa espontânea. Quem faz sexo espontâneo é cachorro vira-lata. E é assim que me sinto: um vira-lata sarnento -o cheiro da cebola, do alho, do suor azedo que encharca meu sovaco nessas horas.
Silêncios constrangedores. Nós dois pensando em sexo, fingindo que aquele frango cru, ensebado, é a coisa mais importante da noite. Só que o frango, depois de assado e coberto por especiarias de “Primeiro Mundo” (quando quer elogiar algo, ela diz que é “coisa de Primeiro Mundo”) fica até bonito, cheiroso. A nossa alma é que vai ficando fedorenta.
E ela lá, com o bundão espontâneo, se esfregando espontaneamente no meu pau. Quer saber? Não gosto de intimidade com quem já sou íntimo.
Ela não aguenta o silêncio por muito e tempo e tem de falar alguma coisa. Qualquer coisa:
- Às vezes tenho a impressão que mal conheço você.
Que merda é essa? A gente já se conhece há mais de dez anos, já fez sexo em todas as poses pornográficas e ela ainda me envolve nessa conversa nada espontânea só porque não aguenta um silêncio de cinco minutos. Sou obrigado a responder qualquer coisa:
- Você me conhece melhor do que qualquer pessoa.
E pronto. Até poderíamos calar a boca por mais alguns minutos.
Mas não. Ela tem que falar, assim, de repente:
- Faça amor comigo.
Porra, mas a gente ainda nem jantou! E eu? Sabe o que eu digo?
- Boa menina.
E ela:
- Beije-me daqui até aqui.
O “aqui” dela é lá. O gosto na boca dura uns três dias. O queijo, o boquete, o vinho branco adocicado -ela é metida a chique, mas bebe “Liebfräumilch”- e, pra completar, o gosto que vem das entranhas dela. Dos infernos! E os barulhos do sexo oral? Tanto os que eu faço, quanto os que ela faz:
- Sssscccchluuuuuuuurrrrrrrrpppppfffffnnnnnnnssssplussssh!
Mas também não posso reclamar muito. Participo do teatrinho que nem um ator de filme pornográfico. Peço a ela que implore pelo meu “Bimbim” – o apelido carinhoso que deu para o meu pênis.
Sabe como eu chamo ela na hora do sexo?
- Baby!
Ai, que vergonha!
O cúmulo da simulação é quando ela tira a boca do meu pau e me empurra pra cama, simulando uma excitação bem maior do que a verdadeira. Outro dia, ela falou que eu era “hot”. “Hot”, eu? Não dá para trepar sem dizer nada?
Não. Não dá. Ela tem que ouvir e falar palavras como “Bimbim”, “baby” e “hot”.
Eu a chupo. Ela me chupa. Eu coloco meu órgão sexual dentro do órgão sexual dela. Ela fala:
- Mais rápido, Christian, mais rápido… por favor.
Eu digo a ela:
- Goze, baby. Goze para mim.
Eu gozo. Ela finge que goza.
Depois, o que sobra é esta sensação de ridículo, este gosto azedo na boca, este cheiro de ovo impregnado nas narinas. E ela chama isso de “fazer amor”.”

Para ler os outros três, clique aqui

Via: Juliana Frank

Trepation Songs

por em 26/10/2012 às 14:03

Dicas

Ele teve intenção de agredir?

por em 26/10/2012 às 8:49

E-mails, Relacionamentos

Depois de reunir coragem, decidi te escrever.
Namoro há 3 anos a distância. Nos vemos esporádicas vezes, ele trabalha e estuda, e eu trabalho. Nos amamos muito e sempre nos damos muito bem. Quando nos víamos, era um conto de fadas… eu chorava muito quando voltava pra casa. Mas da última vez aconteceu algo que mudou totalmente o nosso “namoro perfeito”.

Fiquei 4 dias com ele, e brigamos 2. Nunca fomos de brigar pessoalmente, mas dessa vez foram as piores brigas que já tivemos desde que nos conhecemos. Na última briga, estávamos muito nervosos um com o outro, já nas agressões verbais, até que ele me bateu com um travesseiro. Achei aquilo desrespeitoso, e fui tirar satisfações apontando na cara dele como ele teve coragem. Nesse ato, ele segurou forte nos meus pulsos me afastando. Eu interpretei esses comportamentos dele como uma intenção de me agredir. Conversamos muito, chorei demais, ele pediu desculpas, pediu uma chance de mostrar que nunca acontecerá novamente… mas eu sempre fico com um pé atrás, em dúvida, com medo de acontecer de novo… nosso namoro nunca chegou a um ponto tão desrespeitoso. Eu choro só de lembrar daquela situação degradante.

Eu quero muito perdoar de coração, mas não consigo esquecer… o que eu faço? Ele não faz ideia de como me deixar melhor, e muito menos eu… fico me perguntando se ele teve mesmo a intenção de me agredir, mesmo ele dizendo que não… não consigo ter paz no nosso namoro pensando nessas coisas. Sempre achei abominante uma mulher que se submete à agressões do namorado. Mas eu o amo muito. Já tentei terminar, mas não consigo. Eu tô muito triste, e quero muito que nós possamos voltar a ser o que era antes.

Obrigada.
beijos

Querida cada pessoa tem e impõe um limite diferente. Se você não consegue esquecer ou acreditar que não acontecerá novamente, se você sentiu desrespeito e indício de agressão, se afaste imediatamente. Saiba que é a parte mais dolorida, se afastar de quem amamos por acharmos necessário, mas você deve cuidar de si. E está certíssima em não aceitar e reagir, violência doméstica é um assunto sério e que não deve ser tratado levianamente.

É importante ressaltar que na primeira briga séria de vocês ele já reagiu fisicamente e por mais que não tenha batido, realmente foi um indício. Pensei muito antes de escrever para você, conversei com algumas pessoas e de acordo com o que conseguimos ver do seu depoimento você está certa, foi desrespeito e você não deve aceitar isso ou esperar para que ele faça pior. Entendo que essa dúvida seja horrível e que ele diz que não foi a intenção, que se desculpou, mas nada disso interessa, realmente. O medo que você sente é tão forte que isso não sai da sua cabeça. E isso só acontece porque em algum nível você sabe porque está com receio de estar com ele.

Por mais que o amor por ele exista e seja forte, não ignore o que você sentiu e sente a respeito desta situação. Toda mulher que se submete às agressões faz por um motivo e acredito que amor seja um deles.

Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.org

Trepation Songs

por em 18/10/2012 às 16:02

Dicas

Minha chefe disse que meu cabelo e maquiagem estavam me sabotando

por em 18/10/2012 às 15:43

Contos e Textos

Tem essas mulheres, de sapatilhas da Tory Burch, com seus cabelos arrumados, suas camisas de botão engomadas, e com os vincos de suas saias-lápis esticadinhos, sem o menor sinal de amassado. Eu sei que isso existe porque eu as vejo todo dia, seguindo para o trabalho como mouras, assim como eu, com seus lábios perfeitamente nude e suas bolsas obrigatórias da Longchamp.

Então, por mais que eu queira acreditar que a existência de tais níveis de elegância seja tão plausível quanto trombar num unicórnio, eu sei que isso existe — eu já peguei ônibus ao lado delas de manhã, silenciosamente mortificada. Porque, mais frequentemente do que eu gostaria, me esqueço de passar batom antes de sair de casa, minha saia está limpa, mas amassada por sentar durante o trajeto do trem, e minha própria bolsa obrigatória da Longchamp — uma concessão que fiz pelas estatísticas — possui 86% de sua área coberta por algo que imagino ser marshmallow. (Uma lambidinha furtiva mais tarde comprovaria que sim.)

Não é que eu seja uma desleixada. Eu sei como me vestir para meu emprego corporativo e quando eu chego no escritório há sempre uma paradinha no banheiro para checar se estou dentro dos padrões do traje casual-negócios. Isso quer dizer: o batom que esqueci foi passado, o cardigã vestido, o marshmallow limpo, o cabelo dormi-com-ele-molhado penteado para trás e preso em um rabo-de-cabelo, minhas botas preferidas trocadas por saltos altos delicados. Quando finalmente fico pronta, estou transformada de pessoa normal para uma secretária apropriada, e por que não, estilosa.

Como alguém que adora brincar de se montar, que adora usar maquiagem nos olhos e batom vermelho em sua vida civil, eu levei muito tempo para aceitar que para manter meu emprego na América corporativa, eu teria que seguir as regras. Uma vez que fiz isso, parei de correr riscos — claro, eu posso parecer a Sra. Doubtfire das 8 às 5, mas meu vestuário pós-trabalho de repente passou a incluir muitas, muitas camisas transparentes.
Eu achava que tinha me aperfeiçoado na arte de me misturar com o ambiente depois de um ano como funcionária temporária, até que minha supervisora me chamou na sala dela. Eu estava esperando uma promoção para a equipe permanente, então fui vê-la mais empolgada do que temerosa. Ela, pelo contrário, estava meio deslocada em sua cadeira, evitando fazer contato visual comigo. Quando ela abriu a boca e falou, meu chão caiu.

“Alguém veio me dizer”, ela falou, “que andam reclamando do que você tem feito com seu rosto e com seu cabelo”. 

Eu parei de respirar por um segundo, e quando falei novamente deixei sair um sapo da minha garganta. “Meu rosto e meu cabelo?” repeti como um papagaio.

Agora que ela havia começado a falar, foi difícil fazê-la ficar quieta. Enquanto esta pessoa misteriosa-e-provavelmente-do-alto-escalão não tinha reclamações a fazer dos meus trajes, ela achou que o jeito que eu arrumava meu cabelo e maquiava meu rosto era um indicativo de que eu não estava preocupada em crescer na empresa.

Eu concordava com a cabeça, mas por dentro eu ainda me recuperava. Basicamente, trocando em miúdos, eu havia sido avisada que alguém na firma não achava que eu era atraente o suficiente para ser promovida a funcionária permanente.

Como uma escritora aspirante, eu não deixei passar a ironia de que eu era potencialmente muito desajeitada para atender um telefone. Embora eu tenha apreciado isso menos do que passado o incidente, analisando com tempo e perspectiva.

No caminho do escritório da minha chefe até o RH, minha tristeza virou raiva e eu silenciosamente comecei a fumegar — eu ARRUMEI meu cabelo, eu FIZ minha maquiagem, eu me esforcei para fazer isso da forma apropriada para estas mesmas pessoas! Não só isso, mas eu era boa no que fazia. A ideia de que minha aparência física seria de tão mau gosto para alguém que ele potencialmente me negaria um emprego que me proveria benefícios mais do que necessários tem que ser, não só moralmente errada, mas ilegal.

“Ela chegou a falar que você precisa começar a fazer algo diferente na sua maquiagem ou cabelo?”, perguntou a moça do RH, sem piscar. Eu sacudi a cabeça, “Ela só — apresentou o fato de que alguém pensou que isso não me levaria a nada”.

A mulher do RH anuiu, como se esperasse por esta resposta. “Além das nossas normas de vestuário, não podemos legalmente te dizer como você deveria vir para o trabalho, mas…” O “mas” em questão é que no trabalho, assim como no dia-a-dia, as pessoas são inclinadas a fazer julgamentos instantâneos, e isso não é ilegal.
Saí do escritório instruída a aceitar as palavras de minha supervisora como um conselho bem-intencionado. Sem opções — além de virar a mesa e gritar com ela — eu saí de lá e tentei atender às suas expectativas.

Se eu já achava que ia fantasiada para o trabalho antes, agora eu sinto que estou usando uma máscara e uma peruca, também. Meu rabo-de-cavalo foi trocado por um topete que toma uma hora do meu sono; minha maquiagem neutra e óculos foram trocados por lentes de contato e tons de joia. Estas eram coisas que eu sabia fazer, e gostava de fazer — mas ir tão a fundo no meu arsenal de beleza para ficar sentada durante oito horas? Francamente, isso me pareceu ridículo.

Até que eu consegui a promoção que estava almejando.

Comecei a pensar sobre isso de novo quando li este artigo no Daily Mail. Eu imediatamente o mandei para um colega de trabalho que me conheceu durante a época pré-mudança. Ela riu e eu não a culpei. A noção de que o meu bronzeado poderia tornar um empregador menos inclinado a me contratar porque ele assume que eu gosto de perder tempo é ridícula. Tão ridícula quanto não contratar uma mulher cuja maquiagem é perfeita demais porque quer dizer que ela não serve para a vaga.

Mas eu não achei engraçado, porque embora eu estivesse no novo cargo por mais de um ano, e voltei disfarçadamente para meus dias de rabinho-e-óculos, eu não consigo me desfazer do sentimento de que só cheguei onde estou porque me curvei a esse tipo torto de raciocínio.

Ao aceitar essa linha de pensamento do jeito que fiz, sem virar a mesa (e talvez mandar um dedo) para a empresa onde trabalho, estava eu contribuindo para uma cultura que já é problematicamente obcecada com aparências? E você, se juntou alguma vez ao sistema e depois se arrependeu?”

Via: Jezebel