Booger Network

Sobre a Rede

Booger Network é uma compilação de blogs dispostos em diversas categorias. Estamos em fase de expansão e em breve teremos mais blogs e diferentes categorias.

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.: Malvadas :. » Contos e Textos

Dando uma espiadinha

por em 14/02/2009 às 17:07


Eu me sinto completamente nua e vigiada. Repare em quanto as revistas investem nos paparazzis. Eles se multiplicam, fotografam e contam a vida de qualquer pseudo-celebridade. Coitada da Britney Spears que pegou a era da internet. Ninguém tá livre, você pode ser filmado escondido numa situação constrangedora e virar o hit do momento do Youtube, e aí fodeu.

Quando eu era menina, adorava ir ao supermercado. Era só minha mãe virar as costas e lá estava eu abrindo um saco de balas, comendo um Baconzitos ou tomando um yogurte. Discretamente, claro. Minha técnica era apurada e precisa, nunca fui pega em flagrante. Já tentei repetir a brincadeira hoje em dia, mas é impossível. Além das câmeras espalhadas pelo teto, há ainda umas etiquetas indesgrudáveis que fazem soar alarmes e fazem surgir seguranças trogloditas. Melhor não arriscar.

Fazer sexo no elevador, por exemplo. Impossible. E lá se vai a sua fantasia sexual. Pelo menos no prédio do meu ex-namorado era impossível. Ou você se comporta no cubículo ou corre o risco de ver o filminho com cenas picantes na próxima reunião de condomínio. O síndico agradece.

Outro dia achei uma nota de R$ 50 na escada rolante do shopping: quase não acreditei que aquilo fosse verdade. Ressabiada, abaixei, peguei a nota e tive que conferir se não havia nenhuma câmera escondida. Por felicidade minha, não havia câmera alguma.

Aqui em Curitiba tem centenas de câmeras de segurança na rua. Qualquer merda que aconteça, eles têm tudo arquivado. Nada de insanidades no centro da cidade.


E é bom nem comentar sobre os celulares. Somos escravos do status. Somos rastreáveis. Trabalhando? Dormindo? Cagando? No motel? Meditando? Não importa. Aliás, o que seria do Youtube sem os vídeos amadores?

É tanta tecnologia de espionagem, que eu não sei como o Big Brother não perdeu a graça. Ou, quem sabe, as coisas estejam mudando a tal ponto que assistir 16 pessoas trancadas numa casa, livres de qualquer tipo de contato eletrônico, a não ser o das câmeras, seja diferente e interessante. Talvez, essa seja a nova sensação de liberdade.

Presença ausente

por em 12/02/2009 às 13:14

Marina teve a fiel convicção que enxerga as coisas de um ângulo diferente a tudo e a todos. Uma verdadeira ET. Ela consegue se aproximar da essência das situações e sempre dá preferência a degustar os gestos, as palavras – que ironia – a enxergá-las. Mesmo sendo tão observadora, não entende por que o ser humano é tão complicado. Na realidade, ela sabe que falta coragem para permitir que alguém chegue perto da sua alma. Falta mais coragem ainda para deixar seu mundo particular aberto a estranhos. Intrusos.

Mesmo sem um pingo de ânimo, foi a pedido de uma amiga em um happy hour com um casal de amigos, Janaina e o seu último affair-capacho da semana. Mesa. Vinho tinto suave. Ela se sentia mais mulher tomando vinho ao invés de suas doses de “vódega com coca”. Na mesma mesa duas almas inquietas. Marina, como de praxe, observava o casal em silêncio, rodando o vinho no copo. Janaina tentava entender sua vida. Falava. Questionava-se. Ele, mero ouvinte.

- O que você acha? Eu sou tão ruim assim? – perguntou aflita.

O rapaz titubeou. Pensou. Analisou. Mais um gole. Falou. Palavras. Palavras. Palavras duras. Os olhos da Janaína marejaram. Parecia que nem uma gota caberia mais nas suas pálpebras. Uma lágrima escorreu. Invasão. Ela perguntou. Mas não queria uma resposta.

- Não precisa agredir – disse ela.

Na verdade, ele não estava agredindo. Apenas entrou por uma porta proibida. Usou a chave errada. A verdade. Silêncio. Tensão. Marina continuava ali, sem sequer abrir a boca. Ela apenas sentia a presença das palavras não ditas. O ar podia ser tocado. Cada vez mais espesso. Foi assim que ela aprendeu a ser, fria. A verdade foi vilã. Janaina, questionadora, não queria ouvir um eco do que vinha no seu peito. Ela queria uma falsa-verdade. O rapaz se levantou, jogou uma nota em cima da mesa e foi embora. Janaina chorou. Ficou ali. Parada na mesa. Olhando. Até o semblante dele sumir. Confundir-se com outras tantas verdades a serem ditas e ouvidas. Verdades que caminham veladas pelas ruas. Perdidas. Cansadas. Marina suspirou. Olhou com conforto para Janaina. Levantou o dedo e pediu ao garçon:

- Mais duas taças de vinho, por gentileza.

Com que sapato eu vou?

por em 11/02/2009 às 12:59

“Diga que sapatos usa e eu te direi quem és”. Eu definitivamente não reparava nas coisas. Se a roupa era de marca ou não, se a pessoa tava maquiada ou não, etc. Até o dia que eu fiz um curso de linguagem corporal. Gente, nunca façam este curso. Você tem fortes tendências de passar o resto da vida observando as pessoas. Ontem, eu reparei. O que eu aprendi melhor neste curso, foi analisar a pessoa através do sapato que ela escolheu para usar. Você já parou para prestar atenção nos sapatos alheios? Ou até mesmo nos seus sapatos?

Fui num evento de uma assessoria de imprensa que divulgava um livro sobre “como fazer a sua festa ser um arraso”. Eu já disse que não sou interativa? E comecei a ver os sapatos. Tinham umas 100 pessoas. 100 sapatos de todos os tipos. Chanel, scarpin, masculino, engraxado, fosco, sandália, chinelo e por aí vai.

Reparei em um casal. Ela usa scarpin colorido e forrado. Não que seja uma regra, mas normalmente essas pessoas adoram ser exageradas e amam de paixão se destacar nos eventos. Deve idolatrar coisas douradas. Seu hobby deve ser passear no shopping e torrar o cartão do maridão. Digo isso porque ao cruzar as pernas notei que a sola do sapato dela estava limpa. Pouco uso. Imagino que tenha pilhas de sapatos em seu closet.

O marido dela, pasme, aquele tipo modelo despojado, usava uma havaiana. Sabe aquelas bem confortáveis? Só não consegui ver se tinha a marca do pé gravada. Mas eu gostei, ele é bonito. Não precisava estar bem arrumado. Fiquei pensando o que daria o casamento de um Scarpin novo e uma havaiana. Ele, com certeza, odeia ir ao shopping. Deve odiar fazer compras e deve ter milhões de sapatos que a mulher deu. Provavelmente não gosta de se sentir preso a normas sociais. Moda, por exemplo. E seu guarda roupas deve ter o básico. Calça. Camisetas.


O que me leva a imaginar que a havaiana triste e o scarpin reluzente muito têm em comum. Ele também deve gostar de se destacar na multidão. Só escolheu uma forma diferente de fazer isso. Não fosse assim, ele estaria de sapato ou tênis. Considerando o frio que anda fazendo em Curitiba.

Talvez a havaiana seja apenas estilo e, se assim for, ele também está preocupado com a moda. Ou, não fugiria tanto dela. Possivelmente tem discursos prontos sobre a alienação do mundo fashion. A escravidão dos modelos de perfeição. O corpo perfeito. A falta de personalidade e a massificação provocada pelo consumismo desesperado em busca de apenas aparência.

Blá. Blá. Blá. É. Sapatos podem revelar muito sobre quem os usa. Não mentem. Não ludibriam. Apenas são. Objetos. Exatamente como eu. Que usava uma sandália que me apertava tanto os pés, que tive que ficar sentada observando os outros. E observo. Tento decifrá-los. Não consigo. Mas consegui entender que mais que estética e prazer, sapatos são uma questão de estilo de vida.

Eu me amo!

por em 9/02/2009 às 12:39

Eu não consigo enxergar nada mais atraente em uma mulher que a sua capacidade de amor próprio. É lindo ver uma mulher que se sinta bem consigo mesma. Você pode ter certeza que você sendo assim, o seu poder de encantamento e sedução é triplicado. Ao voltar ao trabalho hoje, me deparei com uma mulher totalmente fantástica e ela veio me contando sobre as suas relações amorosas e me disse, cheia de ansiedade, que acredita que o amor nunca vai chegar, que ela não é a pessoa certa de alguma forma, ou que “ele” nunca é a pessoa certa, e que, portanto não merecemos o impressionante dom chamado de paixão. Sim, ela me incluiu nos seus pensamentos. Como sou uma antipatia ao acordar não dei minha opinião. Mas pensando bem, agora, deveria a ter chamado de algo e ter dito que a maioria sai a “procura do amor” levado por duas forças psicológicas poderosas: a fantasia do romance ideal e um medo de que se amarmos, se nos entregarmos, seremos rejeitadas. Esses dois sentimentos são auto-sabotadores.

O dia que as mulheres se derem conta do seu auto-valor, vão se conectar com o que realmente são! Nada é mais belo do que a naturalidade, só ela contem o mistério e a atração que despertam o olhar do outro. Tentar ser atraente performaticamente não é a questão, estamos falando de autenticidade. E para ser autêntica, você precisa reconhecer todas as suas partes, sem omitir nada, sabendo que dentro de você existe luz e sombra, bem e mal, amor e ódio. Abraçar a sua luz e a sua sombra. Abraçar a sua sombra é aceitar a si mesma totalmente.

Os pontos fracos não precisam ser somente físicos, mas qualquer característica que você ache que a torna pouco atraente, cai nessa categoria, incluindo traços psicológicos, falta de dinheiro ou sucesso, posição social e ações passadas que você acha que precisam ser encobertas. A questão não é ser absolutamente linda, infinitamente rica, impecavelmente virtuosa. O milagre do amor é que se pode ser imperfeita e ainda assim ser totalmente amada. Ou seja, você só é atraente o quanto acha que merece ser. Alguém que seja merecedora pode ser aberta para amar e ser amada em toda a sua magnitude, alguém que não seja, se limitará a um amor que inclui medo, pois o que você não merece sempre pode ser tirado de você. E a partir deste ponto de bem estar consigo mesma, você pode expressar a sua sensualidade natural e experienciar os ritmos femininos do seu ventre, e despertar uma força primordial, já que nos coloca em contato com a nossa essência feminina, aumentando o amor próprio. Mas você precisará estar disposta a amar-se na aceitação de sua singularidade ou contenha-se a viver uma vida de lamentações e totalmente infeliz.

Amor e ódio

por em 6/02/2009 às 18:30

Amor… Você já amou? Horrível, não? Você fica tão vulnerável. O peito se abre e o coração também. Desse jeito qualquer um pode entrar e bagunçar tudo. Você ergue todas essas defesas. Constrói essa armadura inteira, durante anos, pra que nada possa te causar mal. Aí, uma pessoa idiota, igualzinha a qualquer outra, entra em sua vida idiota. Você dá a essa pessoa um pedaço seu. E ela nem pediu. Um dia, ela faz alguma coisa idiota como beijar você ou sorrir e, de repente, sua vida não lhe pertence mais. O amor faz reféns. Ele entra em você. Devora tudo que é seu e te deixa chorando no escuro. Por isso, uma simples frase como “talvez a gente devesse ser apenas amigos” ou “muito perspicaz” vira estilhaços de vidro rasgando seu coração. Dói. Não só na imaginação ou na mente. É uma dor na alma, no corpo, uma verdadeira dor que entra-em-você-e-destroça-por-dentro. Nada devia ser assim. Principalmente amor. Odeio amor.

Oh sim, o texto é do Neil Gaiman. Qualquer semelhança é total realidade.

Garotas más

por em 5/02/2009 às 20:37

Hoi! Acho que poucas pessoas conhecem a trilogia bad girls, né? Tudo começou quando a Courtney Love resolveu escrever e dai a Clarah colocou algumas coisas e depois eu implementei algumas coisas. Não é para ler como se fosse um tutorial. Ou alguém acha que eu vou espalhar meu manual de instruções por aí? Mas é para as meninas do msn que me pediram. Camila, Michele e Francine, prestem atenção:

BAD LIKE ME

Courtney Love é uma moça polêmica, fatão. Ela escreveu para o site riot mais legal do mundo, o BUST. Sabe, esclarece algumas coisas. Não que as garotas más sejam sempre assim, mas em sua maioria, sim.

- Nós não decidimos ser más em algum momento das nossas vidas. Ninguém vira uma bad girl, nós nascemos assim. E não significa que sejamos efetivamente más. Existem garotas más e garotas do mal. Somos apenas más, e isso quer dizer que podemos ser boazinhas em muitas áreas da vida. Por exemplo, jamais faríamos mal a um gatinho abandonado, na verdade nós o adotamos e mimamos muito. Não fazemos mal, mas as pessoas têm medo de nós. Porque somos grandes e assustadoras e machos de uma forma extremamente feminina. Se você for uma bad girl famosa, todos os garotos vão querer dar pra você, mas quando virem o seu lado doce vão levar um susto porque achavam que seriam espancados.

- Quando você é uma garota má, todo mundo faz o que você quer, de um jeito ou de outro. E nós somos mais legais do que as garotas boazinhas, que são todas umas invejosas chatas porque têm energia feminina em excesso. Vocês já notaram como homens que têm energia feminina em excesso acabam virando teenagers fofoqueiras e invejosas? Pois é. Quando você é uma má garota, você é do bem. Garotas más não fazem intrigas nem inventam mentiras sobre outras pessoas, por mais que as outras pessoas façam isso com as bad girls. Irônico, não?

- Garotas más sempre são atraentes, mesmo que não sejam nada bonitas. E todas as garotas boazinhas ficam se recalcando e botando defeitos nas nossas pernas e cochichando que não temos nada demais e que não entendem o que os homens vêem em nós. Na verdade, nem eles sabem.

- Garotas más farejam gênios antes das outras garotas. Nós pegamos os homens mais legais antes, porque não nos importamos com aparência ou popularidade (não precisamos dessas bobagens) e sim com seus QI´s astronômicos e senso de humor e talento. E temos o toque de Midas: no momento em que descobrimos um cara que estava no cantinho e que ninguém tinha visto, as outras mulheres passam a desejá-los. Mas elas raramente conseguem algo, porque nossos garotos são legais e inteligentes e criteriosos. Quase sempre. Só que as boas garotas se esforçam para roubar nossos namorados, porque algumas delas são evil e querem nos ver mortas e infelizes e porque os homens são todos meio patetas e caem no papinho de santa das boas samaritanas, que sempre fodem os outros pelas costas. As bad girls comem os namorados das good girls, mas sentem-se mal e culpadas porque trair é feio. Eles fazem conosco o que eles jamais ousariam sequer pensar em fazer com elas. Desculpaí.

- Nós fazemos as coisas que todas as garotas gostariam de fazer, mas não têm culhão ou talento suficiente. E os homens babam porque temos mais talento do que eles. E quando nos largam porque são mariquinhas e não aguentam uma mulher mais foda do que eles, apenas damos o troco mostrando superioridade, como fazendo a banda dele abrir para a nossa ou até mesmo pegando uma vaga de emprego que ele queria muito. Porque garotas más não são necessariamente tatuadas e roqueiras. Existem malvadas executivas também. Bad girl é apenas algo que você é, não tem nada a ver com o que você faz ou parece. Garotos, ouçam: não dêem o pé na bunda de uma bad girl, porque algum dia você terá que voltar rastejando. E ao invés de pisar na sua cara como você obviamente mereceria, a bad girl vai estender a mão e ajudar você a levantar. E você vai sentir-se um merda.

- Garotas más amam como ninguém. São intensas e verdadeiras, mesmo que só dure um mês. Dependendo do caso, assim que o cara sai do campo de visão, é esquecido. Porque você tem que ser realmente foda para estar na cabeça de uma bad girl o tempo todo, ou até mesmo uma parte do tempo. Garotas más têm a cabeça cheia de coisas e às vezes não cabe tudo. Mas quando encontram o cara, você vai ver ali a mulher mais dedicada do universo. Do tipo que escreve o nome do amado com sangue em uma camiseta, tatua o nome do cara no braço e o ama tanto tanto tanto que dá medo. E, pasme, até pode vir a passar cuecas.

- Garotas más são quaaase vulgares, mas têm todo o potencial para ser classudas e chiquérrimas. Nós somos o que queremos ser, porque temos total controle sobre nós mesmas. Gostamos de usar lingerie sexy, saia, decotão, meia arrastão, batom vermelho e tudo mais. Somos mulheres. Mas não invente de dar uma de machista pra cima de uma bad girl, ou ela chutará a sua bunda. E também não invente de ser feminista. Achamos a Valerie Solanas o máximo, mas nos apaixonamos por homens justamente porque conseguimos ser mais macho do que eles.

- Nós nunca fingimos orgasmos. Estaríamos enganando apenas a nós mesmas. Os homens que se esforcem se querem nos ver gozar. A gente engole. A gente olha nos olhos. Somos poderosas. Você nunca vai ver uma garota malvada estagiária por muito tempo: em três meses, ela vai estar dando ordens e botando os pés e o pau na mesa. Mas você nunca vai ver ela abusando do poder, porque não precisamos abusar de nada, nunca.

- Garotas más ligam se estão afim de você. Mas só uma ou duas vezes. É a ordem natural das coisas e não forçamos para que seja assim. Você simplesmente vai ligar, acredite.

- Garotas más são sinceras. Sempre. Isso faz com que muitas pessoas nos chamem de pretensiosas, antipáticas, convencidas, vadias e muitas, muitas outras coisas. É tudo verdade, somos mesmo. Mas é pra quem pode, não pra quem quer.

Como amar os homens

por em 4/02/2009 às 21:47

Após um intenso isolamento, sem celular e nem internet, parei para pensar em alguns tópicos. Na realidade eu pensei em tudo que você pode imaginar. E aí, criei manuais. Manuais para eu seguir daqui para frente e quem sabe deixar de ser menos cretina. A pergunta me veio a cabeça enquanto eu estava tomando sol na praia e pensava em todos os cafajestes que rondam a minha vida: Por que devemos amar os homens?

Manual 1:

Argumentos para amar os homens


1) Devemos amar os homens pelo simples fato que eles não conseguem, mesmo que queiram, fingir um orgasmo.

2) Porque eles insistem, mesmo sem sucesso, em nos entender. Isso jamais vai acontecer. Fato.

3) Porque quando a gente se acha a mulher mais desprezível do universo, eles conseguem ainda assim ver a nossa beleza.

4) Porque eles entendem de política, equações, economia, matemática e desconhecem o coração da mulher.

5) Porque (na maioria das vezes) são eternos amantes e só descansam quando temos (ou fingimos) que chegamos ao ápice do prazer.

6) Porque levaram os jogos de futebol a algo perto de uma religião.

7) Porque eles não têm medo do escuro.

8) Porque consertam coisas que não tem a mínima idéia de como se arruma e se dedicam a isso com o mesmo entusiasmo de um expert e ficam frustrados quando não conseguem.

9) Porque eles têm força para estralar as costas com apenas um abraço.

10) Porque jamais usam a frase: “O que os vizinhos vão pensar!”.

11) Porque são tão previsíveis que sempre sabemos o que estão pensando e quando abrem a boca para nos contar, era exatamente o que imaginávamos.

12) Porque eles não precisam se torturar com saltos altos.

13) Porque adoram explorar nosso corpo e torturar a nossa alma.

14) Porque uma garota de 15 anos pode deixá-los em total silêncio e uma mulher de 25 anos consegue domá-los sem nem fazer esforço.

15) Porque sempre são atraídos por extremos, artistas ou generais, guerreiros ou monges, etc.

16) Porque quase morrem para esconder as suas fragilidades.

17) Porque o maior medo de um homem é não ser um homem de verdade.

18) Porque comem e repetem o prato sem se sentir culpados por isso.

19) Porque perdem o maior tempo do mundo vendo lutas e analisando carros.

20) Porque são dotados de ombros onde podemos dormir sem muito esforço.

21) Porque estão em paz com seus corpos, exceto pequenas e insignificantes preocupações com sua barriga de chopp, calvície e obesidade.

22) Porque têm uma coragem sobrenatural quando se deparam com insetos grotescos.

23) Porque jamais mentem a idade que têm.

24) Porque, apesar de tudo que falam, não vivem sem mulher.

25) Porque quando dizemos “eu te amo” eles sempre pedem que expliquemos “exatamente como?”.

Oi?

por em 3/02/2009 às 15:30


Acabou. As férias teoricamente terminaram. Teoricamente porque vou sair do meu emprego e me tornar uma desempregada assumida. Isso me faz estar em férias forçadas e prolongadas. Após o abandono deste blog, retornamos a nossa programação normal.

Obrigada a todos os e-mails e comentários, vou ler tudo agora!

Já volto!

Feliz 2009

por em 1/01/2009 às 13:44

Se esse negócio de que o ano vai depender das coisas feitas na virada for sério, vou parando por aqui. Éééé. Tudo errado. Tá bom, nem tudo. Os momentos que antecederam a virada e os logo após dela foram foda. Estou com visitas paulistas em casa. Duas paulistas lindas e mega-simpáticas. Adoro mostrar Curitiba para quem não conhece. Andei tanto ontem que to com um corte no pé da bota. Fomos até Quatro Barras na divina casa do canha e lá tudo foi espetacular. Cerveja, novos amigos, churrascos e uma retrospectiva maldita na minha cabeça dos últimos anos. De 2007/2008 tinha me separado do cafajeste e estava morena. De 2006/2007 estava em uma Rave na praia mais loca que o bozo. De 2005/2006 estava com o grande amor da minha vida. E assim por diante, e ontem eu simplesmente estava perdida.

Jurei que iria parar de fumar e no entanto, fumei. Jurei que iria parar de beber e no entanto, bebi. Mas, nada de comas alcólicos. Depois de comer nosso churrasco, com arroz a grega, lentinha e maionese, nos demos conta que era quase meia-noite. Pro diabo com os fogos, sabe. Fomos pra beira da piscina e não me lembro qual era a música da virada, mas sei que o pai do canha tem um bom gosto do caralho. Someday I am wasting no more time. Lindo.

Mas é claro que rolou o momento loser. Mencionei que quase todos meus amigos amados que eu adoro estão longe para caralho daqui? Pois é. Com exceção da Talita, linda, não consegui contato com ninguém. Todos estavam em uma festa VIP na praia.

Mas deixemos o ano que passou para trás e falemos sobre este primeiro e ensolarado dia de 2009. Damnit. Minha terceira frustrada meta deste novo ano é ser menos nerds. Tentei fugir, mas parece que é a minha sina mesmo. Vou lá ouvir Weezer. Feliz Ano Novo!

Momento Ohn [3]

por em 30/12/2008 às 16:02

A Naty do Consideração Final me ligou agora para me dizer que passou na Federal de Recife.
Nerds é foda. Disse ela: “Posta no meu blog que eu passei?”

HAHAHAHAHA

Parabéns moça!

;*

Momento Ohn [2]

por em 30/12/2008 às 15:06

Meu ilustre leitor gaúcho me mandou este header. Preciso dizer que amei? Preciso dizer? Ahm, ahm? Diz ele:

—–

De: Gaúcho
Enviada: terça-feira, 30 de dezembro de 2008 11:33:51
Para:
curitibanagrossa@hotmail.com

Queridissima loiraça belzebú Kátia Flávia

Pensei desde o teu aniversário em algo para acrescentar no seu blog e resolvi te mandar esse novo banner pro seu blog, eu acho que é mais a sua cara. Sei que você vai mudar o visu do blog em algumas semanas, mas fica ai meu presente. Preciso te confessar que leio você diariamente. Minha mulher até ficou com cíumes um tempo, mas agora ela também te lê. Você já faz parte da nossa familia e quando vier ao Rio Grande do Sul, por favor nos avise. Feliz 2009 cheio de loucuras na sua agitada vida.

Beijos dos fãs nº 1

Gaúcho e Mizinha

—–
Ah, gente… assim eu choro!

Déjà vu.

por em 29/12/2008 às 16:16

Segundo o Wikipédia, déjà vu é uma reação psicológica, para tornar um local mais acolhedor, fazendo com que sejam transmitidas idéias de que já se teve naquele lugar antes, já se viu aquelas pessoas, etc. O termo é uma expressão da França que significa, literalmente, já visto. É uma expressão também muito utilizada pela crítica artística, seja ela literária, cinematográfica, teatral ou musical, no sentido de que o objeto da crítica não trouxe nada de novo, nenhuma originalidade ao mundo artístico.

No meu caso, ontem, o déjà vu foi encontrar dois amigos desde o começo deste blog. Começo que eu digo tipo… 2000. Quase uma década atrás. Quando eu era insana e escrevia insanamente coisas completamente sem noção. Tipo: “vou me matar hoje”. O Léo (Vyper) era quem me ajudava com as minhas crises de templates, mexer no html e raramente postar aqui. Lembrando ontem em nossa conversa regada a cerveja e vinho que foi por causa dele que fui no Empório. Ele é o tipo do cara que eu tenho um carinho do caralho, é… amo você Vyper. “~@:”


Eu não sei porque a cara de assustada.

Do outro lado da mesa, Natyloka, Consideração Final, uma amiga para sempre. Aquela que posso contar coisas de qualquer gravidade. Amo você também Naty, parceira de pegas de antigamente (a gente tinha o costume de pegar sempre os mesmos caras), parceira de gole, de cantoria no Empório. Você vai embora amanhã, mas fará uma puta falta pra mim.


Tipo mana!

Enfim, delícia de Déjà Vu.

Velho bêbado

por em 26/12/2008 às 10:41

Eu mereço. Meu computador tá fazendo mais barulho que uma britadeira no cimento. Quase compete com uma turbina de avião. Deve ser pra eu aprender a deixar de ser nerd. Depois de varrer o chão e ficar sem absolutamente nada para fazer, peguei a biografia do Bukowski que estou devorando e me deu uma puta vontade de ver Barfly, filme baseado em um livro, e conseqüentemente, na vida dele. Meus amigos mais experientes falam muito neste filme. Essa é uma das histórias em que Jane Cooney Baker, o grande amor da vida de Bukowski, aparece. Jane é uma personagem recorrente, seja como Laura, Betty ou Wanda. Essa última é do Barfly. Jane bebia mais do que Bukowski, era meio louca e segundo ele, “tinha um tipo de sensibilidade estranha e louca de quem sabia algo demais, e esse algo era que a maioria dos seres humanos não vale merda nenhuma. Eu sentia isso e ela também“. Grande garota. Ela quebrava copos na cara de quem não simpatizava e saía por aí trepando com pessoas, isso lá pelos anos 50. Imagina o escândalo. Agora eu quero muito ver o filme.

Ah, e não é que eu achei um doido que é fã do Bukowski e tem o filme? Vamos fazer um grupo de estudo, quem sabe…

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Parte 9

Parte 10

Parte 11

Feliz Natal!

por em 24/12/2008 às 12:24

PUTA QUE PARIU. PUTA. QUE. PARIU. Não, meu. Acabei de ganhar o dia. Papai vai me dar um carro zero. Caralho. Caralho. Estou chocada. Vou vomitar. Ainda mais agora que sou bulêmica assumida. Ainda por cima tem a partezinha que o bofe cafajeste veio para Curitiba passar as festas de fim de ano com a família. Ohn. E ligou ontem para a gente matar as saudades. Ohn. Nem fui. A Nathalia do Consideração Final está aqui em casa. EeeEEEeeeEEE. Ela vai fazer parte do DRINKS yes CEIA no.

Meu amigo me deu um colar com as inscrições VKF. Surreal. Mas veja, VKF é um nome legal pra caralho. Ainda mais que era patrocinado pelo filho do maior traficante de Curitiba. Wow. É.

Estou mais chocada ainda. Ganhei uma coluna para uma revista de música. E estou sem idéia do escrever. Algo tipo… “o que fazer se você quer dar para um rockstar?”. Aparentemente é tudo sério. Estou realmente chocada. Hmmmpf. Tá, confesso que ri. Eu queria me livrar da Kátia Flávia, mas quase todo mundo gosta dela. Ela se mexe dentro de mim. Ela se revira. Ela me dá socos no estômago. Estou com vontade de estrangular. Ela não me deixa em paz, amigos. Ela quer sangue. THAT’S ME, BABES.

Acabei de ver na MTV que Julian Casablancas é filho de John Casablancas. Julian Lennon é filho de John Lennon. Julian-John. Certo. Leite condesado demais faz mal. Beber sem comer faz mal. Sardinha fede. E faz mal. Preciso arrumar um marido para a minha cachorra.

Crianças, se vocês decidirem tentar meu drink de natal, não usem copos roubados de one pint (mais ou menos meio litro). Faz mal, muito mal e dá enjôos e não é legal, especialmente se a “comida” da sua casa de resume em miojo diet. Sério. Mas se tentarem, sejam machos e bebam até o fim. É. Sem mariquice.

Então estamos aqui, eu, Naty, meus irmãos, meu drink de natal (que seria bem melhor se eu tivesse achado licor de cereja) e o cd dos Strokes na terceira volta. Simplesmente tudo que eu podia pedir a Deus. Até porque não adianta pedir muita coisa porque ele regula. Não sei se gostaria de estar em qualquer outro lugar do mundo agora. Hm, tem um lugar que eu gostaria de estar. Mas ainda não rola, então eu espero.

Meu raciocínio aderiu ao feriado. Oh yeah.

Ho. Ho. Ho.

Feliz natal. Chanuká. Whatever.

Post da Maria

por em 23/12/2008 às 17:54

Estava visitando os blogs e parei no da Maria. Quando vi, tinha feito quase um post sobre o que aconteceu no ano novo e resolvi reproduzir aqui.

O ano novo incentiva aos preguiçosos (como eu) a levantar as bundas obesas e se mexer. Eu tenho um pouco de esperança sobre o começo do ano. Odeio final do ano, choro. Me sinto uma merda por não ter feito as realizações que sempre almejo no começo do ano. Mas eu sinto que algo em mim mudou e que esse ano realmente vai ser diferente. Esse final de ano eu estou acreditando em mim. Ontem, mandei o grande amor da minha vida (que eu achava que era) para a puta que o pariu após 10 anos de fanfarrices e frustrações. Você não tem idéia de como eu estou me sentindo bem com isso. Hoje pedi as contas do jornal onde eu trabalho porque eles estão me devendo 10 mil reais. Vou começar o ano desempregada, porém liberta. Esse ano, eu mandei pras trévas as pessoas que me faziam mal e eu também aprendi a falar “não”. Fiz várias coisas que eu quis sempre fazer, saí sozinha pra balada, fui embora na hora que eu quis, beijei, cortei, transei, regulei, comprei, gastei e principalmente quitei minhas dívidas. Engordei e emagreci e engordei. Essa será uma sina para toda a minha vida. Larguei as substâncias psicotrópicas. Reduzi em quase 100% o consumo de coisas ilícitas. Bebi demais. Fiz muito fiasco. Também me interessei menos pela vida alheia. Espero que esse ano eu arrume dois empregos, talvez diminua a bebida, more sozinha, arranje alguém para chamar de meu de verdade.

Quero um emprego.
:\