Booger Network

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Booger Network é uma compilação de blogs dispostos em diversas categorias. Estamos em fase de expansão e em breve teremos mais blogs e diferentes categorias.

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Por que eu só fico na Friend Zone?

por em 15/02/2012 às 13:43

“Olá, me chamo Johnny e tenho 18 anos. Tirando a parte em que não tenho atitude, acredito que sou um cara legal. Sempre procurei ser ‘gente fina’ com todo mundo, mostrando meu ponto de vista e indo atrás do que quero, mesmo não sendo do jeito certo. Acabo me sentindo ‘usado’ pelas minhas supostas amigas. Fiz os meus 18 anos há 5 dias e já completei um ano de faculdade, sou o mais jovem da turma, mas não sei se isso realmente é um empecilho. Essas minhas amigas me chamam pra tudo, me contam vários detalhes de suas vidas, mas não acreditam que tem um homem ali ouvindo elas.

1. Por que quando a gente vira amigo mesmo sendo homem e já dei provas de que sou, elas fogem ou evitam o contato?

2. Por que uma mulher prefere se relacionar com um desconhecido e depois descobrir da sua vida do que ter alguma coisa com alguém que ela conheça e seja próxima?

3. Será que é porque elas acham que não se tem mais nada a descobrir?

Mesmo sendo uma pergunta repetida queria uns conselhos, não para próximos relacionamentos, mas para que os atuais sejam mais interessantes… não no sentido sexual, mesmo sendo o principal deles, mas para que minhas amigas me vejam como um homem capaz de satisfazer uma mulher, um homem de verdade. Parece um tipo de auto-afirmação mas já tive relacionamentos sendo assim, mas os mais proveitosos têm sido os últimos, em que eu não me subjuguei, digamos. Eu estipulei como seriam as coisas e deu certo. O problema é que minhas amigas não percebem isso e continuam me tratando como assexuado. Brigadão!”


Querido, se você conhece um grupo novo de garotas e fica ouvindo confissões e historinhas VOCÊ se colocou na posição de AMIGO. Se sentiu usado por quê? Acredito que algumas coisas estejam confusas, ou de repente sou eu, mas seguinte: Amigo não é uma pessoa que você convive e trepa. Pode até vir a ser, se você tiver muita sorte, mas em geral amigo é uma pessoa que você tem afeição e carinho.

1. Acredito que a maioria não evita contato e muito menos foge dos amigos porque eles se comportam como tal, realmente. Agora se você está numa obsessão por se provar sexuado qualquer um fugiria, não por você não ser ‘gente fina’, mas pelo papel estabelecido. Você não pode se inserir em um grupo como amigo e depois querer pegar geral, porque é uma ideia idiota. Entenda que para não tomar o carimbo “friendzone” você tem que conhecer a pessoa e, se interessar, demonstrar esse interesse.

2. Não é que a mulher prefira fazer isso, mas é que normalmente você conhece uma pessoa, se interessa e por isso tem uma relação amorosa com ela, então no começo essa pessoa É desconhecida. Se você já conhece a pessoa, e é só amiga dela, normalmente é porque não houve um interesse em outra coisa, senão você já teria ido atrás, certo? Claro que existe a possibilidade de você depois de um tempo de amizade começar a se interessar, mas a amizade entre duas pessoas não serve PARA ISSO.

3. Não, é porque não tem interesse, mesmo. Eu digo isso no seu caso, porque se elas tratam você como um assexuado é porque elas não enxergam você como homem viável, logo, não existe vontade.

Você é novo e tem algumas ideias infantis. Se você quer ser visto como homem, amadureça. Porque todo homem de verdade sabe como satisfazer uma mulher. Você está desesperado para começar a comer as coleguinhas da faculdade e isso é coisa de menino.

Elas só vão perceber que você é homem se você virar um e entender como as coisas funcionam. Aprenda, antes que seja tarde demais, que sexo não é conhecer alguém, dar em cima e botar pra dentro.

O corpo feminino é um mundo novo a ser descoberto e apreciado. O seu também. Ao invés de ficar reclamando como elas ‘usaram’ você, que elas não percebem que você é sexuado, pense no que levou a isso. Você deve estipular as coisas, mude as suas atitudes, tente enxergar as coisas de outro ângulo, veja o que funciona e o que não funciona, etc. O principal é você entender que o problema é seu e não delas.

Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.org

Eu, ele e ela!

por em 13/02/2012 às 15:33

Minha história é complicada e, no momento, não sei lidar com a situação. Tenho 20 anos e namorei um cara por quase dois anos. Nosso relacionamento era muito conturbado e possessivo. Por estes motivos, acabamos terminando. Estava numa fase de querer aproveitar a vida e não quis me envolver com ninguém.

Numa dessas, reencontrei um amigo que estava na mesma situação. Havia recém terminado com a namorada. Passamos então a sair juntos. Eram ligações, mensagens e muita parceria. Pra se ter uma ideia até em um show de uma banda que eu gosto ele foi. Só para me acompanhar. Enfim, virou meu melhor amigo!

Acontece que acabamos ficando e, a partir daí, nossa amizade nunca mais foi a mesma. Ele queria tentar algo comigo e eu o enxergava como amigo. Continuamos tentando levar a amizade até que eu fiquei com um amigo nosso em comum. Ele, então, resolveu se afastar.

Como a gente sempre se via, eu senti muita falta quando ele se afastou. Comecei a perceber que isso me incomodava muito e percebi que eu gostava dele mais do que um amigo.

Fiquei amadurecendo esta ideia até ter coragem de falar pra ele o que eu sentia. Era um sábado. Liguei e ele me contou que estava namorando. Me senti a pior pessoa do mundo, mas não iria deixar de falar tudo o que estava na minha garganta.

Ele escutou tudo o que eu disse e falou que tinha medo de largar da garota pra ficar comigo. O receio era “e se a gente não der certo?”. Ele preferiu manter o que restou da amizade. Só tinha um problema: eu não conseguia ser amiga dele.

Aos poucos fui descobrindo coisas sobre a namorada dele. Todo mundo falava que ela não valia o que comia e que tinha até abortado. Fiquei louca em saber que ele estava com alguém assim. Ele é um cara bom, merece algo melhor. Bem, isso é o que eu acho!

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Ela tem dois filhos e eu não sabia

por em 9/02/2012 às 14:56

Olá, meu nome é Jorge, tenho 22 anos e sou leitor do blog há um tempão! Já participei de várias matérias deixando meus comentários mas agora é diferente, preciso de ajuda.

Estou casado há quase três anos, minha esposa tem 25 e somos de estados diferentes. Nos conhecemos por acaso, bati os olhos nela e estamos junto até hoje. Tudo aconteceu bem rápido, de uma simples ficada fomos de imediato para o namoro e do namoro passamos a morar juntos. Depois de dois, três meses ela engravidou, mas infelizmente perdeu o bebê. Hoje ela esta novamente grávida, com receio do que havia acontecido antes, tratei logo de providenciar o pré-natal dela. Em um folheto de acompanhamento médico vi que o médico tinha marcado como se ela tivesse na quarta gestação, lógico que tomei um grande susto, tratei de perguntar a ela. Ela tentou dizer que talvez tivesse sido um erro do médico, pressionei até ela me confessar e pra minha surpresa (até agora não caiu a ficha), ela ja havia sido casada e é mãe de dois filhos (um de 10 e outro de 7 anos).

Até agora estou em estado de choque, como ela conseguiu esconder isso de mim por tanto tempo?! Ela diz que não tinha contado antes com medo de me perder, que as crianças moram com os avós paternos no interior da familia dela. E agora o que eu faço? Se disser que não a amo mais estou mentido, mas isso me magoou muito, já pensei em terminar tudo, mas penso no meu filho que está chegando, penso em quando ele nascer eu o criar sozinho… Enfim não sei o que fazer, peço a ajuda de vocês do blog. Apesar de ainda amá-la muito isso me machucou como uma traição.

Ficarei no aguardo, até logo.

———–
Querido, eu entendo que você esteja chocado com tudo isso que descobriu, infelizmente não é algo que você possa ignorar como um “erro bobo do passado”. O peso dessa informação agora é que vocês tem um filho chegando, ela será responsável com ele e com você ou vai repetir a história. Penso que é importante você conversar com ela e ver o que aconteceu, por mais que ela não tenha que justificar as próprias escolhas, é no mínimo estranho uma mãe sequer VER os filhos… há três anos. Conheço uma pessoa assim, que ficou anos sem ver o filho e hoje tem mais dois e é uma boa mãe, cuidadosa e carinhosa. Não posso dizer sobre o primeiro filho, acredito que só recebe dinheiro, mas os últimos são bem cuidados e amados.

Não faremos suposições, sendo que você tem as respostas na sua esposa. Converse com ela, porque a pessoa que abandonou os filhos não é a mesma pessoa que está grávida agora, se passaram anos. Mas é pertinente que a sua conversa seja sem julgamentos, porque se você precisa que ela seja honesta, então ela precisa se sentir segura. Vocês devem acertar os ponteiros nessa situação, porque a criança não tem nada a ver com as brigas do casal. Você não vai deixar de ser pai por ela ter deixado de ser mãe dos outros filhos dela.

Caso você resolva que não quer mais ficar ao lado da sua esposa, então você deve acordar sobre as responsabilidades de ambos a respeito do bebê, quem cuidará e por quanto tempo e etc. É muito melhor resolver amigavelmente e só ‘oficializar’ do que ter que brigar na frente de juiz e dois advogados. A sua situação é difícil, sabemos, mas se você pensar que a ama e que quer ter esse filho COM ela, então vá em frente.

Aos poucos tenho certeza que você conseguirá saber o que fazer, só o susto passar. Infelizmente não podemos lhe oferecer respostas, apenas uma ‘análise fria’ de alguém de fora que tenta oferecer um apoio. Converse com ela, você saberá o que fazer.

Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.org

Voltar para o ex ou ser namorada troféu?

por em 31/01/2012 às 15:03

Meu nome é J. e estou com um problema terrível. Pra começar, namorei com o N. durante quase 3 anos. No início não contamos para ninguém do nosso relacionamento porque sabíamos que não aceitariam. Até porque nos conhecemos pela internet, uma semana depois nos encontramos e 7 dias depois ele me pediu em namoro. Eu aceitei, é claro, estávamos apaixonadíssimos. Meus pais não aceitavam que eu levasse meus namorados pra casa. Eles eram muito rígidos quanto a isso.

Ele se mostrou o melhor namorado do mundo. Mesmo morando em outra cidade, decidiu que estaria sempre presente. Era super atencioso e me enviava no mínimo umas 10 mensagens no celular por dia e em todo momento demonstrava que me amava. Meu pai faleceu alguns meses depois do início do nosso namoro e ele me deu a maior força. Mudei meu modo de ver as coisas e amadureci muito.

Minha mãe acabou aceitando o meu namorado ir lá em casa. Ela percebeu que o amor entre nós era verdadeiro. Com isso, o N. resolveu se mudar para a minha cidade e comprou uma casa perto da minha. Por comodidade mesmo. Assim, poderíamos ficar mais tempo juntos.

Assim foi durante o primeiro ano de namoro. Não tinha do que reclamar, a minha vida estava perfeita. Eu nunca fui ciumenta, só que comecei a perceber que ele mantinha contato com outras garotas e isso me incomodou. Eu achei que ele estava me traindo e isso foi gerando uma paranóia da minha parte. Passamos a viver num jogo de ‘vingança’. Eu também comecei a dar abertura para outros caras.

Nosso namoro foi morrendo aos poucos. Começamos a brigar cada vez mais e mais. Começamos a trabalhar e, consequentemente, nos afastamos (e estressamos). Eu relevava tudo até o dia que ele ameaçou me bater. Por mais que eu o amasse não podia aceitar que fizesse isso. Ele pediu desculpas e eu fui empurrando o relacionamento com a barriga.

Chegou um certo momento em que ele dormia todas as noites na minha casa. Com isso, nossas brigas passaram de esporádicas para diárias. Ele não dava atenção para mim e eu passei a fazer o mesmo. As vezes, passava uma semana inteira e nem nos beijávamos. Simplesmente não tínhamos afeto. Numa dessas brigas, ele tentou me agredir novamente e terminamos.

Prometi que não voltaria e assim o fiz.

Nesse meio tempo eu conheci outra pessoa. Por mais que eu amasse o N., o C. era muito carinhoso comigo. Resolvi me dar uma chance de ser feliz.

Vocês sabem que depois que a gente termina um relacionamento é que descobrimos quem estava do nosso lado, né? Pois bem, descobri barbaridades sobre o N.

Enquanto estávamos juntos ele transou com uma outra guria. Fui tirar satisfação com ele porque não achei justo. Ele falou que poderíamos voltar e eu falei que só faria isso se transasse com outro cara. Queria quitar essa ‘dívida’.

Aí ele surtou. Pegou minha prima enquanto eu estava viajando. Eu enlouqueci. Foi aí que ele confessou que já tinha me traído muitas vezes. Entre elas, levou uma mulher casada do trabalho pro motel. As outras foram com as minhas primas dentro da minha própria casa.

Questionei o motivo de tantas traições e ele disse que eu não dava carinho suficiente. Por um lado, me sinto culpada. Por mais que eu não tenha efetivamente ficado com outra pessoa, tinha meus namoricos da internet também.

Resumindo, não voltei com ele. Aliás, queria vê-lo pelo avesso e continuei o namoro com o C.
Nas últimas semanas o N. me procurou e queria que nos tornássemos amigos. Papo vai e papo vem, ele começou a chorar e implorar o meu perdão. Fiquei com um aperto no peito e fui encontrá-lo. Por mais que eu tivesse essa mistura de amor e ódio, não resisti a ele. O beijo dele, e a maneira como ele me pega de jeito, é a melhor coisa do mundo.

Vi que ele realmente se arrependeu do que fez. A minha vontade é voltar com ele, mas minha família quer matar ele. Se eu voltar com ele, me expulsam de casa. Fizemos um trato: Durante cinco anos nenhum de nós iremos nos casar. Vamos juntar dinheiro para fugir e morar juntos em outra cidade.

Até isso acontecer, namorarei com o C. Ele é um cara espetacular. Bem de vida, carinhoso e sonho de qualquer mulher. O problema é que não consigo amá-lo. Sou pobre e a minha família acredita que ele é a minha melhor opção. Eu fico frustrada. Eles querem que eu vá embora com ele e procure uma condição de vida melhor. Moro em cidade pequena e a opção de emprego aqui é restrita. Vou para outra cidade com o C., mas com o ex no coração.

O problema é que eu sei que na realidade o C. só dá bola pra mim devido a minha aparência física. Ele não quer saber o que eu penso e quero. Ele nunca falou um EU TE AMO de verdade. Só responde quando eu digo. Aí, ele fala: “eu também“. Mesmo assim quer que eu vá morar com ele.

Já o N. me liga todos os dias, me chama de amor, chora por mim e diz que me ama. Eu e o N. temos uma ligação enorme e é uma coisa muito diferente das que já vi. Nós prometemos cumprir esse tal pacto que fizemos. Ou é isso ou a morte.

Por favor, me diz o que devo fazer! Eu tenho medo de dar essa chance pro N. e depois ele fazer a mesma coisa de antes. Me ajuda?

Obrigada desde já.

J.

Minha malvadinha, estou aqui respirando fundo para responder seu e-mail sem deixá-la chateada. Vamos lá…

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O que uma mulher mais velha (com filho) quer de um relacionamento?

por em 26/01/2012 às 10:28

Me chamo Diego, tenho 27 anos, sou bem sucedido na vida profissional e, como a maioria, já levei alguns tapas da vida.

Depois do último passei a agir diferente e não me apaixonei mais. Chueguei ao ponto de começar a gostar das garotas e, em seguida, apagar os números de telefone e deletar as mensagens para não ter mais contato e “barrar” este sentimento.

Confesso que isto é muito eficaz!

É um filtro que só deixa passar as pessoas que estão realmente a fim de você. Foi assim que conheci minha ex. Ela insistiu em continuarmos saindo e eu resolvi nos dar uma chance. O namoro durou 11 meses e terminou há 1 mês. Neste tempo não me deixei apaixonar. Era um relacionamento de total sensatez onde eu só fazia as coisas com riscos analisados.

E sim, foi muito bom enquanto durou.

Não sofri nem um pouco e fui capaz de minimizar ao máximo o sofrimento dela quando terminamos.

Há uma semana, fui a uma boate com um amigo que também é recém solteiro. Ele chamou uma amiga que levou outras duas amigas. Ficamos conversando até que ele disse que a loira (por sinal eu havia a achado linda) estava afim de mim. Fui lá conversar mais com ela e ver o que dava… Nem preciso dizer que não deu né? Ela me cortou e  fui ao banheiro pensar sobre o fora.

Quando voltei, vi que ela estava conversando com meu amigo, então demorei um pouco mais para retornar. Ele me disse que ela tinha feito “charminho”. (Meninas, uma dica: Não façam isso! Adolescentes podem gostar e até estarem acostumados com isto, mas homens não. Nossa paciência é bem menor para tal ato e vocês podem perder alguém legal com isso.) Por insistência deste meu amigo e da amiga dela voltei, conversei e ficamos.

A garota, que aparentava 23 anos, tinha 35 e me contou que tem um filho de 3 anos. Para muitos esse é o pacote perfeito para pular fora, mas estranhamente não pra mim. Ao contrário, mandei mensagem no dia seguinte e marcamos de sair na segunda.

Durante a semana conversamos todos os dias. Saímos na sexta, sábado e domingo. O fato é que, após alguns anos de total controle dos meus sentimentos e de racionalidade, estou gostando de alguém e o “problema” é que se trata de alguém diferente. Ela é exatamente fora do meu conhecimento e não posso ter o controle da situação.

Estou no momento chave onde preciso definir se apago o telefone dela da minha agenda junto com as mensagens ou se me deixo levar e corro o enorme risco de levar mais um “tapa bem dado”. (Sim, baseado no que já passei, para mim o risco não vale o benefício de um amor a menos que o risco seja controlado).

Eu gostei desta pessoa e estou gostando dela a cada dia que passa, porém ela é diferente das outras. Ela não manda mensagens, nem liga, mas responde prontamente quando eu mando, quando eu ligo ficamos muito tempo conversando e é carinhosa quando estamos juntos.

Não sei como lidar com uma mulher mais velha que já tem um filho. Sei que não sou nem de longe a pessoa mais importante para ela e isto também nunca serei, pois este lugar é do filho (natural que seja assim).

Gostaria muito da sua opinião sobre alguns pontos, se for possível claro!

– O que uma mulher de 35 anos e com um filho de 3, quer da vida?
Quer um homem para assumir o papel de marido, onde ele paga as contas e dá uma boa condição a ela e ao filho;
Quer um amor e que goste do filho;
Quer apenas curtição, pois já teve suas experiências e já tem um filho.

- Como tratar uma mulher destas?
Com carinho mostrando que está por perto através de mensagens e telefonemas;
Com relação pura de homem e mulher, apenas aparecendo quando for para sair, dando assim um “tempo extra”.

Anônimo
———–
Querido, de repente ela tenha atraído TANTO assim justamente por não colocar você como prioridade. Você agora encontrou uma mulher que tem responsabilidades e que, aparentemente, não facilita para qualquer cara se aproximar. Infelizmente não tenho o poder de saber o que uma mulher com 35 anos e com filho quer da vida, até porque você está perguntando de uma pessoa que eu não conheço. Suponho que ela queira um cara que seja legal com ela, compreensivo e que não tenha problema com o filho, porque proximidade é o que vai levar você a gostar do menino e ele de você.

Acredito que se você se afastar dela vai ser bem idiota da sua parte. Se você gostou dela pra que se afastar? Toda essa função de controlar sentimentos é meio sem fundamento… Porque você está limitando o seu sentimento, não controlado. O ponto chave da relação é a entrega, se você não se entregar não adianta se relacionar por companhia, sexo ou qualquer outra coisa. Pode ser bom, mas a busca do controle não é o que faz as pessoas se apaixonarem e amarem. Quando você entra em um relacionamento o controle é colocado de lado para dar lugar à cumplicidade.

Além disso você deve retornar às origens e tratar ela como ela merece. Entenda que ela, a princípio, não vai aturar merda de garotinho inexperiente, porque ela cria um. Então você deve tratar ela como quer ser tratado, porque pelo que entendi ela corresponde sempre a o que você oferece a ela.

Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.org

Amiga dos amigos dele

por em 18/01/2012 às 10:27

Olá, Gabe!
Por que os homens querem que nós sejamos amigas dos amigos dele, mas não fazem o mesmo com as nossas amigas? Meu namorado tem os amigos dele e sempre quer que eu saia com eles. Apesar de todos levarem as namoradas não me sinto a vontade. Quando a saída é com as minhas amigas, que também tem namorado, ele nunca aceita! Sempre acaba inventando uma desculpa, fazendo com que eu fique em casa. Por que disso? Será que todos os homens são iguais?

R.K.

———–
Querida, é tudo uma questão de se fazer entender. É claro que ele vai preferir sair com os amigos dele do que ter que socializar com os namorados das amigas. TODO mundo prefere. Mas você tem que fazer ele entender que é uma via de mão dupla, você faz e ele também tem que fazer.

Passei por isso com um ex, eu adorava sair com os amigos dele mas percebi que a recíproca não era verdadeira em relação aos meus. Tentei conversar, explicar, mas ele disse que era coisa da minha cabeça, que ele agia normal. Nesse momento eu percebi que ele não tinha realmente ENTENDIDO o que ele fazia (ou não fazia, no caso) e resolvi mostrar para ele. Em uma das jantas com os amigos dele eu fiquei em silêncio durante umas duas horas, com cara de cu (era o que ele fazia). Ele me chamou em um canto e disse “agora eu entendo, me desculpa e por favor volta ao normal”. Depois disso ele foi excelente com os meus amigos, conheceu, saiu junto e se divertiu, porque se deu o trabalho de conhecer as pessoas que eu gostava.

Eu sei que as coisas não são assim tão simples, mas é uma questão de você defender as causas importantes! O convívio com os meus amigos é muito importante para mim, então eu me fiz entender. Pelo visto não é o seu caso porque aparentemente você desistiu em todas as situações em que ele deu uma desculpinha merda.

O motivo disso eu não sei, acredito que varia de pessoa pra pessoa. Se todos os homens são assim? Não, querida, você tem conforme cria.

Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.org

Meu namorado não é o mesmo...

por em 12/01/2012 às 10:57

Olá Malvadas, acompanho o blog há uns 4 anos e agora chegou a minha vez de levar um puxão de orelha. Conheci um cara e me apaixonei logo de cara. Ficamos amigos e em pouco tempo me declarei. No começo tudo era mil maravilhas, exceto que todos os amigos dele diziam que ele era uma bomba relógio e, mais cedo ou mais tarde, iria me dar problemas. Acontece que eu nunca vi ele dessa forma. Apesar de ele ser meio ogro, sempre me tratou com respeito. As coisas que ele fazia (e deixava os outros com raiva/medo) aos meus olhos não eram tão graves assim.

Só que nos últimos meses ele parece que se rebelou e se transformou numa pessoa que não reconheço. Por mais que ele fosse estranho com todo mundo, comigo era diferente. Minhas amigas vivem dizendo agora: “eu te avisei”, mas não consigo enxergar essa pessoa má. Não é possível que eu tenha namorado durante um ano com um homem que eu não conheça.

É possível alguém ser duas caras e fingir por tanto tempo? Ele está frio, grosso, violento e indiferente. Exatamente como todos me alertavam que era. Acontece que eu tenho até medo de falar pra ele essas coisas. Parece que a paixão acabou e não sei o que sobrou deste relacionamento. Será que tenho como mudar o jeito dele? Será que só restou uma amizade?

Sabrina

Mulher, isso acontece mais do que você imagina. O problema é que quando nos interessamos por alguém, principalmente quando nos apaixonamos, temos em nossa mente uma “fantasia” sobre quem é a pessoa. Não sei onde eu li que “pegamos um frango, vestimos-o de pavão e nos apaixonamos… pelo pavão!”. Entende o que quero dizer?

Normalmente nos apaixonamos pela pessoa que existe na nossa imaginação. Não é real. Ela é aquilo que gostaríamos que ela fosse. Aquilo que precisamos em alguém. Felizmente a maturidade nos permite ter essa consciência no momento que está acontecendo. Conforme o tempo vai passando, e vamos conhecendo a pessoa no seu íntimo, as fantasias vão dando lugar à realidade e com isso o sentimento acaba, aumenta ou se transforma.

No seu caso, você está com medo de conversar com o seu namorado e diz que ele é violento. É isso que você quer/espera para a sua vida? Se a própria namorada e amigos acham que ele tem esse perfil… o negócio está feio mesmo. Tente conversar com a mãe/irmã/pai para que sugiram a ele uma terapia para diagnosticar o motivo para esse comportamento.

Quando sentimos amizade por alguém, conhecemos os seus defeitos e respeitamos. Temos que aceitar a pessoa como ela é. É isso que você sente?

Na paixão ou no amor isso é diferente. Não é facil lidar emocionalmente com certos defeitos. Porém não temos o direito de mudar ninguém. Neste caso devemos ter a consciência que certos relacionamentos não têm como dar certo!

Bola pra frente!

Vanessa
vanessa@malvadas.org

Minha namorada é gorda

por em 11/01/2012 às 9:59

Bem, tenho 31 anos e em dezembro completou 2 anos que estou com uma garota. Gosto muito dela e ela de mim. Temos um humor muito compatível, gostamos dos mesmos passeios, gostamos de viajar para os mesmos lugares, dos mesmos filmes, nos damos muito bem na cama, temos ideias compatíveis sobre a maioria das coisas, conseguimos conversar horas sobre os mais diversificados assuntos, discutimos ou brigamos muito pouco e, quando isso acontece, quase sempre termina ficando tudo numa boa em pouco tempo. Sempre saímos com nossos amigos, temos uma boa vida social e uma estabilidade e independência financeira suficiente. Ela é bonita, inteligente, simpática, bem humorada (dentro do possível para um ser que tem TPM), educada, independente, carinhosa, fiel, cúmplice, companheira e boa de cama. Lógico que tem seus defeitos, mas olhando para o pacote completo, são releváveis e eu consigo lidar com eles muito bem.

Acredito que o que ela pensa sobre mim seja mais ou menos o mesmo.

Meu grande problema é apenas um: ela é gorda. Não chega a ser obesa. Esteticamente ela é uma gordinha até que bem proporcional e realmente sabe se vestir e se portar (tanto que já ouvi vários caras se referindo a ela como “gordelícia”).

O problema com isso é que eu tenho uma tara por outro tipo físico. Não estou falando apenas de uma tara vazia, de uma questão de luxuria, é apenas uma questão de gosto mesmo, acho até que eu prefiro as mais magras do que as “gostosonas”. Só que com a garota que estou agora, não tenho isso, pelo contrário, tenho o oposto. Tenho tesão por ela, mas sempre fica um sentimento que, nesta área, tem algo faltando.

No início não queria namorar com ela, pois sempre tive ciência da situação, porém, ela se mostrou muito compatível comigo, foi inevitável uma aproximação maior e o desejo de tê-la por perto. Como acho que a ofenderia muito se falasse o real motivo, esta foi a única mentira que contei a ela, criei uma história de que eu não pretendia me casar e, como ela já me conheceu assim, aceitou a situação. Depois de algum tempo o envolvimento foi ficando forte para ambos, ela queria namorar e eu sempre senti que estaria fazendo a coisa errada se aceitasse com este “incomodo” que tinha. Por conta disso tivemos momentos em que nos afastamos ou que diminuímos muito o contato, mas esses momentos não duraram muito, sempre voltamos a nos ver rápido, pois, além de qualquer coisa, gostamos muito da companhia um do outro. Nesses momentos em que estávamos “separados” ou afastados, acabei ficando com outras três garotas dentro do perfil que eu gosto e o sexo foi muito bom, realmente eu gostei de ter tido isso que eu não tinha com ela.

Por respeito a ela, as únicas duas pessoas com quem eu já conversei sobre isso foram dois amigos que tenho desde o colégio e tenho muita confiança e intimidade. Conversei sobre isso nas primeiras vezes que sai com ela. Hoje acho que eles acreditam que isso passou, até por que nunca mais ninguém tocou no assunto e eles teriam liberdade de falar comigo sobre isso.

Como eu não converso com ninguém sobre isso por respeito a ela, gostaria da opinião de um desconhecido, pois sei que assim vou estar falando com alguém e protegendo ela desta exposição e desgosto. Estamos junto há um bom tmepo e esta situação não está confortável para nenhum dos dois. Preciso fazer algo a respeito e não sei o que. Ela é a melhor companhia que eu ja tive, mas sindo muita atração por outras dentro do meu perfil, e sempre tem alguma “disponível” por ai, mas sem todas essas outras qualidades que ela tem. Abrir mão de uma pessoa tão compatível comigo ou abrir mão de uma realização sexual completa?

Obrigado,

G.

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Não sou prioridade para ele

por em 6/01/2012 às 10:12

Sou leitora assídua do site e adoro seus conselhos! Estou em um relacionamento há 2 anos e 2 meses, somos pessoas completamente diferentes e há 10 meses moramos juntos.

Ele adora sair, beber (muito), ficar na balada até o dia amanhecer e eu sou completamente caseira, gosto de curtir a minha casa, meu quarto, ver um bom filminho embaixo do edredom. Entendo que ele gosta de sair e por isso me esforço um pouco para sair com ele, mas chega uma hora que cansa. Todos os finais de semana: Chegamos em casa na madrugada de sábado e domingo de manhã já saímos novamente para só chegamos em casa à noite, porque eu insisto muito, visto que eu trabalho na segunda-feira (é o dia de folga dele). Estamos sempre na rua, com a família dele (a minha mora em outro estado), ou com os amigos dele.

Eu convido para fazermos outras coisas e ele vai, mas nunca por vontade própria teve uma idéia de programa a dois. Quando viajamos, no meio da viagem ele me diz: “Da próxima vez, podemos trazer a minha mãe e a minha tia”, pode? Zero de romantismo! Não temos tempo de ficarmos juntos, pois no final de semana inteiro saímos e quando voltamos para casa ele está bêbado. Durante a semana é complicado, estamos sempre cansados e estressados do trabalho e no final de semana é isso.

Agora estamos em pé-de-guerra porque ele AMA sair com os amigos sozinho. Não ligo para o fato dele sair, mas as coisas que ele faz quando chega em casa bêbado são absurdas, além dele querer chegar em casa à uma da manhã. Poxa, não acho justo ele não ter tempo pra ficar comigo e só ter tempo para a família e os amigos. Sei que ele precisa da companhia de todos, mas eu também sinto falta de ser prioridade pra ele, mesmo que por um curto período de tempo. O que acaba acontecendo é que eu me estresso demais com essas saídas dele e fico ligando toda hora pra saber a hora que ele vai chegar em casa. Sei que é super chato da minha parte fazer isso, mas eu fico mal porque estou sozinha em casa em dias que eu deveria estar com ele! Ele reclama demais disso, não gosta que eu fique ligando pra cobrar nada dele, mas a minha preocupação não é ele me trair, eu simplesmente quero mais atenção do que ele está disposto a me dar, mas em compensação, ele tem de sobra para os amigos.

Parece que qualquer oportunidade pra me deixar sozinha ele vai aproveitar e isso me chateia tanto! Não consigo entender essa necessidade urgente de ficar longe, sabe? Enquanto eu planejo os dias que passarei com ele, o que podemos fazer de legal, o que vamos fazer do futuro, os nomes que daremos aos nossos filhos, se vamos conseguir comprar um outro apartamento que nos dê mais conforto, quando poderemos comprar um carro, ele planeja qual será a próxima saída ou a próxima festa que ele vai beber até cair e me deixar sozinha.

Parece que nossa vida está tomando rumos diferentes, não existe mais (da parte dele) aquela vontade de estar junto o tempo todo, de fazer coisas de casal, de almoçar juntos em um dia da semana só pra sair da rotina (se eu sugiro uma coisa dessa, vou ser condenada por ser infantil e idiota), de transar (ele simplesmente não me procura mais e quando pergunto, ele diz que agora quem tem que procurar sou eu). Estou sem saber o que fazer, toda vez que conversamos sobre isso ele acaba brigando, diz que eu tenho cobranças infantis, que estou sufocando ele. Será que vale a pena continuar desse jeito e esperar que tudo mude um dia? Ou será melhor vivermos vidas separadas, já que estamos em momentos tão distintos de nossas vidas?

Conto com a sua ajuda!
E.

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Por que você não tentou fazer um acordo com ele ao invés de reclamar e enlouquecer?

Primeiro lugar você precisa arrumar umas amigas e um hobby, porque esse desespero é coisa de pessoa solitária. Você foca TODO o seu tempo livre nele. Ligando todo momento, quando sai com ele só reclama, uma da manhã é tarde (oi? eu SAIO a uma da manhã)Querida, você está fazendo com que ele não queira estar em casa, você nunca vai ser prioridade quando só enche o saco. Arrume o que fazer, uma coisa só sua! Futuramente você vai ter amigas e fazer programas só com elas também, isso é muito bom pros relacionamentos.

Segundo lugar planeje coisas de casal e faça, já que ele participa. Ele vai querer passar mais tempo com você se os momentos que vocês passam juntos são legais! A respeito do sexo, ele deixou claro qual é o próximo passo, então entre no jogo. Você está entediando ele, está na hora de mudar para conseguir mudança nele. Dá uma passeada pelo Malvadas e pega umas dicas sexuais legais e dá uma brincada. Isso vai fazer muito bem para vocês dois, o romantismo vai surgir daí. Quando você se dedica ao outro sem cobrança faz com que a pessoa se sinta bem ao seu lado e queira ficar mais.

Terceiro lugar faça acordos. Por exemplo: Sexta-feira vocês saem com amigos; Sábado vocês fazem programas de casal; Domingo de dia com a família e domingo à noite ele sai sozinho com os amigos. Faça propostas, dê idéias, agendem todo o final de semana uma programação diferente. E nunca mais fique torturando no telefone porque no lugar dele eu nem voltaria mais.

Enfim, dei dicas para que você possa amadurecer e o relacionamento crescer. Se ele não colaborar e não entrar nas idéias ou não der sugestões em troca, realmente aí é porque não existe mais um interesse dele em vocês. Eu espero que você seja clara, caso esteja nessa situação e que você dê o próximo passo sem olhar para trás. Não devemos parar a nossa vida quando ela não vai para frente, mais. Você dá um passo para o lado e continua seguindo reto.

Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.org

Mulher forte e o striptease

por em 28/12/2011 às 12:31

Oi Gabe, tenho 16 anos e uma dúvida. Namoro há um ano e alguns meses, já transamos e mesmo antes disso nós já fazíamos todo o resto. Apesar disso tenho um pequeno problema, por mais que ele já saiba tudo de mim e eu dele, ainda sinto vergonha de fazer certas coisas que ele pede (como striptease). É como se algo me puxasse ou não me deixasse ir, por mais que eu queira fazer, simplesmente paro. Ele nem mesmo acredita que eu possa fazer isso um dia, porque eu já tentei várias vezes (acredite várias vezes mesmo). Eu fico rindo, sem graça com tudo, depois fico triste e pensando “ah, bem que eu podia ter conseguido”.

Eu só queria saber como eu paro com isso, porque isso influencia em outras coisas também. Eu meio que… não consigo ser uma “pessoa forte”, uma mulher de verdade. Não tenho pulso firme e sou dependente de certas pessoas. Eu já tentei de tudo comigo mesma, mas eu não consigo mudar a minha situação. Não sei o que eu faço.
Eu vejo você como uma mulher forte, que não tem medo de dizer o que pensa. Então eu pensei em pedir um conselho pra você.

Obrigada pela atenção,
Beijos ;*

———–
Querida, infelizmente não existe uma fórmula mágica para a pessoa fazer as coisas sem medo de se ferrar, ela simplesmente faz. Não é fácil tomar uma decisão, receber o tapa na cara, tirar a roupa enquanto dança. Não é fácil aguentar as consequências dos seus atos no osso do peito, sem reclamar. Tenha ciência dos seus limites e se conheça bem, porque sabendo o que quer, fica bem mais fácil tomar decisões.

As pessoas falam de sexo como se tivessem aprendido em uma aula: “fiz um ano, sei tudo. se não lembrar de alguma coisa, olho no livro”. Por que você teria vergonha de alguém que sabe tudo sobre você e você sobre ele?
Sim, é porque você não sabe e ele também não, vocês estão aprendendo, então se coloquem no lugar certo. Você tem que fazer o que dá prazer, o que interessa, o que é divertido. Explorar, conhecer, descobrir… é isso.
Não se force a fazer as coisas, não tenha pressa. Entenda que certas coisas só vem com a experiência, então vá acumulando histórias.

Tirar a roupa é uma das primeiras coisas que você fez antes de transar com o seu namorado, então qual é o problema? É complicado tentar ser parecida com aquela atriz do filme que fez aquela cena que ele gosta? Será que você dança bem mesmo, ou é tudo coisa da sua cabeça?

Pare de se comparar com os outros e se julgar, vocês não precisam fazer TUDO o que imaginam em um ano, não tenham pressa. Se você realmente quiser fazer o striptease, então escolha uma música que você goste, veja alguns vídeos para inspiração, escolha a roupa e vá trabalhando a idéia na sua cabeça. Faça tudo isso no seu ritmo, sem pressão de ninguém.

Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.org

Quero meu antigo namorado de volta!

por em 13/12/2011 às 1:01

Olá, sou leitora do blog há anos e agora surgiu uma vontade de dividir o que ando tentando entender com vocês. Tenho 19 anos, tive dois relacionamentos no qual quando me lembro do primeiro namoro sinto um carinho enorme. Já o segundo, apesar de não me arrepender de nada, não tenho boas lembranças.

Conheci o meu primeiro namorado quando tinha 14 anos. Ele passava as férias na casa da avó e uma amiga até já tinha ficado com ele, mas sempre tive um pequeno interesse. No carnaval nos aproximamos e lembro que não ficamos no dia. Ele voltou em outro final de semana e a partir daí começamos um relacionamento sério que durou dois meses. Terminamos pela distância. Era difícil até por conta da nossa idade… Ah, ele tinha 16 anos!

Foi um ano tentando esquecê-lo, chorando e só pensando nele. Então ele apareceu novamente dizendo que durante esse tempo também não havia me esquecido e retornamos o namoro. Só que dessa vez era pra valer! Ficamos juntos mais um ano num relacionamento puro, sem malicia e o amor mais surpreendente que eu vivi!

Com o tempo começamos com aquelas briguinhas e desentendimentos bobos. Terminamos. Resolvi que queria esquecê-lo e que não iria perder mais um ano da minha vida pensando, chorando e esperando que um dia ele aparecesse de novo.

Foi nessa época que conheci o meu segundo namorado. Eu já tinha 16 e ele 19. Ele era encantado em mim. Mais velho e aparentemente maduro. Eu, na busca de esquecer o primeiro, me envolvi com ele. No começo era bom, ele me completava de certo modo e resolvi perder minha virgindade com ele. Depois que isso aconteceu ele se demonstrou totalmente ciumento e possessivo. Mesmo assim ficamos juntos por dois anos.

Hoje, faz exatamente um ano e sete meses que estou solteira. Curto demais a minha vida. Só que me sinto sozinha. Quero a companhia de alguém. Eu me envolvi com alguns rapazes, mas parece que com o tempo fiquei exigente. Está difícil encontrar alguém que de fato valha a pena!

Uma coisa que anda me incomodando é que nos últimos meses eu peno muuuuuuuuito no meu primeiro namorado. Com essas lembranças me vem uma questão: “será que ainda gosto dele”?

Eu já o reencontrei depois do meu último relacionamento. Não chegou a rolar sexo porque ainda tenho a grande ilusão que, se um dia acontecer, tem que ser num momento especial. Morro de vontade, tesão e coisas de pele. Sei lá, é uma coisa louca quando a gente se encontra. Sou atraída por ele como nunca fui por ninguém.

Tenho vontade de me declarar? MUITA! Não sei se ele sente o mesmo, mas sinto que ele tem um carinho por mim que ninguém vai conseguir quebrar! Eu gostaria de saber como agir diante de todos esses pensamentos e desejos… será carência? Espero que vocês possam me ajudar!

Obrigada, obrigada!

M.V

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Sou virgem e insegura. O que eu faço?

por em 7/12/2011 às 18:30


Então, queria uma ajuda. Tenho 17 anos e as pessoas ficam me zoando por eu ainda ser virgem. Não é por falta de opção, mas espero o momento certo com a pessoa certa. Ultimamente tenho ficado meio apressada nas coisas e com muita vontade de fazer. Queria saber como são as sensações, mas também tenho um certo medo de qual seria a reação da minha mãe se descobrisse que não sou mais virgem. Além de tudo, sou  muito insegura com meu corpo medo e tenho medo do cara não gostar. O que você me aconselharia?

Thais

Olá Thais, antes de mais nada quero te dizer que inseguranças são comuns quando você é nova e tudo mais. Com os homens é a mesma coisa e sempre existirá os trolls da vida pra incomodar você. Não se preocupe quanto a isso.

Já o seu “problema” acredito que seja a coisa mais normal do mundo você querer perder a virgindade com alguém que seja especial. Esta é uma questão bastante discutida entre quem perdeu e vai perder. É muito interessante.

Sobre a sua mãe o melhor a fazer é conversar com ela. Fale que ainda é virgem e tem curiosidade. Mostre que você é uma pessoa que tem maturidade pra encarar isso e ter uma conversa com ela numa boa. Os pais são fundamentais nesses momentos, pois sabem dar muitos conselhos necessários de prevenção e educação.

Quanto a seu corpo, se o cara não gostar, ele nem vai chegar perto de ti. Homens são bastante simples, se o cara está ali contigo até determinado “nível” ele vai até o fim, não tem preocupação.

Meu conselho antes de mais nada é:

-Converse com sua mãe e com seus amigos (não os que ficam fazendo brincadeiras, os maduros);

-Procure ver do que você gosta e do que não gosta, e principalmente ame a si mesma, pois quando chegar a grande hora, você vai estar confiante e tudo vai correr bem.

Se precisar, entre em contato conosco.

Um beijo,

Jorge Henrique

 

Escreva seu e-mail para pitacomasculino@malvadas.org

Traí e me arrependi. Quero ele de volta!

por em 7/12/2011 às 14:40

Oi Malvadas. Sempre leio o blog e adoro a força que vocês dão para os leitores. Resolvi pedir ajuda porque estou numa situação constrangedora.

Namoro há quase meio ano. Esses dias, meu namorado foi viajar e eu saí com nossos amigos.  Bebemos muito e um amigo dele (que tem namorada) foi me levar em casa. Acabamos ficando juntos. Antes de ir embora combinamos que ninguém ficaria sabendo do acontecido e prometemos que não aconteceria novamente.

Só que nossos amigos perceberam a demora deste cara ao me levar pra casa. Resumindo: Meu namorado ficou sabendo e veio falar comigo. Não sei mentir. Então assumi o que fizemos e garanti que não aconteceria novamente. Ele terminou comigo. Disse que não queria olhar para  minha cara pelo mínimo de duas semanas.

Eu fiz de tudo para ficar com ele e a resposta foi sempre não. O que agravou a história foi que o cara que eu fiquei negou tudo. Disse que não rolou nada entre a gente e que era tudo história.

Será que fiz certo em contar a verdade? O que faço agora? Será que espero o tempo que ele pediu ou devo ir atrás? Estou arrependida e preciso dele na minha vida. Eu o amo muito e se ele fizesse isso comigo também ficaria chateada, mas com certeza o PERDOARIA!

Quero o perdão dele. Me ajudem!

Obrigada!

Letícia Continue lendo →

Fui selvagem e me arrependi

por em 28/11/2011 às 11:59

Gostaria que ocultassem meu nome, por favor. Escrevo à coluna “Pitaco Masculino” desse blog. Gosto muito do Malvadas e tenho acompanhado o blog principalmente por essas interações do público com os colaboradores. Nunca pensei que iria escrever, mas eu estou precisando mesmo desabafar. Queria um conselho sobre um assunto que não posso conversar com ninguém e nem tenho com quem conversar.

Namoro há quase três anos com um rapaz que penso ser maravilhoso. Mesmo com alguns problemas como o fato da mãe dele ser uma grande pedra no meu caminho. Temos 18 anos, ambos éramos virgens até semana passada quando acabamos transando. Aí que o meu terror começa.

Além de todo o nervosismo do momento, e o fato de não termos planejado nada, eu sou uma pessoa muito insegura. Estávamos sozinhos num quarto de hotel vagabundo. Eu o arrastei apenas para ficarmos sozinhos e conversar. Não pensei mesmo que iriamos perder o controle tão fácil, mas tudo bem. Já estávamos há meses malucos de vontade.

Quando dei por mim já estávamos rolando pela cama daquele quarto nojento. Passei por cima dos meus medos, e do fato que não era assim que eu queria que as coisas acontecessem, só porque estava louca de tesão e não pensava em mais nada. Ele também,  óbvio.

Depois que ele gozou começou a ter uma crise de consciência. Estávamos sem camisinha e ele tentou sair de cima de mim. Eu o abracei e tentei argumentar que estava tudo bem. Disse que a minha menstruação tinha acabado fazia apenas quatro dias, logo, provavelmente eu não iria engravidar. Só que as minhas palavras pareciam piorar a situação. Eu queria continuar, afinal, já que eu estava na chuva era pra me molhar.

Ele deitou e ficou fitando o teto. Tremia mais do que vara verde. Com os braços cruzados falava que isso não podia acontecer e que tínhamos feito uma grande besteira. Eu, por outro lado, só queria que ele socasse mais e calasse a boca porque estava me irritando. O que aconteceu depois foi horrível. Não me reconheço e estou me sentindo um lixo, canalha, crápula e cretina! Estou pensando tão mal de mim mesma que nem consigo me olhar no espelho ultimamente e todo o momento lembro daquela noite e começo a chorar.

Eu subi em cima dele e fiquei me esfregando. Tentava convencê-lo a continuar. Disse para ele parar de besteira e que estava tudo bem. Eu queria mais e ele estava estragando tudo. Quando ele ficou excitado de novo eu praticamente estuprei ele. Fiz tudo sozinha enquanto ele olhava pro teto com os braços cruzados atrás da cabeça quase chorando. Ficou com uma cara que agora me corta o coração, mas que na hora eu só queria mandar ele a merda e gozar porque ele já tinha gozado duas vezes e eu não.

As vezes dizia que eu estava machucando ele, mas ele mexia pra cima tentando fazer o que eu queria, mas a contra gosto. Desisti depois que percebi que ele não iria mudar aquela atitude, sai de cima, me vesti e disse que foi uma bela bosta pois ele estragou tudo. Depois que ele se vestiu percebi que ele estava com os olhos muito vermelhos de quem tava chorando em silêncio e na penumbra do quarto eu nem tinha percebido, me senti horrível, deitei ao lado dele abraçando ele e pedi perdão, beijei ele, mas ele nem se movia mais, pedi pra ele não chorar que ia ficar tudo bem, acho que pedi perdão umas mil vezes.

Foi traumatizante para nós. É horrível não poder saber o que ele estava pensando. Tomei pílula do dia seguinte na mesma noite antes de nos despedirmos para ele ficar mais tranquilo e prometi que iria fazer um exame. Desde então ele está muito estranho comigo e ainda não nos vimos de novo, vai fazer uma semana que não nos encontramos, até ai tudo bem pois isso é meio comum entre nós porque ele mora em outra cidade, mas eu continuo achando que é ele me evitando.

Já conversei com ele por telefone sobre isso, do que eu fiz, como eu estou me sentindo e ele diz que tá tudo bem, que me perdoa, que não liga e que só estava daquele jeito pelo medo de estragar nossas vidas com uma gravidez indesejada, mas é difícil acreditar. O que eu posso fazer pra consertar as coisas? Eu não consigo acreditar no perdão dele pois nem eu estou conseguindo me perdoar pelo o que fiz, depois que me coloquei no lugar dele e com a cabeça fria pensei sobre tudo que aconteceu e estou desesperada que isso acabe com o meu namoro. Preciso do conselho de alguém e a única pessoa com quem tenho conversado sobre isso é o meu namorado que está se sentindo tão culpado quanto eu, mas por motivos diferentes.

Não estou e nunca estive me importando pra um futuro bebê, sei que isso é impossível de acontecer, ainda mais agora depois do remédio, eu só estou preocupada com ele e comigo pois eu o amo demais, amo mais que qualquer pessoa na face da Terra e não quero perdê-lo assim. Me ajudem!

Anônima Continue lendo →

Namorada ou a cunhada?

por em 25/11/2011 às 13:52

E aí meninas do MALVADAS! Tô aqui pra contar algo e tirar um pouco das opiniões de várias cabeças. Sou casado há dois anos e namorei minha esposa quatros anos, na época ela tinha 15 e eu 16 anos. Ela tem uma irmã que na época tinha 11 aninhos. Nós três éramos muito próximos. Saíamos e fazíamos tudo juntos.

Sempre fui um cara observador e cuidadoso. Gostava muito de passear com as duas e também já assumia as responsabilidades e cuidados com elas. O tempo passava e, para nós três, era como se fosse nós é quem fazíamos o mundo funcionar.

O pai delas é caminhoneiro. Um traste que curte uma birita, ofende as meninas o tempo todo. Isso me doía muito. Minha sogra é uma ótima pessoa, mas como mãe a vejo descuidada por ter filhas e não saber administrar. Na ausência do pai, passei a ser o manda chuva. A sogra ainda dava corda e pedia que tomasse conta das duas.

Um dia numa festa um amigo me perguntou se minha cunhada (já com 14 anos), estava namorando. Aquilo pra mim foi um tapa na cara, falei grosso com ele e deixei claro que não gostei nada. Num certo dia quando a minha cunhada estava viajando, comecei a sentir saudades e ciúmes, aquela falta que só se preenche com a pessoa. Daí em diante descobri que estava apaixonado por ela, só que ainda gostava muito da minha namorada.

Um dia fui conversar com ela sobre isso. No começo ela ficou muito assustada e meio traumatizada, mas topou conversar a noite. Resumindo a história ela queria compromisso sério e eu também, mas estava redondamente apaixonado pela irmã. Ela não aceitou e já estamos nessa há quatro anos.

Acontece que não consigo tirá-la da cabeça. Tento me aproximar e vejo que ela gosta quando vou atrás, mas me maltrata muito. Tento me afastar, mas como fazer isso? É isso aí, não da pra contar com muitos detalhes pois são 6 anos de NOVELA.

E aí dona Gabe, dá uma ideia de como tu reagiria!

J.

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Não sei exatamente se você gostaria de saber como eu reagiria. Penso que todas as pessoas deveriam criar bolas (eu não tô falando de testículos e sim de cojones, ballz, guts, coragem) e assumirem o que realmente querem. Acho que pode acontecer de você se apaixonar pela sua cunhada, pelo fato de você ter visto o desenvolvimento dela como mulher, convivendo e ajudando-a a ser tudo o que ela pode ser.

O negócio é o seguinte:
- Você chegou na sua cunhada enquanto namorava com a irmã dela. Isso foi escroto;
- Você se diz apaixonado por ambas;
- Você continua cercando sua cunhada mesmo ESCOLHENDO ficar a irmã dela (entenda que quando você falou com a cunhadinha e ela aceitou ficar com você e você deu pra trás: foi uma escolha).

Se você gostasse da pessoa que você está certamente amaria ela (porque estão juntos há SEIS ANOS e só paixão não dura tudo isso). Com a cunhada eu acredito que seja paixão mesmo. Paixão é um sentimento egoísta que você joga no outro sem se importar com nada além do que você sente.

O que EU faria é escolher uma ou nenhuma.

As suas opções são essas:

- Crie cojones e opte pela cunhada ferrando com essa coisinha familiar de vocês;
- Fique com a que você está agora e tenha o mínimo de respeito que ambas merecem e pare de babar em cima da sua cunhada.

Você queria que a cunhada ficasse dando pra você as escondidas, pelo visto, porque ficar indo atrás dela estando com a IRMÃ, é beeeem filhadaputa da sua parte.

“Ela me maltrata muito”: Olha aqui, meu bem, se eu tivesse uma irmã e me apaixonasse pelo cunhado e ele viesse me dizendo que quer ficar comigo e depois quando eu me declarasse ele frouxasse (como você fez) eu nem ia mais olhar na cara dele. Entendeu? Não se brinca com os sentimentos das pessoas. Isso é coisa de gente palhaça e sem caráter.

E mais uma coisa: Muito bonito falando que mãe delas era descuidada quando quem quer comer as duas é você. Tudo isso aí é um ótimo jeito de foder com a vida das duas. Ou você acha que a namorada ia aceitar bem ser trocada? A cunhada pelo visto não aceitou nem a hipótese de não substituir a irmã…

Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.org