Booger Network

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Booger Network é uma compilação de blogs dispostos em diversas categorias. Estamos em fase de expansão e em breve teremos mais blogs e diferentes categorias.

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.: Malvadas :. » Contos e Textos

Garota Interrompida

por em 10/12/2013 às 13:19

O abuso sexual, um tabu que causa não só traumas, mas prazer e culpa

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Sofia* tinha 6 anos quando descobriu a sexualidade – pelo menos, na prática. Estava com o primo de 17, na casa da avó, quando ele começou a tocar regiões do seu corpo em que só sua mãe encostava, durante o banho. A menina não sabia que aquele tipo de carinho, nessas circunstâncias, não era natural entre adultos e crianças, embora aconteça em muitas outras famílias. E, nas primeiras vezes que Marcos* se esfregou nas coxas dela até ejacular, tocou seu clitóris ou mandou que ela fizesse sexo oral nele, Sofia ficava paralisada pelo medo da situação desconhecida. A confusão aumentou quando sentiu que os estímulos geravam uma sensação prazerosa – porém involuntária –, causada pelas terminações nervosas que se concentram nas zonas erógenas do corpo. Como qualquer criança, ela descobriria isso interagindo com amiguinhos da mesma idade e tocando o próprio corpo. Mas não deu tempo.

A menina passou oito anos se submetendo aos desejos eróticos do rapaz. Ele, então, pedia a ela que não contasse a ninguém o que faziam, senão os pais dela sentiriam vergonha. De fato, nenhum familiar, mesmo morando todos no mesmo sítio, parecia desconfiar. Nem quando ela completou 14 anos e Marcos a iniciou no sexo com penetração.

Mas por que, afinal, uma menina não diz “não” ao passar por isso? “É difícil dizer ‘chega’, pois a nossa sociedade é caracterizada pela submissão da criança ao adulto”, explica a psicóloga Karen Michel Esber, que escreveu o livro Autores de Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Sofia, hoje com 33 anos, confirma o que diz a especialista. “Ele se fazia de ‘o primo mais legal’ e criei certa dependência da relação.

Por isso, me sentia culpada. Como podia gostar do cara que fazia aquilo comigo?”, questionava ela. Embora nunca tenha sido pega à força, Sofia arriscava dizer “não quero”. Mas o garoto respondia que ia ser rápido e partia pra cima. “A mulher tem tendência a resistir, resistir até que cede. Quando a relação é saudável, o homem a corteja até ela se entregar por amor. No caso de abuso, ela entrega os pontos”, resume o psicanalista Oscar Cesarotto, da PUC-SP. Ele conta que suas pacientes que sofreram abuso sexual** só depois foram descobrir que as questões que as levaram a procurar seu consultório – dificuldade de se relacionar com filhos ou marido, ou travas sexuais – estavam associadas aos traumas da infância.

A constatação acima é comum a todos os médicos e psicólogos ouvidos pela Tpm. Os especialistas também concordam que casos de abuso acontecem com igual frequência em todas as classes sociais, embora percebam que nas mais altas o comum é abafá-los. Porém, quando o silêncio é rompido, elas costumam lidar melhor com a questão. “As mais pobres têm preocupações básicas de sobrevivência”, observa o psicólogo Julio Peres, autor de Trauma e Superação – O Que a Psicologia, a Neurociência e a Espiritualidade Ensinam. Por exemplo, se o salário vai dar para pagar as contas. “Já as que têm estudo, condições financeiras, enfim, mais possibilidade de refletir sobre si mesmas, assimilam melhor a experiência”, conclui.

Apesar das variáveis, ninguém que passe por isso está privado de conhecer, precocemente e de uma só vez, sensações tão paradoxais quanto prazer, culpa e solidão. “A criança sente dificuldade em saber que aquilo é errado. Geralmente, o abusador é alguém em quem confia, que muitas vezes dá doces ou um dinheirinho para conquistar o silêncio”, esclarece Daniela Pedroso, psicóloga e mestre em saúde materno-infantil. Ela trabalha há 12 anos no Núcleo de Atenção Integral a Mulheres em Situação de Violência Sexual do hospital paulistano Pérola Byington. Lá, todos os dias são atendidos entre 15 e 18 casos de violência sexual, sendo a metade deles com crianças. Mas estima-se que as 21 mil denúncias que o hospital recebeu em 16 anos representem apenas 10% do que acontece na realidade.

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Diga não ao sutiã

por em 2/12/2013 às 12:58

no-bra-44“De acordo com um estudo feito na França, está na hora das mulheres queimarem os sutiãs de novo, só que dessa vez podem jogá-los fora.

Isto porque, segundo o estudo conduzido durante 15 anos, usar sutiã não previne e pode ainda aumentar a queda dos seios.

“Os nossos primeiros resultados confirmam a hipótese de que o sutiã é uma necessidade falsa” afirmou o diretor da pesquisa, Jean-Denis Rouillon.

Jean-Denis chegou a esse resultado depois de medir os seios de 330 voluntários, entre as idades de 18 e 35 anos. Surpreendentemente, as mulheres que não usaram sutiãs tiveram uma queda de apenas 7 mm e registraram também peitos mais firmes.

Outra conclusão do estudo afirma que não há nenhuma evidência de que a peça íntima também previne problemas na coluna.

Além disso, os pesquisadores acreditam que os sutiãs atrapalham a formação de tecido mamário e, como consequência, a detetriorização dos músculos.

Daqui

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Sobre a não importância de casar

por em 26/11/2013 às 13:03

2012-o-ano-dos-casamentos-vestidos-de-noiva-festa-comemoração-ano-novo-2Ouvi dizer: agora, eu sou casado, sou um rapaz sério. Numa outra conversa, vi uma pequena encher a boca para falar: eu parei com essa vida de rua, agora, eu casei. Aos padres, pastores e juízes, sinto lhes dizer: casamento não importa nada. O casamento, aquela festa bonita e cara, chata – vez em quando – não importa nada. As roupas chiques, os cabelos penteados, os sobrinhos perfumados não importam nada. Os bolos com quatorze andares, os docinhos engordativos e o teu tio bêbado no meio da pista de dança, também, não importam nada – tudo bem, que teu tio bêbado vale umas risadas e risadas importam.

Mas fora o luxo e as fotografias espontaneamente falsas, o casamento – aquele evento – é mero detalhe. Casamento começa na primeira entrelaçada de mãos quando o casal mal sabia que o outro odeia chocolate quente com açúcar e que o um sofre até hoje com a morte de seu primeiro cachorro chamado Muggy. Ou naquele primeiro beijo que fulaninho não fazia ideia de que fulaninha goza quando ele mete mais rápido.

Casamento é a comemoração do amor. E o amor, meus caros, é cotidiano.

Cansei de ver cerimônias com noivos repetindo frases de outrem, sem sal, sem amor, sem quentura de uma declaração bonita. O brilho, perdido nas luzes espalhadas pelo altar e pelas joias expostas, tem que estar nos olhos do casal, nas mãos trêmulas e nas palavras sinceras (até as repetidas).

Casamento é união das pessoas. É a celebração de uma relação e, não a salvação dela. O compromisso (que possui nome estranho, mas vale muito mais do que casamento) é o que importa nisso tudo. E quando você pede um beijo, um colo, uns meses, umas décadas e uns filhos para alguém, você está a pedindo em casamento.

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Aplicativo Lulu e as Lulu(náticas)

por em 25/11/2013 às 14:30

Acordei dia desses e o assunto do dia era um tal de Lulu. Ignorei as dezenas de publicações e segui a minha vida (afinal as contas não se pagam sozinhas, não é?). No dia seguinte foi a mesma coisa: Lulu, Lulu, Lulu… “Mas que diabos é esse Lulu?”.

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Baixei.

Sorte a minha não ter almoçado ainda, pois com certeza eu teria vomitado.

Para os que ainda não sabem, o Lulu é um aplicativo onde as mulheres dão notas e adicionam hashtags anonimamente para os homens. Vi de tudo lá: desde grandes amigos meus lá, sendo julgados como “não faz nem cócegas”, até caras que eu realmente não conheço que entravam na categoria “carro do ano”. Hashtags infinitas que eu sinceramente não vou lembrar e não faço a mínima questão do mesmo.

Minha sensação foi de tristeza. Onde estamos indo com tudo isso? Desde quando as relações humanas se tornaram uma questão de escolha por nota, tamanho de pau ou seja lá o que for? Olha, eu já saí com caras que não tinham um puto no bolso e me diverti como nunca. Já saí com cara que tinha carro do ano, casa na praia, apartamento próprio e uma conta bancária recheada. E ele foi um grande babaca. Já saí com cara de pau grande e adivinha? Não dava conta do recado. Já saí com caras de pau pequeno e gozei como ninguém. Não dá para simplesmente categorizar um relacionamento baseado no que você viveu com fulano e sabem o motivo?

Cada indivíduo é diferente um do outro. Nós funcionamos de maneira diferente com diferentes pessoas.

Mais alguns pontos:

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Não aguento mais ser gorda

por em 21/11/2013 às 13:12

tumblr_luzrtagcJS1qezus0o1_500“Oi linda, espero que responda esse e-mail.

Meu nome é Sheila, tenho 36 anos, sou casada e sem filhos (apesar de querer muito). Há tempos tento (na verdade só penso… rs) perder o excesso de peso que me deixa tão triste, cheguei a fazer um blog com o foco nisso. O nome era “Agora já é passado”, mas abandonei, parei de escrever.

Queria suas dicas pois preciso muito, ando deprimidíssima e o peso tá agora mais que nunca me deixando louca!

Beijos flor”

Querida, passei por isso toda a minha vida, mesmo quando era magra. Antes da puberdade eu sofria por ser “grande”: eu era magérrima, despeitada e nem tinha quadril ou bunda grande, era um fiapo e me achava gorda e ridícula porque as minhas coleguinhas eram mignon. Depois fui gordinha minha adolescência toda até que entrei em forma com uns 18 anos, antes de entrar na faculdade. Na faculdade engordei 40 quilos.

Minha mãe me cobrava emagrecimento, que eu estava largada, que não me cuidava. “Como que tu deixou chegar nesse ponto?” ela chorava. Percebi que não adiantava entrar em desespero por ser gorda ou querer o corpo de outra pessoa. Foi muito sofrido, mas percebi que só conseguiria mudar meu corpo como eu queria se eu aceitasse e amasse esse corpo, ao invés de rejeitá-lo.

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Vítimas do pornô vingativo

por em 19/11/2013 às 8:44

“Na noite de ontem, o Fantástico levou ao ar uma reportagem sobre Júlia Rebeca, uma adolescente do Piauí que cometeu suicídio depois de ter um vídeo de sexo vazado pelo Whatsapp. Ela foi encontrada morta em seu quarto, enrolada no fio da própria chapinha e a polícia ainda investiga as razões do vazamento de suas imagens na internet. A reportagem também mostrou outros casos de vítimas do “caiu na net”, como o de Fran, a goiana que teve sua vida arrasada pelo ex – mais um dos “pornôs de vingança” – e que a gente já mostrou aqui.

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Hoje, outra história parecida aos poucos vira assunto nas redes sociais – o de Thamiris Sato, uma estudante de Letras da USP de 21 anos que se sensibilizou com a reportagem e resolveu contar para todo mundo (com prints e tudo) que está, neste exato momento, sofrendo com o pornô de vingança.

Thamiris (à esquerda, na foto do destaque) contou em seu próprio Facebook (que até a publicação deste post já tem cerca de 1.500 compartilhamentos) que seu ex não só espalhou pela internet fotos onde ela aparece nua, como fez inúmeras ameaças à sua integridade física. Incluindo enviar mensagens deste tipo:

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Assim que começou a receber estas ameaças, Thamiris fez um B.O. na Delegacia da Mulher e a partir daí viu o boom das suas fotos nuas acontecer no Facebook. Seu ex trabalhou duro na divulgação online, criando diversos perfis fakes e hackeando o email de Thamiris para conseguir spamear melhor. Ela chegou a acionar a família do rapaz, que o defendeu e ainda botou a culpa nela.
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Amar é para os corajosos

por em 11/11/2013 às 15:03

424563_200471713391925_178917785547318_281072_1692435926_nComeço de semana. A chuva escorre lenta e implacável pela janela do décimo segundo andar de um dos milhares de prédios que fazem dessa São Paulo uma verdadeira selva de pedras. As buzinas lá de fora ressoam aqui dentro, enquanto um coração bate que não cabe nesse apartamento. Ouço Dominguinhos se lamentando, num forró triste de tanta saudade – eu só quero um amor que acabe o meu sofrer. Um xodó pra mim, do meu jeito, assim, que alegre o meu viver. E quem não quer, brother?

Do monge ao executivo, do diabo ao dono do céu, do rei do camarote ao mendigo da Praça da Sé. Todo mundo quer pão de queijo com chocolate quente em dia frio, cervejinha com mandioca frita em dia quente e um colo carinhoso pra deitar – independente da temperatura que faça lá fora. Acompanhamento? Sexo com intimidade, parceria nos caminhos da vida e um pouco de pimenta, que é pra servir como veneno antimonotonia. Porque bobo ninguém é – a gente sempre quer do bom e do melhor. Mas será que a gente está disposto a pagar o preço que esse banquete vale?

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Pau na mesa, pra quê?

por em 3/11/2013 às 11:00

O mundo do trabalho foi desenhado pelos homens. Pelo número de reclamações, não tem funcionado bem. Como as mulheres, que ganham cada vez mais espaço nas empresas, podem mudar essa situação?

mulher-1O censo de 2010 poderia vir com um tapinha nas costas das mulheres. Elas têm a maioria dos diplomas de 15 dos 20 cursos universitários mais populares do país, incluindo medicina e administração. Também têm mais pós-graduação, segundo pesquisa da agência de contratação Catho. Só que, apesar da melhor formação, seguem empacando em cargos mais baixos e ganhando menos que irmãos e maridos.

A situação já era assim em 2000, quando o censo anterior foi divulgado. A novidade é, justamente, que pouco mudou desde então. Em 2012, a consultoria de contratações Michael Page mapeou os salários, em cargos de gestão, maiores que R$ 8 mil no Brasil. Constatou que 72% caem na conta bancária dos homens. Que o mercado é sexista, a maioria dos especialistas já reconhece. Mas uma nova corrente de pensamento diz também que falta às mulheres ambição e, principalmente, saber negociar carreiras que se encaixem em suas vidas.

É o que defende a diretora de operações do Facebook, a americana Sheryl Sandberg, no livro Faça acontecer (Companhia das Letras), que chega este mês às livrarias brasileiras. Sheryl diz que, ainda muito jovens, as mulheres fazem escolhas de carreira que beiram o autoboicote. “Por exemplo, quando são advogadas em um escritório e pensam: ‘Não sei se devo me tornar uma sócia, porque vou querer ter filhos um dia’.” Fazer escolhas precipitadas, diz ela, é o pior caminho. “Se voltar a trabalhar depois de ter filhos for opcional, você só vai fazê-lo se o trabalho for atraente. Mas, se anos antes você parou de se desafiar, a essa altura já vai estar entediada.

Ela admite que as mulheres não cavam o próprio buraco por burrice. Estão, na maioria das vezes, prevendo a sobrecarga causada por trabalho, casa e filhos. Sheryl chama a atenção para o fato de as americanas empregadas em tempo integral fazerem o dobro de trabalho doméstico que seus maridos. Mas, no Brasil, o número é pior: fazem quase três vezes mais que os companheiros (26,6 horas semanais contra 10,5 deles), segundo a Organização Internacional do Trabalho.

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Esteticamente Correto

por em 1/11/2013 às 11:00

wyatt mills3A pobreza da experiência cultural contemporânea agrega dois grupos pseudopolíticos: os “politicamente corretos”, que Nietzsche, no século 19, chamaria de “sacerdotes da moral”, e seus críticos, sempre autoelogiados como “politicamente incorretos”, que seriam hoje “sacerdotes do imoral”, servos daquela moral, só que sob o disfarce da inversão. O “sadismozinho” diário dos antipolíticos politicamente incorretos esconde o desejo de uma crueldade socialmente inviável.

A maldadezinha do cotidiano faz mal às suas vítimas, mas é autorizada ao agente, desde que ele saiba manter as aparências de que tem toda a razão e não é tão mau assim.

A manutenção das aparências como verdadeira força que mantém as condições da dominação é o que chamaremos pela expressão “esteticamente correto”. Enceguecidos pela cultura do espetáculo, não vemos justamente o “evidente”. O velho parecendo novo, o mau parecendo bom, o sujo parecendo limpo, o feio parecendo belo. A correção estética é a expressão da racionalidade técnica da dominação. Exemplos abundam, dos modos de vestir às academias de ginástica.

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A mulher ao seu lado é o sonho de outrem

por em 27/10/2013 às 17:25

mulheresMulheres gostam de verdades. Mas não acreditarão fielmente de que seu celular estava sem bateria, de que seus amigos gostam dela ou de que sua ex-namorada não significa mais nada para você. Mulheres gostam de maquiagens sutis e cabelos bem lisos. Mulheres têm olhos angelicais e diabólicos. Ambos funcionarão com você. Ambos te levarão ao céu ou ao inferno. Mulheres são péssimas motoristas. Mas são ótimas condutoras.

Mulheres que não bebem são boas. Já as que bebem são ótimas. Mulher anda como quem desfila. Como quem grita por aí tua tendência a ser miss quarteirão de todos os anos. Melhor do que perfume caro é cheiro de banho tomado. E, também, o cheiro da pele suada que empresta sua essência às camisolas mais leves. Melhor do que vestidos da moda são as nossas blusas sociais sortudas. Aquelas que por algum motivo foram esquecidas na segunda gaveta e agora faz parte do cabide principal feminino.

Melhor do que cabelos alisados é rabo de cavalo ou fios inteiramente despenteados. Mulher deve dormir encolhida e acordar quase me expulsando da cama. Mulheres que xingam são mais atraentes. Mas não xingue como um ser depravado. Mulher tem que ter pudor para saber como não tê-lo nas horas certas. Mulher não precisa saber cozinhar. Mas cabem algumas tentativas frustradas.

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Mulheres são proibidas de dirigir e protestam

por em 22/10/2013 às 23:00

Achei o vídeo apenas em inglês, então abaixo segue a transcrição livre que fizemos da reportagem:

Ativistas da Arábia Saudita postaram na internet fotos e filmagens delas dirigindo e desafiando a proibição de de mulheres não poderiam dirigir. Isso aconteceu dois dias depois dos membros do Conselho Shoura pedirem o fim desta proibição.

De acordo com as ativistas, a publicação de vídeos e fotografias foi a primeira etapa de uma campanha que visa mudar esta atitude. Na segunda etapa, mulheres com habilitações internacionais serão convidadas a irem para atrás do volante em sinal de protesto (marcado para 26 de outubro).

Quem apoia a proibição (incluindo membros poderosos do Clero da Arábia Saudita) diz que se for permitido que as mulheres dirijam irá ameaçar a moral pública. Já os oponentes, dizem que esta proibição “força” as famílias a contratarem motoristas particulares, o que é caro, dificultando que elas trabalhem ou executem suas atividades básicas diárias.

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Deixem as virilhas em paz!

por em 18/10/2013 às 22:34

depilação femininaTirando aqueles momentos em que as meninas vão juntas ao banheiro fazer xixi de aviãozinho segurando a porta aberta, ou aqueles em que a gente troca de roupa todo mundo junta sem vergonha nem calcinha, foram poucas as vezes em que vi outras periquitas que não a minha.

Pode-se dizer, portanto, que não sou uma profunda conhecedora do assunto, mas, como já são 30 anos cuidando, embelezando e zelando pelo modelo que carrego comigo, sinto que já posso fazer uma avaliação e um pedido: parem de padronizar as xoxotas. Por favorzinho com queijo em cima.

Não era muito mais legal quando cada uma tinha seu corte de cabelo personalizado, por exemplo? Ok, é quase sempre com cachinhos, mas podia ser chanel, moicano ou com costeletas que ninguém implicaria. Hoje, coitadas, elas só podem ser joãozinho (com aquela faixa retangular bem estreitinha tipo bigode) senão correm o risco de sofrer bullying e serem chamadas de matagal, que nem aconteceu com a pobre da moça da Playboy.

Fora que retângulo por quê? Se, anatomicamente, o negócio tá mais pra quadrado e até triângulo? Então, se é pra ser esquizofrênico, por que ninguém faz uma bola, por exemplo? Pelo menos combina com o formato do umbigo, que tá logo ali em cima.

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Fica comigo, cara! (2)

por em 17/10/2013 às 15:30

“Mulher é burra. Todas. Sentimentalmente burras.”

casal-tumblrFoi inspirada no post aqui do Malvadas que me pus a pensar: Nada mais verdadeiro.

Se o homem pensa com a cabeça de baixo, nós pensamos com a cabeça do lado esquerdo do peito. Aquela merda de músculo que rege todas as nossas decisões. Quase que constantemente equivocadas. Pois o cupido, aquele filho da puta, quando mira suas flechas em nós coloca uma dose extra de mel, açúcar e leite condensado. Então, é com a mente enebriada pela overdose de glicose que nos apaixonamos.

Consequentemente viramos e fazemos de tudo para que nosso objeto de desejo perceba o que você já entendeu faz tempo: és a mulher de sua vida. Simplesmente ele é a tampa de sua panela, a outra metade de sua laranja, yin pro seu yang. Somos o que preciso for, a amante latina, puta ou virgem, mãe e pai, amiga verdadeira, pega eventual. Não há limites para a paixão, este território que sempre acreditamos já ter explorado e que acaba se tornando terra inóspita a cada recomeço.

Então você pensa, repete, quer gritar pro mundo (ou desenhar pra ele):

– Fica comigo, cara!

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Boca suja? Limpe-a, garota!

por em 14/10/2013 às 23:57

mulher boca sujaMas que porra é essa? Uma escola católica está sob escrutínio depois de exigir que suas estudantes prometessem sob juramento que não iriam mais falar palavrões.

Na semana passada (durante uma aula), garotas do ensino médio da escola Rainha da Paz (em New Jersey) tiveram que levantar a mão direita e dizer em uníssono:

“Eu solenemente prometo não falar palavrões de qualquer espécie dentro das paredes – e propriedades-  da escola de ensino médio Rainha da Paz… que Deus me ajude “. 

Após o término da recitação em massa, cada garota recebia um broche (com lábios com uma barra vermelha atravessada) para usarem como um ‘lembrete’ da promessa.

Essa coisa toda de não-falar-palavrão-na-escola não é tão controversa, afinal, os adolescentes do mundo inteiro são conhecidos pelo hábito de ter um linguajar tão peculiar que, provavelmente, sempre acabem sendo notificados (ou detidos) por isso. Essa prática da Rainha da Paz seria até que normal, se essa exigência não se restringisse somente às mulheres. Isso mesmo, os garotos da escola não precisam fazer nenhum juramento.

A professora Lori Flynn defendeu em entrevista à ABCNews que o linguajar das garotas não estava “tão ruim assim”, mas devido as constantes ocorrências de “xingamentos sutis” encorajaram os administradores a tentarem utilizar esta política como um teste. Este experimento, segundo ainda a professora, é “um tratamento doce, inocente e especial às mulheres“. Pessoalmente, prefiro receber trufas e rosas ao invés de uma imposição . Mas esta é a minha opinião…

Por que eles não?
Além de ser “um tratamento doce, inocente e especial às mulheres” não é necessário ir muito longe para presumir que existem em questão dois pesos e duas medidas. O que está em jogo na decisão dos administradores da escola para não exigirem também dos homens a promessa de limparem a boca suja e não falarem palavrão? Isso mesmo sabendo que qualquer um que conheça – ou conviva – com um adolescente do século 21, pode atestar a sua tendência a falar muito palavrão. Garotos sempre serão garotos. E, às vezes, ser garoto inclua gritar  um “porra” quando você vai mal numa prova de matemática. Por outro lado, as pessoas acreditam que falar palavrão não é nem um pouco feminino e ser feminina é um valor antigo que deve ser retomado (e reintegrado).

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Idosos são expulsos de asilo após orgia

por em 13/10/2013 às 9:23

Um grupo de idosos foram expulsos de um asilo por fazerem orgia. Me assusta mais as pessoas ficarem chocadas com isso do que o ato em si.

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Só me vem a mente Ismael Silva:

Se você jurar que me tem amor
Eu posso me regenerar
Mas se é para fingir, mulher
A orgia assim não vou deixar…

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