Booger Network

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Booger Network é uma compilação de blogs dispostos em diversas categorias. Estamos em fase de expansão e em breve teremos mais blogs e diferentes categorias.

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.: Malvadas :. » Contos e Textos

Eu era humilhada pelo meu ex, mas dei a volta por cima

por em 3/04/2012 às 11:39

Tenho 24 anos e só tive dois parceiros sexuais: meu ex marido (com quem comecei a namorar com 17 anos e me casei) e meu atual (o conheci 6 meses após o divórcio). Nunca trai nenhum dos dois. Acho isso falta de caráter. O que me levou a terminar com o ex foi que ele tinha outra. Ele era um cara legal e ia do trabalho pra casa e só saia quando eu estava junto. Porém, tinha uma amante dentro da empresa. Depois entendi o porque de tantas horas extras. Achava tão esforçado o querido…

Eu fui, desde sempre, gordinha. E isso me fez acabar virando amiga dos meus interesses. Eu tinha vergonha, achava que não iam querer ficar comigo e acabei casando com o primeiro que surgiu. Maior besteira! Nunca tive neuras com sexo (mesmo sendo virgem). Lia muito sobre o assunto e me mantinha bem informada. Meu ex tinha nojo de sexo oral. Durante todo o nosso relacionamento, ele nunca sequer me levou para um motel. Quando estava próximo do fim do casamento, só transávamos se eu o procurasse. Pior, ele era horrivelmente egoísta.

Eu tinha plena certeza, depois de 5 anos ouvindo isso, de que mais ninguém no mundo iria querer ficar com uma gorda igual a mim. Então, eu fazia de tudo para agradá-lo e me anulava. Isso não funcionava.

A gota d’agua foi no aniversário dele.

Comprei um espartilho, coloquei salto alto, tirei ele de casa por uma hora e arrumei a casa sem ele saber de nada. Arrumei velas no caminho da porta até o quarto com orientações em cada uma (“tire a roupa”, “leve este gel contigo”, etc). Coloquei uma mesinha de centro decorada no quarto com trufas, salgados e um champanhe. Deitei na came e esperei. Ele chegou em casa, entrou, seguiu as velas, foi pro quarto e deitou na cama do meu lado… Só isso. Olhei pra ele atônita e ele disse: ‘Se quiser algo você que tem que fazer. É MEU aniversário.

Levantei, saí e chorei muito. Eu tinha feito TUDO e esperava qualquer coisa. Menos aquilo!

Menos de um mês depois nos separamos. Decidi que ficaria sozinha, mas agora de verdade e não com alguém ao meu lado.

Seis meses se passaram e conheci meu atual marido. Não acreditei quando ele pediu pra ficar comigo. Muito menos quando ele veio atrás de mim. Continuei por muito tempo sem acreditar que estava com ele e, principalmente, que ele queria estar comigo. Em apenas um ano perdi 35 quilos. Isso sem academia e sem malhação. Eu estava feliz e sem aquela ansiedade terrível que me fazia comer mesmo sem fome.

Virei outra mulher: decidida. Que via os homens olhando na rua e que era valorizada pelo homem que estava. Sempre elogiando quando me arrumava, reparando, enfim, me VENDO. Até hoje ele é assim, mesmo agora quando não me sinto tão sexy - temos uma filha de 03 meses então não estou ainda na melhor forma.

Aquele fato da noite do espartilho me marcou tanto que, em 2 anos juntos, nunca tinha conseguido fazer nada do tipo com ele. Muitas vezes planejei e cheguei a colocar a roupa, mas tirava de novo e não sabia com que cara aparecer pra ele. Não sabia o que fazer se ele risse de mim. Veja a que ponto chega e o quanto marca uma babaquice que um idiota faz.

Há duas semanas, decidi que chegava de palhaçada! Assistimos um filme brasileiro, “O Cheiro do Ralo“. Não tem nada de sexy, mas em umas cenas o cara paga pra mulher mostrar o bumbum pra ele. Então, depois do filme, fui tomar banho e depois de mim, ele. Aproveitei que ele estava no banho e criei coragem. Quando ele saiu do banho e foi pro computador trabalhar, saí do quarto e fui até a porta de onde ele estava vestindo uma mini bem mini saia jeans, uma sandália salto 12 e uma blusinha decotada, apareci na porta e disse: “tenho uma coisa pra vender pra você” em referência ao filme. Ele parou na hora, de boca aberta me olhando… Eu dei uma voltinha e ele ficou louco! Bom, a noite foi incrível.

O que eu quero passar pras meninas é que a gente não pode deixar que um idiota seja nosso referencial de homem. Que as barbaridades que eles falam, a pressão psicológica que muitos fazem, não pode grudar na nossa cabeça, porque nem todos são iguais. Meu atual marido tem defeitos sim, mas me sinto amada, cuidada, protegida e acima de tudo mulher ao lado dele.

Se alguém estiver passando por isso saiba que dói sim, mas passa, vale muito a pena mandar o idiota pra longe da vida da gente e dar lugar pra alguém legal, que às vezes aparece do nada e muda tudo…

Não sei se esta minha história serve de alguma coisa, mas hoje, aqui, me deu muita vontade de escrevê-la.

Abraços e tenham uma ótima semana!

Sandra

———–
Texto enviado por uma leitora com a ideia de ajudar as outras. Obrigada, querida! Esperamos receber mais histórias assim, de mulheres que buscaram a felicidade. Um beijo meu,
Gabe. (gabe@malvadas.org)

Malvadas, vilãs e femme fatales

por em 1/04/2012 às 19:12

Por Alex Castro

Confesso: amo as mulheres más. As rainhas malvadas, as femme fatales, as vilãs diábolicas, as bruxas perversas, todas elas.

Desde criança. Enquanto os outros meninos tinham tesão pela Batgirl ou pela Princesa Leia aos pés do Jabba (cena triste, uma mulher forte assim dominada), meu tesão eram a Madrasta Má, a Malévola, a Maligna. Xayide, a rainha malvada do filme A História sem Fim II, me excitava mais do que qualquer exemplar da Playboy.

Uma vez, bem pequeno ainda, cheguei a perguntar à minha mãe porque sempre ficava com vontade de fazer pipi quando aparecia a Mulher-Gato, aquele mulherão de dois metros de altura, durante o seriado do Batman. Não lembro a resposta, pobre da minha mãe.

Sempre preferi a gargalhada sinistra de uma vilã sarcástica a todos os doces suspiros das mocinhas mais lindas e vulneráveis.

De vez em quando, encontrava meninas dark, que se diziam bad girls e, antigamente, ficava até mezzo-interessado. Será que eram mesmo? Meninas podem ser incrivelmente perversas. Mas, como descobri a duras penas durante a adolescência, meninas dark e misteriosas raramente são sensuais e malvadas, quase sempre apenas revoltadas, complexadas e complicadas. (Para poder vestir em si mesma o arquétipo da femme fatale, uma mulher precisa ser razoavelmente segura de sua identidade, de quem é e do que quer ser.)

Além disso, o termo “bad girl” foi deturpado. Hoje em dia, heroínas como Lara Croft e Witchblade são rotuladas de bad girls só porque são fortes e decididas, só porque tomam posse de sua própria sexualidade. Não deixa de ser um sintoma do nosso machismo galopante que qualquer mulher mais forte e sexual já receba quase que automaticamente o rótulo de “bad girl”, como se essas coisas por si só já as colocassem fora do padrão de comportamento das “boas mulheres”.

Uma mulher forte e decidida é uma delícia. Uma mulher forte e decidida é tudo o que uma mulher tem que ser. Mas não são más. São heroínas, boazinhas, querem salvar o mundo. Essas não me interessam. Não na fantasia.

O que é, então, ser malvada?

Difícil de definir.

Afinal, o que é bom pra um é mau para outro. Todos fazemos pequenas crueldades no dia-a-dia. Coisas que não pensamos que são maldades, mas que são vistas como tal. A malvada, pelo contrário, seria a pessoa que pratica essas pequenas maldades conscientemente, sabendo e pensando que são maldades, e por puro prazer. Que se sabe má, que se diz má e que sente tesão em ser assim.

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Apenas aprecie

por em 30/03/2012 às 15:34

Não sei se a vida é curta (ou longa) demais para nós, mas sei que nada do que vivemos terá sentido se não tocarmos o coração das pessoas.

Não precisam de muitas coisas para isso.

Basta ser um colo que acolhe.
Um braço que envolve.
Uma palavra que conforta.
Um silêncio que respeita.
Uma alegria que contagia.
Uma lágrima que corre.
Um olhar que acaricia.
Um desejo que sacia.
Ou um amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo. Isso é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais.

Faz com que ela seja intensa, verdadeira e pura… Enquanto durar.

Sobre desilusões e perdas

por em 22/03/2012 às 21:03

Sabe-se lá porque naquele determinado dia eu fui prestar atenção em você. Pra falar a verdade, eu não queria saber de ninguém na minha vida. Pelo menos naquele momento.

Eu já havia sofrido desilusões e jurei que nunca mais cairia numa cilada. Mas aí você chegou com aquele sorriso fácil e alegria contagiante. A sua franqueza, estranhamente, me fazia bem. De certa maneira me deu força nos momentos mais tristes. Quando dei por mim já estava assim. Totalmente apaixonada por você.

Irremediavelmente embriagada pela paixão.

Não, eu não queria amar de novo. Não assim. Essa maneira doida onde perdemos o sentido das coisas sensatas e fazemos as besteiras como cegos em meio a multidão. Aconteceu, acabei me entregando e vivendo essa paixão que chegava até doer nas veias.

A sua ausência, mesmo que por pouco tempo, me causava aflição. Eu sei que pode parecer maluquice, fraqueza da minha parte, mas eu me vi sendo metade de você. Sem sua presença me tornava vazia.

E mais uma vez o destino, a vida ou seja lá o que for responsável pelo nosso futuro, arrancou você estupidamente da minha vida. Foi de uma maneira rápida. Parecia um furacão.

Assim como você veio iluminar a minha vida, sumiu, apagando a tocha que aquecia o meu coração. E mais uma vez eu chorei por amor, mas isso são águas passadas. Hoje, estou amando novamente.

Claro que foram necessárias diversas noites sem dormir, dias sem apetite, dias de beber pra esquecer e de perder a auto-estima. Passou. Depois disso descobri que a vida é muito boa e que tem gente linda nesse mundo. Resolvi cantar e aprender novas línguas. Viajei por lugares diferentes e, o mais importante, aprendi a não ter medo de amar.

Sei que posso amar e ser amada e dar e receber mil carinhos. Você me ensinou o valor de se viver doando o que temos de melhor, dividindo o que nos aflige e multiplicando o que nos alegra. Por isso eu vou ser feliz, porque sei onde quero chegar, sei onde não devo errar e sei que vou aprender mais mil coisas, mas o que eu aprendi com você já me basta para buscar o amor sempre.

Eu posso ser feliz, eu posso fazer alguém feliz e isso ninguém vai tirar de mim.

Como seria o mundo sem os homens?

por em 22/03/2012 às 10:05

Segunda-feira. 6h30 da manhã. O despertador toca e tudo o que eu quero é ficar mais um pouco ali, dormindo de conchinha com o meu… travesseiro. Existe companhia melhor? Ele se ajusta ao meu corpo. Não reclama do pé gelado. Não ronca (importantíssimo). E nem deita exalando cheiro de cerveja depois da happy hour. O alarme de novo. Tenho uma reunião às 8. Pulo da cama para não precisar aguentar o olhar de reprovação do meu chefe. Entro no cômodo mais impecável da casa desde que o Fernando se foi: o banheiro.

Tampa da privada abaixada e sem gotinhas indesejadas, nenhum apêndice filamentoso (vulgo pelo) no sabonete. Quer saber? Estou adorando essa vida sem um homem para chamar de meu. E, por falar em seres dotados de testosterona em excesso, lembro de novo do meu chefe. Ele pensa que é deus – ou tem certeza de que é. Mas, na verdade, parece um baita inseguro (ou incompetente?).

No carro, ligo o rádio. Não toca U2, Beatles ou Skank. Estranho, não ouço voz masculina. Deve ser o horário. Não me incomodo. Estou muito bem servida com Norah Jones, Diana Ross, Carla Bruni, Ivete Sangalo. Estaciono ao lado da empresa. Vou enfrentar a primeira leva de machos-alfa da semana. Antes de passar em frente a um empreendimento em construção, controlo o rebolado, fecho o decote para poupar meus ouvidos de comentários que começam com “delícia” e seguem ladeira abaixo. Nem um assoviozinho sequer. Estou no meu dia de sorte ou será um aviso de que devo arrumar um horário para a academia?

Estufo o peito e abro a porta da sala de reuniões pronta para encarar o inimigo. Nem sinal do sr. Troglodita. Definitivamente estou no meu dia de sorte. Tenho uma nova chefe. Ela mede meu corpo de cima a baixo e dispara: “Seu esmalte é o Particulière da Chanel?” Conto que fiz uma misturinha de duas marcas nacionais para conseguir a mesma cor. Ela anota os nomes para comprar também. A reunião dura duas horas (quase o dobro do habitual). Saio com a cabeça fervilhando de ideias e a receita de uma musse de chocolate in-crí-vel, testada pela assistente de marketing.

Abro o Facebook e todos os meus amigos (digo, amigos homens) desapareceram. Será que os excluí por engano? Parece coisa de maluca, mas eles simplesmente escafederam-se. No Twitter, alguém dispara: “Estão dizendo que os homens voltaram para Marte”. Ligo para minha amiga Mari e conto o absurdo. Ela diz: “Querida, da minha vida eles sumiram faz tempo! Um não manda nem SMS no dia seguinte, o outro tem vertigem ao ouvir o verbo namorar… Só encontro homem errado. Seria até bom. Assim, ninguém mais ficaria me perguntando por que ainda não casei!”

Minha vizinha de mesa, a Carolina, desabafa: “Pelo menos me poupo da cena irritante: o bonitão do Marcelo assistindo pela quinta vez o filme Velozes e Furiosos no sofá da sala enquanto dou papinha para a bebê e corro para limpar a Guigui, que está saindo das fraldas. Afinal, para que servem os homens?” Me calo. Não sou a pessoa indicada para tentar salvar o casamento da Carol, ainda mais neste momento, em que ando in love com minha vida macho-free.

Prós e contras
No barzinho, não preciso de mais de cinco segundos para ter um choque. Há mais taças de martíni por metro quadrado do que de chope. A garçonete anota o pedido. Picanha aperitivo? Não tem, senhora. Saiu do cardápio por falta de demanda. Vou ao toilette e não encontro a plaquinha de banheiro feminino. E não vejo a possibilidade de trocar olhares com um paquerador de plantão (nem o mais canalha). Isso é, no mínimo, estranho.

Carol, Mariana e eu brindamos ao mundo sem homens. E começamos uma rodada de prós e contras dessa hegemonia absoluta feminina.

O futebol deixou de ser uma paixão nacional. Contra.

Não tem mais programas de mesa-redonda na TV no fim do domingo. Pró.

Não tem mais amigo gay nem nosso cabeleireiro preferido. Contra (e protesto: por que eles se foram também???).

Acabou a ansiedade para encontrar a cara-metade. Pró.

Acabou toda e qualquer possibilidade de encontrar a cara-metade. Contra.

Não tem mais toalha molhada na cama. Pró.

Não tem mais Gerard Butler, Clive Owen, Murilo Rosa. Cooontra.

Não temos mais motivo para reclamar dos homens. Pró. Ou contra?

A Lei Maria da Penha não faz mais sentido. Pró.

Não dá mais para ter filhos. Contra.

O clima pesou. Mudamos de assunto.

Tento curtir as delícias de um mundo com menos músculos e mais toques femininos. Um vaso de flor na oficina mecânica? Não consigo ver muita graça nisso. Deve ser a TPM. Aliás, sintonia de mulher: estamos todas na TPM lá no escritório, o que torna a convivência um inferno. Uma chora, outra se descabela. Que falta faz a piada do bonitão do financeiro para quebrar o clima! A Mari também tem saudades de colocar uma minissaia e arrancar olhares interessados em vez de invejosos.

Carol sente falta dos beijos depois das brigas. Do “sim” ou “não” do Marcelo que colocavam um fim nos “talvez” dela. Sua filha, Guigui, quer saber onde está seu “prínxipe”.

Ei, dá para voltar tudo como era antes? Não me entenda mal. Continuo feliz sem os vestígios de barba na pia. Mas, tenho de admitir, o mundo ficou mais sem graça sem os homens. Como arroz sem cebola. Ela faz chorar, mas dá um tempero delicioso.

Pronto, falei.

Tentei, mas não consegui ficar indiferente. Quero de volta o tempero masculino, mesmo que às vezes ele seja indigesto (como o do meu chefe). Uma roteirista amiga minha diz que uma boa história tem antagonista, tem conflito. Desencontros e encontros. E, mesmo que não acabe em final feliz, é garantia de muitas emoções.

Por Daniela Folloni

Não te amo mais

por em 21/03/2012 às 20:12

Eu não te amo mais. Não minto simplesmente porque com sentimentos não se brincam. Nunca disse que te amava. Aliás, nunca amei. Sentimentos não começados, simplesmente, não terminam. Não, eu realmente não te amo. Amputei suas lembranças e esqueci sua voz. Nem lembro do seu rosto. Isso, se é que alguma vez lembrei do seu rosto sem olhar nos seus olhos.

Amor? Não, amor não é isso.

E eu não te amo mais porque, se amei, não fui correspondida. E amar? Ah, amar de verdade é uma via de mão dupla. Com você era uma estrada sem volta. Um retão de pista única.

Não, definitivamente, eu não te amo mais. Não amo e me sinto livre para amar quem quiser me amar. Não amo quem não me ama. E se amei simplesmente não amei ninguém. E se cheguei a pensar que amei, não te enganei. Nem me enganei.

Foi apenas um sonho, mas os sonhos terminam.

Estar solteira é um prazer ou um sacrifício?

por em 16/03/2012 às 10:35

Oi, eu sou a Lully e hoje vou falar sobre ‘estar solteira’. Essa coisa que as mulheres amam e odeiam. É muito engraçado isso porque, em geral, as pessoas pensam assim:

- Nossa! Estar solteira é um fracasso… uma derrota!

Eu discordo profundamente. É o velho ditado: “É melhor você estar sozinha do que com um babaca!”.

Tem um blog, inclusive, que se chama “Porque eu sou solteira“. É um blog bem bacana. É pequeno, mas é muito charmoso!

Eu acho que a melhor coisa de estar solteira é que, eu pelo menos, trabalho melhor. Ou estudo melhor. Porque ‘estar namorando’ implica em você pensar no namoro e às vezes ter DR, tem que discutir problemas ou então você sempre tem que sair com a pessoa. Você não pode ficar em casa trabalhando ou estudando.

Então eu acredito que estar solteira contribui muito para o desenvolvimento profissional.  A carreira e os estudos ganham um ‘plus’. Bem, pelo menos no meu caso.

Eu já conversei com vários homens e eles acham que é o oposto. Quando estão namorando, se sentem melhor no trabalho. Acho que porque eles desligam o ‘radar de mulheres’ e começam a pensar na parte profissional.

Acho que a pior coisa de estar solteira é quando bate aquela vontade de ficar juntinho, abraçadinho só… sem nada demais. Ou então ver um filme junto. Aí você está sozinho e tem que correr para a sua família ou seus amigos. Ou então com o peguete da vez…

Eu acho que cada um faz o que quer e o que acha certo, mas acredito que qualidade é melhor que quantidade. Em geral quando eu penso em ficar com uma pessoa, não é um cara bonito que eu vi na balada e, nossa, super me apaixonei. É mais um cara que eu conheci e achei que a conversa dele é legal. Ele tem que ser uma pessoa  interessante. Até porque, entre um beijo e outro, não vai ter aquele silêncio chato de quando você não tem intimidade com a pessoa. Eu acho super importante, até na hora da ficada, ter assunto para interagir.

Outra coisa muito ruim de estar solteira é você ter que aguentar uns otários achando que a gente não percebe que eles só querem sexo. Então, eles não mandam mensagens para saber como que você está e nem perguntam como foi a sua semana. Eles só falam: “Oi, vamos sair?”. Faz um mês que não nos vemos, faz um ano que a gente não se fala e você quer me chamar para sair? A gente percebe muito isso e vê que o cara não está nem aí pra gente.

Pior de tudo mesmo são aqueles caras que ligam bem  tarde. Ao invés de te ligar às 17h para vocês sairem às 21h. Ele liga às 20h. Significa que você é o plano, C, D ou E. Depois de tentar com outras garotas só faltou você.

Eu acho que estar solteira não é sinônimo de estar procurando namorado. Porque, afinal de contas, os homens podem curtir a solterice e as mulheres não? Cada um curte o que quer. Tem gente que gosta de namorar e outros preferem só ficar.

A mulher não tem que sentir culpada por estar solteira e não querer um namorado. É um pensamento muito retrógrado. Mulheres não precisam estar com alguém para garantir o futuro. Não precisa ficar na busca incessante de alguém. Quando as mulheres pensam isso, elas contribuem para que os homens tenham este tipo de pensamento.

Porque, afinal, a mulher que está solteira curtindo a vida é uma vagabunda. Ela tem que estar procurando um namorado, senão ela é uma promíscua.

Enfim, é isso que eu penso sobre estar solteira. Acho que é uma condição tão desejada quanto estar namorando. Pelo menos no meu ponto de vista.

Agora eu quero saber a opinião de vocês. Estar solteira é um prazer ou um sacrifício? É um tempo de transição ou um tempo para relaxar e curtir sem data pra acabar?

Gostou? Não esqueça de se inscrever no Canal, visitar o blog e participar da promoção que está rolando no Facebook.

Como as mulheres encaram o fim do relacionamento

por em 15/03/2012 às 13:16

Mulheres e suas complicações amorosas. Por que é tão difícil recomeçar a vida depois do término de um relacionamento? Se foi ele que deu o pé na bunda então… Aí, meu amigo, é caso pra especialista tratar.

Por mais que ele diga que não gosta mais dela, e que está com outras prioridades no momento, a bichinha se tortura e se agarra na esperança que ele mude de ideia e volte amá-la intensamente.

Nisso, ela passa horas e horas olhando para o celular esperando algum sinal de vida. Abre os contatos e fica olhando o nome do sujeito. Quando tem tempo, relê todas as mensagens que já foram trocadas. Só as boas, claro. As que não interessam foram deletadas imediatamente.

Mulher quer se sentir amada por quem quer que seja e, quase sempre, por alguém que não lhe merece. Ela põe na cabeça que o indivíduo é o único que a fará feliz. Que engano, minha amiga. A única pessoa que pode te fazer feliz é você mesma!

Por mais que seja difícil encarar a realidade a mulher sabe que no momento em que ele partiu, jamais voltaria. E quando finalmente se dá conta disso só fica o questionamento de porque se deixou iludir tanto…

A partir daí, começa a fase de aceitação em que ela começa a agir estranhamente e analisa se realmente o ama. No começo fica meio receosa e incomodada por não o amar mais, mas definitivamente sabe que precisa encontrar alguém ‘melhor’. Nesse momento, fica extremamente feliz. Lembra de todas as brigas, discussões e cíumes e se sente livre. Sente um arrependimento de ter sofrido tanto.

É contraditório (e como não seria?), mas ela fica com raiva de si mesma por acreditar que, em algum momento, não poderia ser capaz de viver sem ele. Mal sabe ela, que sem ele, ela pode fortalecer a sua força, seu desejo pelo o que quer e, porque não, amar intensamente.

Num último ato, a mulher não se importa mais. Ela só quer que ele viva a sua vida da maneira que achar melhor. Ele a segurou, mas não por muito tempo. Ou por tempo demais, não se pode saber. A torturou, mas não para sempre. Ela voltou a sorrir e finalmente está livre.

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Dedicado a todas as leitoras que já passaram por isso!

O Péssimo Hábito

por em 14/03/2012 às 11:33

Eu tenho alguns hábitos terríveis. Incluindo, mas não limitado, twittar excessivamente, enrolar o cabelo com os dedos e sapatear em público. Eles não costumam interferir na minha vida.

Trabalho em uma agência de publicidade e faz parte da minha função ser “especialista em conteúdo interativo”. Isso se resume a “tweetar muito bem”, de modo que o hábito realmente me ajudou.

Enrolar meu cabelo só é chato porque perco muito cabelo, mas e a coisa do sapateado? Este show involuntário e privado da Broadway em que eu acho que estou o tempo todo? Isso pode ficar complicado. Especialmente quando você está no corredor de frutas e a mãe de algum ex-namorado está perto das uvas.

Arrasto os pés quando ecoa uma voz de mulher:

- Stephanie?

E é aí que o sapateado interfere na minha vida.

- Stephanie?ela pergunta novamente.

Nisso eu percebo que estou chutando alto e segurando um saco de abacates. Paro imediatamente e finjo que tudo é totalmente normal.

É uma merda, né? Eu pareço louca quando na realidade poderia ter sido considerada a única normal quando namorava com o filho dela há alguns anos durante o segundo ano da faculdade.

A história é a seguinte: Jacob me largou para que ele pudesse, em troca,  se jogar no ácido. Eu quase não falei mais com ele desde o fato porque esse não é o meu negócio.

Ele até me explicou seu ‘plano de jogo’  enquanto tomávamos um sorvete medíocre que eu fiquei desejando que fosse iogurte:

- Então, tipo… – ele riu um pouco com seus olhos vermelhos. Olhava pra trás e pude presumir que ele estava dando uma de Seth Rogan.

- Tipo, eu não sei. Eu me sinto melhor quando não estou sendo eu mesmo e eu tenho uma razão para não ser eu.

Eu calmamente expliquei que ele parecia estar deprimido e talvez precisasse de ajuda. Ele então, loucamente, me explicou que se eu não suportasse seus novos hábitos por optar “levar uma vida chata igual a de uma ovelha“, eu não tinha que ficar com ele.

Então esta ovelha adorável foi embora, mas antes que eu fizesse, Jacob disse para mim.

- Se quise me mandar e-mails ou qualquer coisa… ainda podemos ser amigos no Facebook.

Foi a minha vez de rir.

- Oi, Sra. Deaconeu digo, como se não estivesse dançando há dois segundos atrás.

Curiosamente a última vez que vi Jacob estava na Costco mesmo. (Eu gosto do Costco, ok? É onde toda a cultura do país se sobrepõe; Caixões E café E 3,5 kg de iogurte grego? Onde eu assino?).

Era o final de semana do 4 de julho (poucos meses depois de terminarmos) e ele parecia que tinha acabado de voltar de uma caça na seção do açougue. Sustentamos o olhar por um instante antes dele romper o silêncio com uma nervosa, alta e muito assustadora risada. Era o tipo de risada que alguém cacareja quando age como um completo idiota em uma festa e não sabe como se esconder. Mais de vinte segundos rindo daquele jeito e você automaticamente começa a chorar. Essas são as regras. Eu estava de pé, imóvel (leia-se: não sapateando) como um cervo travado nos faróis do carrinho de compras. Eu não comi por uma semana depois disso. Além do rotavírus (tradução: a dieta de celebridades divina do final de semana), a ansiedade de um coração partido era o melhor plano de alimentação que eu já tive.

- Você está ótima – diz a Sra. Deacon aludindo ao fato de eu ter perdido cerca de 40 quilos (corretamente e não de estresse) e estar com o cabelo 47 centímetros mais comprido.

- Eu gosto do seu cabelo. Esse estilo está voltando. – ela diz.

- Há uma cantora com esse cabelo. Sabe de quem estou falando? Ela está em um show? Ela atua, também, complementa.

Agradeço e ela me pergunta o que estou fazendo agora. Resumimos nossas vidas em cinco palavras ou menos:

- Eu estou bem, obrigada, e você?

Porque os nossos cinco quilos de frango congelado estão derretendo em nossos carrinhos. Ela me abraça e diz que ainda pergunta a Jacob sobre mim só para irritá-lo.

- Nós sentimos sua falta na nossa casadiz ela com um sorriso tristeeu lembro de você sapateando na nossa cozinha.

Ah, ótimo. Então eu sapateava mesmo naquela época? Eu nem me lembro disso. Eu só me lembro do email que recebi do Jacob cerca de um ano ou mais atrás: “Você era minha melhor amiga na época e eu errei. Eu não sei porque eu a afastei“, escreveu ele. ”E eu realmente senti sua falta. Precisava tratá-la melhor. Eu entendo se você não quiser ser amigos ou se você não responder a isso. ”

Eu respondi. Disse que poderíamos ser amigos. Perdoar é uma coisa boa de se fazer e, de vez em quando, ele me procura. Geralmente para pedir um favor ou para ver se eu vou a algum show. Geralmente é assim.

- Desculpe por todo o sapateado – digo debilmente.

Neste momento percebo que estou segurando o saco de abacates como se fosse um bebê. Ele só precisava de uma touquinha.

Ela dá um tapinha no meu ombro e diz:

- A propósito, se você precisar de morangos, leve-os daqui. Eles são os melhores.

- Obrigada pela dica!

Então compro os morango porque eles vão muito bem com os 50 pacotes de aveia instantânea que acabei de comprar.

Via: Hello Giggles, escrito por Stephanie Sparer

Vermes e Leōes no mesmo Ecossistema

por em 6/03/2012 às 16:44

Vem essas bocetas e paus de perucas de hoje em dia me dizer o que mulheres e homens têm de fazer… Faça-me o favor, troca o disco! Eu faço o que eu quiser e homem nenhum precisa de “10 maneiras de identificar um macho de verdade”. Que porra é essa? Um macho nasce feito, não é listinha que vai mudar isso. E mulheres são sim beleza e delicadeza e romance. Desvirtuar a ingenuidade de uma mulher, destruir o que ela guarda desde a meninice, dizendo que mulheres não agem da forma A ou B é a forma de assassinato moral mais rude que já vi.

Deixa falar de esmalte, deixa falar de maquiagem, deixa trocar segredos de beleza, deixa viver. Ah, mas você ganha dinheiro separando homens e mulheres, né? Faturando com a insegurança alheia não chega a ser quase a mesma coisa que faz a igreja da lavação do santo cérebro? Não sei não. Odeio essas porras todas. Ah, listinhas e receitinhas de bolo… Machos não ficam  lendo o que eles têm ou não tem de fazer, tão cuidando de suas fêmeas e suas crias. Macho de verdade é onde a honra de um homem se concentra.

Segurar a bolsa de uma mulher no shopping não o torna um pau mandado. É ser delicado a ponto de se oferecer a fazê-lo. Carrega, para não dar a ela esse fardo. É ser macho. Macho é delicado. Ou não carrega, vai de macho pra macho. Mas são os moleques quem dizem: “você trouxe essa bolsa, você colocou tudo isso dentro dela, então se vira para carregá-la”.

Mulher de verdade se afirma, se entende. Sabe onde pode pisar, se sente segura. Amor próprio vai muito além da academia, se vai! Amor próprio tem muito a ver com conhecer o próprio corpo, conhecer sua personalidade, seus limites, saber da individualidade de um casal e saber se descrever com apenas uma palavra:

- Mulher. (puta clichê, mas serve)

Mulher é a magia, é o dom, a forma, a cor. Mulher, se compreendida, é um nada. Mulheres não são feitas para ser decifradas, não são código. Mulher é espetáculo, é circo, é filme. É choro. Ser forte, para uma mulher, está muito além do não chorar em comédias românticas. É sustentar um filho sozinha, quando um moleque a abandona. É se ver sozinha com um filho e doar noites e dias para fazer dar certo. É aguentar parto, aguentar sangue. Aguentar salto alto, saia curta, depilações íntimas. Aguentar, em prol da própria beleza, do próprio amor, do amor alheio. Mulher é sim a beleza da forma mais pura e sublime. E a força.

O “yes, we can” se aplica a muitas mulheres. E o “Yes, we shoud“?

Mulher não é aquela ratinha que reclama do machismo, mas aquela leoa que entra em campo e faz bonito. Faz valer o seu direito, se prova, se mostra, se supera. Dá um tapa na cara da sociedade de engolir os dentes, emendando um “CHUPA“. Reclamar não muda. As feministas de antes não ficaram reclamando que “homem não precisa abrir a porta pra mim, eu sei muito bem fazer isso sozinha!”. Recadinho a você, ratinha que reclama de cavalheirismo: Ele sabe que você pode, mas não quer te dar esse trabalho.

Recadinho a você, macho que encontra uma ratinha dessas: deixe-a. Deixa a vida bater mais nessa daí, que a vida ainda bateu pouco. Você merece mais.

E macho que é macho não pisa nos direitos da mulher. Não pisa nos direitos de ninguém, de nada. Machos e mulheres (ou fêmeas, para combinar com o “macho”), são aquilo que são, sozinhos. Sem pisar e sem se deixar ser pisado.

Quer começar a reclamar de feminismo? Você pelo menos goza? Saiba, quando você reprime seu próprio prazer, reprime um direito seu. O outro está lá, revirando os olhinhos e você? Ao menos, você disse a ele como é que você gosta? Então antes de meter o dedo na cara do Macho e chamá-lo de moleque, vê se abre a boca. Reclamar, como eu disse, é tentar resolver um problema, no lazy mode. “Ah, eu me importo muito mesmo com os direitos femininos, mas sabe… deixa eu aqui cagando pelos dedos mais um tikin…” Só vence quem vai à luta. Vê desigualdade e luta por ela, e não reclama de algo que alguém disse ser verdade, que você nunca presenciou e quando vê na frente, nem sabe.

Quer lutar por igualdade? Entra num ramo onde não tem profissional mulher. Aí que eu quero ver.

Macho é admitir ser gay, subir num palco como drag queen. É a coragem superando medo. Com as mulheres idem! Muito mulher, a que se aceita gay. E aquela que vira e fala: “meu negócio é homem!” As modinhas tão tornando todas as da nova geração, bi. Bi é legal, é bonito, sou totalmente a favor. Mas vê se você consegue fazer isso num quarto, sem espectadores. Ou isso só tem um nome: exibicionismo.

Me tornando redundante de novo e mais uma vez, Homens Machos e Mulheres Fêmeas são aquilo que são, sozinhos. Não é lista e não é regra e nem esse post que muda isso. Já nasce. Há ratos e há leões, todos na mesma selva de pedra. Basta saber qual deles você nasceu sendo.

— gostou da menção ao rap nacional?

Ps.: isso não é uma afronta ao post da Gabe, sobre feminismo. Inclusive, acho qualquer tentativa de abrir os ojos da sociedade, algo muy bienvenido! (A gente nunca sabe que leitor vai encontrar, então explico pra não dar bosta)

Ontem gordinha bacana, hoje magrela esnobe

por em 1/03/2012 às 14:09

Por Dito pelo Maldito

Sabe aquela sua amiga gordinha? Do tipo presente em todo grupo saudável de amigos que muitas vezes aceitam a condição da gorda até melhor do que ela mesma. Ela tem seus grilos e todos sabem disso, claro que isso não impede a galera de soltar uma brincadeira aqui e outra ali sobre seu peso, mas tudo dentro do limite que a amizade permite, porque se algum mané de fora achar que tem a mesma liberdade, todo mundo cai de pau em cima do otário pra proteger a ‘amiga gordinha bacana’ de seu grupo.


Munida do fato de não despertar ciúmes nas namoradas dos amigos, ela transita livremente entre ambos mesmo quando estão brigados, podendo ajudar consideravelmente na reconciliação do casal. Ela é aquela que escuta os problemas de todos com a paciência de poucos, amiga pra qualquer situação, pessoa obrigatória em qualquer festa, que resolve nossas imparcialidades e mantém a galera unida. Mal dá pra acreditar que exista uma pessoa tão sensacional, se ela não fosse assim gordinha você até casava com ela… não casava?

Acontece que com a medicina moderna ela não precisa mais ser uma pessoa gorda. O que é ótimo pra sua amiga. Após uma redução de estômago ela ficará esbelta e também não precisará mais ser uma pessoa ‘bacana’. Infelizmente pra você, agora nesse novo ‘ela’ também não caberá mais ser uma pessoa ‘sua amiga’. As vezes a cirurgia é um sucesso para o corpo, mas faz um tremendo estrago na mente da pessoa. A ponto dela ficar irreconhecível.

Durante minha adolescência, Rafaela era a gordinha bacana do meu grupo de amigos. Alguém com todas as qualidades citadas acima, um exemplo de pessoa e a maior inspiração deste texto. O peso de Rafaela era algo que só incomodava a própria, nunca impediu que ela tivesse uma intensa vida amorosa por exemplo.

Já vi Rafaela deixar muito homem de coração partido. Diziam que sua boa fama se estendia até a cama, que extrapolava os limites da amizade sempre que um amigo precisava de um ‘apoio’ a mais. Tínhamos um baita orgulho da nossa amiga gordinha bacana.

Quando o SUS liberou a cirurgia de redução, Rafaela foi uma das primeiras da fila. Por conta dos exames, consultas e internações, nossa amiga teve que se ausentar do grupo por algumas semanas e só nos restou esperar ansiosos e felizes pelo seu retorno. A primeira vez que vimos a nova Rafaela foi quando ela passou em frente ao bar que tantas vezes confraternizamos juntos. Quando nos viu, fez uma cara de quem comeu e não gostou, desviou de nossa mesa e mudou de calçada sem pronunciar uma palavra sequer.

Já naquele momento percebemos que perdemos nossa amiga. Ficou claro que no hospital tiraram mais do que alguns quilos de Rafaela. Nos entregaram de volta uma amiga quebrada, sem alma. Era como se junto com o pacote de bolsa emagrecimento do governo viesse de brinde uma lobotomia e uma reconstrução de cabaço. Rafaela, depois de magrela, mudou seu circulo de amizade e passou a desfilar pela cidade como se alem de magra, também tivesse voltado a ser virgem.

Nunca mais a vi, mais há alguns anos atrás me contaram que a magrela vira e mexe está de volta a fila do SUS, só que agora para se tratar de depressão, tendencia suicida, baixo autoestima e outros problemas menos visíveis.

Já acessou o Dito pelo Maldito hoje?

Relacionamento: válido até...

por em 26/01/2012 às 10:30

* Por Mare

Pois é… Chega um momento na vida que percebemos que aquela paixão arrebatadora (que nos faz mudar de vida, tira a fome e faz querer abraçar o mundo) simplesmente acabou. E é neste momento que começam os problemas.

O que muitos não sabem é que o amor aparece depois da paixão.

Ele é sereno, sucinto e rotineiro.

E é aí que muita gente se engana acreditando que foi o amor, e não a paixão, que acabou. Simplesmente partem para outra. Se apaixonam por terceiros mesmo amando o atual. É um ciclo vicioso numa rede de mentiras. Vivem disso.

Conheço várias pessoas que afirmam: Relacionamentos têm prazo de validade. Alegam que existe a crise das duas semanas, três meses, dois anos e meio e três anos.

Eu concordo e, no meu caso, o prazo é de 1 ano. Depois desse tempo se ainda estou com o coitado é porque virou amor. E não tem jeito, começo a surtar. Porque o amor, às vezes, cansa. Ele faz você ter vontade de correr em direção contrária a do seu parceiro e, no momento seguinte, voltar para os seus braços.

E aí você se pega pensando coisas corriqueiras como, por exemplo, “no começo ele fazia a barba diariamente” ou “tínhamos mais ligação na cama”. Demora para percebermos que, na verdade, as coisas não mudaram em nada. Apenas vocês conhecem a rotina.

O erro é que, muitas vezes, toda essa serenidade acaba com o próprio amor e faz com que o prazo de validade acabe ainda mais rápido. E não há nada que psicólogos, amigos e amantes possam te ajudar. A maneira mais simples de resolver esse problema é colocar tudo em prática novamente. Começar do zero e esquecer que vocês já sabem o que o outro gosta. Aposte e vá atrás de fantasias, e possibilidades, que existiam no começo. Reconquiste. Procure no outro algo que ainda não se permitiram fazer.

Reconhecer. Reaprender. Reconquistar.

É possível. Faça a validade do seu relacionamento ser indeterminada.

Só depende de você!

Bjos,

MarE
mari@malvadas.org

Ser feliz?

por em 20/01/2012 às 13:43

Já tive, aos montes, pessoas que não compensam esquentando a cadeira ao lado do cinema, o banco do passageiro do carro e o travesseiro extra da cama.

E nem por um minuto senti meu peito aquecido.

A gente até engana os outros de que é feliz, mas por dentro a solidão só aumenta.

Estar com alguém errado é lembrar em dobro a falta que faz alguém certo.

(David Camargo)

Dragonball

por em 20/01/2012 às 10:23

Por Bruno Aichinger

Algum dia você já parou para pensar como o youtube mudou a sua vida? Sem sobra de dúvidas, você é mais um daqueles que passam o dia vendo vídeos, grande parte deles sendo “fail compilations”, ouvindo musicas ou até mesmo jogando snake (HÁ! vai me dizer que não sabia que dava para jogar snake, tsc, amadores…). Não se preocupe, vou poupá-los dessa vez. O intuito do meu texto, pode não parecer, mas é outro.

Dia desses, estava conversando com um amigo no msn e ele me passou uma música no youtube. Era de um desenho que eu costumava ver quando moleque, alguns muitos anos atrás. Era “Pegasus Fantasy”, abertura dos Cavaleiros do Zodiaco, aquela meio roqueira tocada pela banda Angra. Depois de horas de emoção ouvindo a mesma repetidamente, à nostalgia no ar, decidi procurar por outras.

Passar o dia no youtube tinha virado uma mania, meu subterfúgio da realidade.

Encontrei a abertura de Dragonball GT, outro grande desenho. Decidi pesquisar no Google e, sem nenhum esforço, consegui achar a letra. Demais.

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Quero cores

por em 10/01/2012 às 11:02

Olha, não me leve a mal. Não é nada com você, mas hoje quero me deixar levar.

Quero sair pelas ruas, dobrar todas as esquinas e encontrar vários ou apenas um.

Quero encontrar qualquer pessoa. As boas, as más, as companheiras, as infiéis, as chatas e alegres. Qualquer um.

Quero encontrar tudo, menos você.

Antes de mais nada quero deixar bem claro que o nó que levo na minha garganta não é por todas as lágrimas agonizadas de tristeza. São os gritos de alegria não permitidos.

Chegou o tempo de recomeçar e eu quero aproveitá-lo da melhor maneira possível.

Hoje eu estou aqui e não mais lá.

Hoje quero dar motivos para essa cidade continuar tão colorida, cansei de vê-la assim, tão cinza. Tudo o que eu puder colorir, farei. Antes eu precisava de você para alegrar o meu dia e dar um significado plausível para que minha vida tivesse um propósito.

Chega, vou colorir por conta própria e do mesmo jeito da época que você ainda existia em mim.