Booger Network é uma compilação de blogs dispostos em diversas categorias. Estamos em fase de expansão e em breve teremos mais blogs e diferentes categorias.
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por Gabe em 15/02/2013 às 15:43
Olá, meu nome é Victor, tenho 19 anos e tenho um certo problema ao ter relações sexuais já a algum tempo, eu sou daqueles que demora muito para gozar. Sempre fui um garoto “controlado” com relação a masturbação afinal sempre soube que fazer isso repetidas vezes pode retirar a sensibilidade do pênis(não sei se é verdade ou boato) por isso só o faço 3 vezes por semana(não são definidos, vai de acordo com meus pensamentos obscenos ;x) e estou a praticamente um ano sem ter relações sexuais, mas, recentemente comecei a namorar uma garota que ainda é virgem e como eu não tenho coragem de força-lá a fazer algo que ela não queira não passamos das preliminares e nesses últimos dias ela foi uma das poucas que conseguiu me fazer gozar(a maioria das garotas com quem me relacionei quase nunca me faziam ter um orgasmo em qualquer momento da relação) apenas com a masturbação, mas não foi fácil afinal eu demorei um pouco como nas outras vezes em que consegui gozar com minhas ex’s, porem nessa ultima terça feira algo me incomodou e muito (que não foi só o fato da demora) foi de não conseguir “chegar lá” mais uma vez, apesar de ter estado a ponto de ter um tremendo orgasmo, porem o que me intriga é desde domingo, eu não me masturbei mais ou seja não poderia ser esse o problema(creio que 48 horas é mais do que suficiente para um homem se recuperar né) e vi uma certa frustração no olhar de minha namorada por ela não conseguir me satisfazer, coisa que não é verdade afinal sempre fui mais de agradar do que ser agradado, porem isso me deixou chateado pois sei que ela gosta de me satisfazer de alguma forma por ainda ser virgem e não passarmos disso.
Então venho pedir a ajuda de todos para descobrir o por que disso acontecer e como eu evito essas situações chatas.
Obrigado
Querido você não vai perder a sensibilidade por se masturbar mais que três vezes por semana e não precisa ter medo de fazê-lo por não ejacular quando a estiver com a sua namorada. Essas coisas só acontecem se você se masturbar muitas vezes no mesmo dia, você está preocupado com algo que muitos homens gostariam em si e muitas mulheres em seus respectivos.
A masturbação, ao meu ver, só traz vantagens: Você se conhece melhor, consegue aprender a controlar o tempo do gozo, saber o que dá mais prazer, etc. Acredito que pelo receio de demorar, você fica com mais dificuldade em gozar com outras pessoas. Além disso você deve levar em conta que vocês estão se conhecendo, ela é virgem, são bastantes coisas que fazem diferença. A sua namorada está descobrindo o próprio corpo e aprendendo como funciona o seu. Existem casais que estão juntos há anos e que tem o mesmo problema, de se sentirem culpados pelo não-gozo do outro, mas a realidade é que conforme o tempo passa vamos conhecendo melhor os corpos, aprendemos mais e descobrimos como satisfazer nosso parceiro.
Converse com a sua namorada, explique que você está aprendendo, como ela. Acredito que esse seu “problema” vai ser muito útil quando vocês começarem a transar, porque aí ela não vai reclamar de você sempre terminar antes (MUITAS mulheres reclamam que os parceiros deixam elas, literalmente, na mão).
Fique tranquilo e se masturbe quando tiver vontade, aprenda sobre você mesmo! Conforme você for descobrindo mais e mais sobre o seu prazer você vai ver como é importante se conhecer. Aí você ainda vai poder auxiliar a sua namorada na descoberta do dela.
Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.orgTweet
por Gabe em 4/02/2013 às 14:14
“Há alguns anos me pergunto se o “direito à felicidade”, que se tornou uma crença partilhada tanto por religiosos quanto por ateus na nossa época, tem sido causa de considerável sofrimento. Se você acredita que tem direito à felicidade, de preferência todo o tempo, ao sentir frustração, tristeza, angústia, decepção, medo e ansiedade, só pode olhar para esses sentimentos como se fossem uma anomalia. Ou seja: eles não lhe pertencem, estão onde não deveriam estar, precisam ser combatidos e eliminados. O que sempre pertenceu à condição humana passa a ser uma doença – e como doença deve ser tratado, em geral com medicamentos. Deixamos de interrogar os porquês e passamos a calar algo que, ao ser visto como patologia, deve ser “curado”, porque não faz parte de nós. É um tanto fascinante os caminhos pelos quais a felicidade vai deixando o plano das aspirações abstratas, da letra dos poetas, para ser tratada em consultório médico. E, ainda mais recentemente, como objeto do Direito e da Lei, inclusive com proposta de emenda constitucional.
Quem acompanha esta coluna sabe que a felicidade tem sido um tema assíduo. Acredito que poucos fenômenos são tão reveladores sobre a forma como olhamos para a condição humana em nosso tempo como o “direito à felicidade”. Sem esquecer que este tema está relacionado a outros dois fenômenos atuais: a medicalização da vida e a judicialização dos sentimentos. Ou, dito de outro modo: tratar o que é do humano como patologia e dar aos juízes a arbitragem dos afetos.
É importante – sempre é – ressaltar que obviamente existem doenças mentais e situações nas quais o uso de medicamentos é necessário e benéfico, desde que com acompanhamento rigoroso. O que se questiona aqui são os casos – infelizmente frequentes – de leviandade nos diagnósticos psiquiátricos e o consequente abuso no uso de medicamentos, que tem criado uma multidão de dependentes de drogas legais, cujas consequências só serão conhecidas nas próximas décadas. É íntima a relação deste fenômeno com a crença da felicidade que assinala nosso tempo.”
Para ler o restante da reportagem (a entrevista de Eliane Brum com a psicóloga e psicanalista Rita de Cássia de Araújo Almeida falando sobre a crescente demanda por felicidade no SUS), acesse o link abaixo.
Via: Eliane BrumTweet
por Gabe em 22/01/2013 às 8:27
Estou aqui para ter a opinião de mais pessoas.
Comecei a namorar uma mulher mais velha (eu com 19 e ela com 24) e de inicio não a amava de verdade. O tempo foi se passando e eu comecei a gostar muito dela, mas não sou bom com mulheres e no final do relacionamento eu não cultivava mais a amizade que eu tinha com ela no 1º ano do namoro. Ela vivia me dizendo que me queria pra vida toda e que eu era o verdadeiro Homem para ela, mas acabei enfrentando uma fase difícil e fiz algo que nunca deveria ter feito. Terminei o nosso relacionamento que era sólido e muito bonito, pelo simples motivo de não saber lidar com uma possível separação dos meus pais (Algo que não aconteceu).
Ela passou 2 meses correndo atrás de mim e eu não voltava com ela porque 4 dias depois de eu ter terminado com ela, ela ficou com outra pessoa. Ela ficou Janeiro inteiro e fevereiro me ligando incessante-mente e eu sempre fui receptivo e atendia a todas as ligações dela.
Eu estava confuso com meus sentimentos sobre ela e não sabia lidar com os problemas de meus pais. Algo que eu deveria ter deixado que eles resolvessem. E ter voltado com o meu anjo, como a chamo carinhosamente.
Enfim, ficamos 6 meses e uns dias separados, mas nesse meio tempo, só ficamos menos de um mês sem nos falar, eu sempre aceitava as ligações dela e sempre conversava sobre inúmeros assuntos, até atendi uma ligação dela a 1 da manhã que durou 1:30, sendo que eu acordaria as 5:30, terminei com ela em Janeiro e no final de Junho voltamos. Até que eu resolvi aceitar que eu a amava e a queria do meu lado para sempre. Ficamos junho, julho, Agosto e até o dia 10/09 dia em que ela foi extremamente sincera comigo e disse que não estava feliz com o que estava acontecendo e que como ela estava em duvidas para com o sentimento dela ela não queria me magoar, por não estar entregue totalmente ao nosso relacionamento, e terminou comigo.
Eu nunca tinha namorado e nunca havia me apaixonado tanto por uma mulher, e desde então tenho pensamento depressivos e amargurados. Eu pensava em casar e constituir um futuro com aquela mulher.
Confesso que fui muito infantil para com ela desde quando terminamos, ela diz que eu expus a vida dela e que eu só tenho feito *****, mas ela é meio rancorosa e cabeça dura, se não for do jeito dela, de outra forma é ruim. Outra coisa que ela vivia me dizendo é que odiava estar certa, ela dizia eu só iria me dar conta que eu a amava quando eu a perdesse ou arrumasse outra namorada, mais ou menos o que esta acontecendo.
Fiz a maior merda de todas quando em um acesso de loucura eu invadi o e-mail dela e descobri que ela ficou com outro cara, exatamente 4 dias após ela ter terminado comigo e 8 dias depois ela já deu pro cara, depois que voltamos ela não transava comigo pois dizia estar fazendo isto pela igreja, que ela começou a freqüentar depois que terminei com ela.
Eu a amo com um amor incondicional, mas venho sendo inconveniente ela me diz, mas tenho esperanças que ela ainda pode ser minha namorada e até futura esposa.
Mas quero saber a opinião de vocês, deixo esse amor de lado e parto pra outra ou continuo atrás dela?Outros fatos:
Começamos a namorar e ela não havia esquecido o EX-noivo dela. Futuramente ela dizia ela que eu havia feito ela esquece-lo
Quando invadi as contas do e-mail e Facebook dela, vi uma conversa dela dizendo que ela ainda ama o ex-noivo dela.
Quando voltamos peguei uma conversa dela com o EX dizendo que quando eles se casassem eles iriam passar a lua de mel na Europa.
Ela atende minhas ligações mas extremamente seca e as vezes discutimos e ela diz que eu devia ligar pra ela e falar na cara, não ficar falando pra um e pra outro, não sinto abertura da parte dela pra que eu pudesse conversar com ela da maneira que eu gostaria.
Ela está, ou estava, não faço a mínima idéia do que acontece, com um cara mais novo que eu, e que estava noivo de outra.
Sou muito imaturo pra muita coisa, mas sei que tudo o que passei com ela, as coisas que ela teve com a família fui eu que estive do lado dela, ela tem vários problemas de relacionamento com a família e em inúmeros fui eu que estava do lado dela. E muitas pessoas que estão ao redor dela, amigos e familiares, dizem que apesar da minha idade eu sou bem evoluído para ter só 21 anos.
Ela está nervosa comigo, porque diz que eu a expus, eu pedi desculpas e ela não aceitou.
Quero reconquista-la, ela é e sempre será o meu anjo, Eu a amo, eu não fiquei com mais nenhuma outra pessoa depois dela, só penso nela, quero muito a minha princesa do meu lado.
Ela me disse que esquecerá esse assunto e poderemos nos falar novamente. Penso sempre comigo em contar a verdade, por mais que ela possa me odiar para sempre, eu quero que a verdade prevaleça, não quero contar agora que ela está com raiva por medo que ela não fale mais comigo, espero ou conto que fui eu quem invadi o e-mail dela?Desculpe-me pelo texto meio confuso, mas espero a ajuda de vocês.
Beijos e abraços.
Querido, olha só eu já respondi mil vezes a mesma coisa então vou direto ao ponto: Terminou com ela, se arrependeu, voltou e tudo virou uma merda depois? É ÓBVIO, porque você abriu mão e quis voltar. Não se volta atrás ao magoar alguém, não adianta chamar de meu anjo, não adianta amar eternamente, não adianta atender telefone e achar que isso é coisa de ser superior, não ANULA o que você fez. Algumas pessoas conseguem superar e outras não.
Apesar de tudo vocês tentaram novamente e não deu certo, ela foi honesta e você seguiu fazendo péssimas escolhas. Quando você diz que a expôs acredito que ALGUMA TRETA aconteceu, porque você citou duas vezes e ficou com vergonha de contar o que fez. Além disso tem invasão de conta de e-mail e facebook, não foi um acesso de loucura porque você fez isso várias vezes, não foi uma. Se você quiser contar o que fez, seja honesto. Isso é falta de respeito independente do que você descobriu ali, mas como você acha que ela ainda ama o ex, o que você faz atrás dela? Você sabe que ela está com outro cara por isso quer reconquistá-la, porque agora você sabe que não tem mais voltar, porque ela desistiu.
Vamos as dicas: Ela terminou, ela ainda ama o ex noivo, ela não dá abertura para conversa, ela não perdoou. Acredito que o melhor seja você superar esse relacionamento, porque pelo que eu vejo ela já está fazendo isso. Infelizmente não depende de uma pessoa só para um relacionamento dar certo, respeite o fato de que ela não quer mais estar com você. Essa é a minha opinião, vamos esperar para ver o que os leitores pensam.
Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.orgTweet
Dica do leitor Greg the Bat: The Stooges – I Wanna Be Your DogTweet
por Gabe em 11/01/2013 às 14:21
“Isso mesmo: retrospectiva caliente no verão do .blog. Aqui direto de Icapuí, Ceará.
Mil perdões, leitores mais delicados, pelo sexo hortifruti explícito.
Sorry, seu Adão, mas a manga é a nova maçã.
E chega de gracinha fácil, seu cronista preguiçoso em plena véspera do apocalipse.
Vamos ao que interessa.
Uma das queixas recorrentes sopradas pelas mulheres, sejam raparigas em flor ou lindas afilhadas de Balzac, diz respeito à pratica milenar do sexo oral por parte dos homens.
Além de displicentes e pouco devotos, os rapazes, em particular os da novíssima geração, não estariam voltados para tal cerimônia como necessário. Não seriam, digamos assim, tão chegados, tão devotos.
É, amigo, as moças andam queixosas da nossa oralidade, já não fazemos mais sermões em latim como os nossos pais.
O protesto do megafone do mulherio faz lá o seu sentido. É só o que se ouve nos banheiros femininos, conforme apurou este blog.
Os homens estão chegando aos 20 e poucos sem saber dizer sequer bom dia a uma mulher, como já reclamava o tio Nelson.
Pior. Os marmanjos estão chegando aos 30 indiferentes a um bom agrado oral às moças. Elas merecem, seus preguiçosos.
Esses moços, pobres moços. Só querem receber, ao vosso reino nada. Lembrem-se da regra número 01 do franciscanismo: é dando que se recebe.
Nesse cenário, só a pedagogia da manga salva. Foi o que ouvi muito dos mais velhos na juventude.
Os homens maduros, sobretudo nas cidades e vilarejos do interior, aconselhavam os mancebos a chupar a fruta da mangueira como educação sentimental para o futuro macho que desabrochava.
Além de saudável, a manga é milagrosa para a saúde, o exercício evitaria queixas femininas como as que hoje reverberam nas nossas atentas oiças.
Entenda, meu caro rapaz, o ato de chupar manga como uma bela entrega ao lambuzamento e à doce sujeira de guardar o melhor dos cheiros na barba, mesmo que juvenil, indie e rala.
Entenda, jovem mancebo, não há amor limpinho. Lambuze-se.
Daí a pedagogia da manga, meu velho e bom Paulo Freire. Deveria fazer parte do currículo básico.
Outra coisa bastante educativa para a devoção era o ato postal de lamber selos na hora de colar nas cartas. Amorosas ou não. Quem me alertou para esta pedagogia foi o amigo Marçal Aquino, autor de “Miss Danúbio”, entre outros livros.
Como ninguém hoje mais escreve cartas… Imagina lamber o sétimo selo!
Às mangueiras, às feiras livres, às manga, meu jovens!”
por Gabe em 11/01/2013 às 9:23
Boa Tarde Gabe.
Eu namorei um cara durante 2 anos.. foi maravilhoso.. sempre fomos romanticos um com o outro.. fiéis.. até que do nada ele resolveu pedir um tempo.. dizendo que nao sabia o que queria.. .. historia vai.. historia vem… terminamos.. ( mas continuamos nos encontrando alguns meses depois.. ate que consegui criar coragem e esquece-lo de vez…e parei de ter contato com ele ou alguem da familia dele..) , depois disso ele começou a namorar uma “zinha” que mora onde judas perdeu as botas…… mas mes passado a gente conversou .. e ele me chamou pra sair… eu clarooooo nao recusei… saimos.. e transamos………… só que ele tava brigado com a coitadinha lá….. mas agora fizeram as pazes…to louca de ódio me achando uma bisca que foi usada.. nao sei o que eu faço.!!!!!!!!! me ajuda.. por favor….
Querida você foi uma bisca usada, mesmo. Porque o seu ex já estava com alguém, você sabia disso e mesmo assim saiu e transou com ele.
Pela sua descrição percebe-se como você se sente a respeito da atual dele, chamando de ‘zinha’ e dizendo que ela mora na putaquepariu (sendo que isso só faz diferença pra gente preconceituosa). Mas a verdade é que você, ex de dois anos de namoro maravilhoso é a ‘zinha’ da vez. Porque o relacionamento é deles dois, você não faz diferença na equação, foi só aquela trepada dos minutinhos de liberdade que ele teve. A realidade é que você aceitou a posição, mas foi arrogante ao se achar melhor que a atual dele, quebrando a cara quando ele voltou com ela.
Por isso tudo você não tem direito de ficar com ódio, continue a sua vida e supere ele de verdade, porque claramente você não conseguiu. Além disso tenha um pouquinho de respeito pela ‘zinha’ porque não é ela que anda trepando com o namorado das outras.
Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.orgTweet
por Gabe em 8/01/2013 às 9:20
Oi, eu tenho 16 anos sou gorda.
Queria saber o que eu poderia fazer para poder aumentar minha autoestima ou como ter um namorado, eu nunca tive um e sempre vejo todas minhas amigas com namorados ou paqueras, menos eu.
Aparentemente eu não sou feia, muitas pessoas dizem que eu sou bonita de rosto e que eu só preciso emagrecer, não é legal ouvir isso. Já tentei emagrecer e já fui pra academia tantas vezes e nada adiantou.Sinto que ninguém seria capaz de ter interesse em mim e que vou ficar sozinha pro resto da vida, eu sei que é absurdamente cedo pra eu pensar isso, mas é um sentimento que sempre anda comigo.
Por que os homens não aparecem na minha vida? E se eles dizem que sou bonita e não tomam nenhuma iniciativa, é por pena?
Obrigada pela atenção.
Querida, nada pior do que ouvir a maldita frase do rosto bonito. Eu já ouvi inúmeras vezes e sempre pensei a mesma coisa: Chamou de gorda amenizando. Mas a realidade é que a baixa autoestima não não tem a ver com o excesso de peso, exatamente, é a maneira como você se enxerga.
Pelo que percebi você gostaria de ter alguém, como as suas amigas, só que ao invés de ir para outros lugares, fazer coisas diferentes, sair com outras meninas solteiras, você procurou um “motivo” para estar sozinha, então pegou o mais óbvio: O excesso de peso. Entenda que gordura não faz com que ninguém seja sozinho. Ser cheinha, gordinha ou gorda não muda a sua personalidade, a não ser que você se sinta mal ou seja triste por causa do peso. Aí sim ele faz diferença, porque ele não deixa você estar confortável na própria pele, não deixa você se amar.
As pessoas sofrem preconceito por tudo: Ser alto, baixo, magro, gordo, cor da pele, muito ou pouco pêlo/cabelo, nariz/orelha grande demais, pele imperfeita, etc. Todo mundo tem algo no próprio corpo que mudaria, mas não é todo mundo que entristece por isso.
A sua autoestima é como VOCÊ se enxerga, a sua autoimagem, trabalhe isso. Tenho certeza que muita coisa mudará na sua vida quando você começar a se aceitar porque serão melhorias, não necessidades para se encaixar nos padrões. Consegue ver a diferença? Os homens podem até olhar para você, mas uma pessoa que está se escondendo por vergonha nunca dará aquele incentivo para que alguém chegue perto, não tem a ver com pena.
Sugiro que você comece a cuidar de si, com carinho. Veja seus pontos fortes e fracos, trabalhe neles, erga a cabeça. Eu sei que não é fácil (porque passei pelo mesmo caminho), mas vale a pena. Você não precisa ter vergonha por ser gorda, tem gente que é gorda e tem gente que é magra, qual é o problema? Se você quiser mudar isso, vá atrás de maneira saudável, nada de dietas milagrosas e exercícios sem vontade. Quer ver um ótimo exemplo? Projeto Ana Gostosa aqui no Malvadas. Não se sinta mal por ser diferente ou por não ter um bofe no seu braço, as coisas acontecem conforme o tempo passa e você se sente mais confortável consigo mesma. Se você tem vergonha de si, como vai deixar outra pessoa chegar perto?
Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.orgTweet
Essa é mais uma dica de um amigo! ;*Tweet
por Gabe em 20/12/2012 às 8:48
Olá Gabe, tudo bem? Conheci o Malvadas.org por meio de uma amiga, numa conversa de bar. De primeiro ponto, não imaginaria que me submeteria a contar um problema pessoal, para ser exposto na internet. Mas logo vi, que essa é uma forma de termos várias opiniões e ângulos diferentes sobre um mesmo assunto, assim sendo, podendo resultar numa solução.
Me chamo Wilson Navarro. Tenho 25 anos e namoro a mais de 10, quase 11 anos. Conheço minha namorada desde o ensino fundamental… Enfim, temos uma relação quase perfeita. Diria que somos almas-gêmeas. Bom, para ir ao meu problema no relacionamento, preciso contar um pouco de minha história. Meu pai é um exemplo de pessoa, super-inteligente, fiel, leal, calmo, enfim, todas qualidades que fazem dele até um chato. E é um concursado federal. Minha mãe é uma batalhadora, professora, enfermeira, se dedica extremamente a ajudar as outras pessoas, mesmo ela não precisando de um salário, já que meu pai sempre sustentou a família muito bem sem problemas. Eles são casados a mais de 30 anos.
Tive uma infância toda vivida num bairro pobre, onde toda minha família foi criada ( tios, primos, avós, etc ). Não por necessidade, mas por aprendizado. Meu pai e minha mãe sempre prezaram uma educação com a vida. E assim também aconteceu com meus irmãos. Tínhamos condição de ter uma casa melhor, de termos mais um carro, mas a simplicidade é algo que sempre apeteceu minha família. E isso é uma riqueza para mim, algo que nunca quero deixar para trás, não há valor nesses ensinamentos que recebi. Convivi com a pobreza de perto, vi pessoas em condições péssimas, dormi sob um teto que não sabia se ia aguentar a forte chuva. Não sou apegado ao luxo, em nossa casa não usávamos chuveiro elétrico, não usávamos ventilador e era comum dormirmos no chão. Raramente eu usava ônibus para ir a escola, caminhava de 6 a 7 km por dia para chegar a escola. E não, não estou reclamando, gostava muito dessa época. Era feliz.
Minha namorada por outro lado, é acostumada ao luxo. A mãe dela é médica, e o pai é empresário e ela mora na parte “rica” da cidade. Ela tem 24 anos ( está perto de se formar ) e já tem todo um futuro profissional traçado. Ela almeja um salário astronômico, almeja ter tudo aquilo que eu nunca fiz questão de ter. E nesse ponto nós discutimos muito. Ela não aceita que eu ( sou formado em Teparia Ocupacional ) tenha um salário razoável e viva em função de ajudar outras pessoas. Na visão egoísta dela, não estamos no planeta para servir, ela só quer se estabelecer no mercado profissional, e ser reconhecida por isso. Somos opostos nesse assunto, e isso tem deixado nossos dias confusos. Os pais delas a pressionam para terminar a faculdade e começar sua vida adulta de vez, morar sozinha, trabalhar em tempo integral…
Bom, em uma discussão sobre esse assunto, não sei se ela falou da boca pra fora, ela disse que não se via casada com uma pessoa “fracassada”. Será que é fracasso abrir mão de um salário que nem sei como gastá-lo todo ? Será que é fracasso sentir-se feliz ajudando os outros, abrindo mão de coisas tão triviais, como um banho quente ou um ar-condicionado ?
No momento eu fingi que não a ouvi. Deixei a poeira a baixar, e conversamos novamente. Eu ainda moro no mesmo lugar, rodeado de pessoas que não largaria por nada. Meus pais ainda se dedicam a uma vida simples ( mesmo sem precisar sustentar ninguém ), agora eles ajudam a comunidade e o restante da família. Minha namorada odeia o lugar de onde sou, vi ela reclamar diversas vezes, quando dizia sobre as pessoas de lá, dizendo ser uma roça, e outras coisas do tipo. Nunca vi isso como ofensa, adoro o campo, e coisas naturais. Mas acontece que eu negligenciei essa atitude dela, e nada irá mudá-la em sua forma de pensar.
Recentemente estamos em um ultimato. Ela está em seu último período na faculdade, os pais delas compraram-lhe um apartamento. Eu não me vejo saindo de onde eu moro, não me vejo mudando de profissão, ou cobrando valores absurdos, apenas para dá-la um padrão social. E ela por outro lado já disse que não irá morar comigo naquela “roça”, e nem pretende ter uma vida mediana. O restante do relacionamento é perfeito. Ela é amável, carinhosa, atenciosa. Nos damos muito bem, e nesses 10 anos, nunca nos separamos, e essa parece ser a primeira grande discussão, que pode resultar em algo negativo.
Sou maleável, e ela sempre pôde contar comigo. Abri mão mais uma vez, me ofereci para morar com ela ( no apartamento ) sendo que não misturasse nossas vidas profissionais. Ela ficou toda feliz, e decidimos fazer uma adaptação. Moraríamos juntos durante este último período em sua faculdade, e veríamos o resultado. O resultado para ela está ótimo. O apartamento é lindo ( eu nunca teria condições de ter um ), ela tem um carro novo, e todo aquele luxo que quer. Para mim, não pareço ser mais o mesmo. Entrando num prédio onde um porteiro me chama de “senhor”, onde o pessoal da limpeza abaixa a cabeça quando eu passo por um lugar. Onde existem dois elevadores, e um destes só podem ser usados por moradores, outro só para empregados. Que mundo distorcido é este minha gente ?
Sinceramente, estou deprimido, triste e acabado. Minha namorada já percebeu, vem me fazendo perguntas e não quero desapontá-la. Ainda falta mais de um mês ( as faculdades estavam em greve, e a formatura dela foi adiada ) para avaliarmos a situação, tinha prometido a ela que ficaria os 6 meses no apartamento. Ela já me disse que não se mudará, e eu tenho certeza que não vou morar lá. Ela diz quase todo dia que está adorando a experiência de morarmos juntos lá.
Então, há alguma forma de resolver essa situação ? Ou o fim do relacionamento é evidente ? Será que o “amor” pode superar tudo ?
Bom, disse a ela que podemos tentar morar em casas separadas, até ela se firmar profissionalmente. Mas ela insiste que não há motivos para morarmos separados, sendo que temos uma vida já construída. O que não deixa de ser verdade.
Definitivamente meu salário não dará a vida que ela quer. Mas eu amo ela demais, e as vezes penso em atingir outro nível profissional. Só que sei que isso não vai me realizar, e mudar minha ética pelo amor de minha vida é algo a se pensar.
Então cheguei ao final da conclusão, vale a pena desistir dessa vida simples que tenho, pela mulher que amo ? Vale a pena se render ao sistema, para ser feliz no “futuro casamento” e infeliz pessoalmente ?
É isso, um grande abraço Gabe, gostaria da sua opinião.
Querido, da mesma forma que você teve a sua criação, ela teve a dela, nessas diferenças é que vocês entram em conflito. Se você estiver ajudando pessoas você está feliz, já ela precisa e quer mais, para si. Caso isso seja algo que você não suporta, infelizmente vocês não conseguirão continuar juntos, pois faz parte dela e não é egoísmo almejar e trabalhar para conseguir o que sonhamos, apenas é diferente do que VOCÊ quer.
Concordo que não devemos ir atrás de empregos e salários que não nos satisfazem, então da mesma forma que você deve respeitar as escolhas dela, ela tem que respeitar as suas. Não penso que você deva mudar as suas escolhas para que ela se sinta satisfeita com o namorado, você não tem a obrigação de fazê-la feliz através do SEU emprego, da SUA carreira. Ao meu ver isso não entra na vida comum do casal.
Acredito que, caso vocês consigam trabalhar esta parte de querer forçar o outro no próprio mundo, vocês podem dar certo sim. Você pode voltar a morar com ela e simplesmente não ser a pessoa que é chamada de “senhor”, você pode ser aquele que conhece as pessoas que trabalham no prédio, que ajuda elas, é questão de escolha. Da mesma forma que vocês podem vender esse apartamento e encontrar um lugar que acomode ambos desejos.
É importante que vocês se moldem para que consigam encaixar um no outro, mas não se deformem achando que isso vai ajudar no encaixe.
Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.orgTweet
por Vanessa em 19/12/2012 às 22:02

A arte feminina em fazer biquinhos para as fotos!Tweet
por Vanessa em 19/12/2012 às 17:14
Quantas mentiras nos contaram. Foram tantas que a gente bem cedo começa acreditar e, ainda por cima, se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.
Uma das mentiras é que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante. Além disso, ter uma carreira profissional brilhante.
É muito simples: não podemos. Não podemos porque nos dedicamos de corpo e alma ao filho recém-nascido que na hora certa de mamar, dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome. Não podemos porque é difícil estar bem sexy quando o marido chega para cumprirmos um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante.
Aliás, nem a de companheira. Quem consegue trocar uma ideia sobre a poluição da Baía de Guanabara, se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?
Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres – e os maridos – de que um peixinho com ervas no forno, com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer – sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.
Ah, quanta mentira!
Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não à que faz de conta que trabalha, mas à que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour – aquele – das executivas da Madison.
Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe, a guerra já está perdida.
Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes – aqueles que enlouquecem os homens – precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro. Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada – o que também custa dinheiro.
É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete – um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour.
Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.
Felizes são as mulheres que têm cinco minutos – só cinco – para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido.
Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.
E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver (segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão).
Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria…Parabéns para as que conseguem fingir tudo isso…
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Texto de Danuza Leão.Tweet

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