Booger Network

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Booger Network é uma compilação de blogs dispostos em diversas categorias. Estamos em fase de expansão e em breve teremos mais blogs e diferentes categorias.

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.: Malvadas :. » Contos e Textos

Relacionamento: válido até...

por em 26/01/2012 às 10:30

* Por Mare

Pois é… Chega um momento na vida que percebemos que aquela paixão arrebatadora (que nos faz mudar de vida, tira a fome e faz querer abraçar o mundo) simplesmente acabou. E é neste momento que começam os problemas.

O que muitos não sabem é que o amor aparece depois da paixão.

Ele é sereno, sucinto e rotineiro.

E é aí que muita gente se engana acreditando que foi o amor, e não a paixão, que acabou. Simplesmente partem para outra. Se apaixonam por terceiros mesmo amando o atual. É um ciclo vicioso numa rede de mentiras. Vivem disso.

Conheço várias pessoas que afirmam: Relacionamentos têm prazo de validade. Alegam que existe a crise das duas semanas, três meses, dois anos e meio e três anos.

Eu concordo e, no meu caso, o prazo é de 1 ano. Depois desse tempo se ainda estou com o coitado é porque virou amor. E não tem jeito, começo a surtar. Porque o amor, às vezes, cansa. Ele faz você ter vontade de correr em direção contrária a do seu parceiro e, no momento seguinte, voltar para os seus braços.

E aí você se pega pensando coisas corriqueiras como, por exemplo, “no começo ele fazia a barba diariamente” ou “tínhamos mais ligação na cama”. Demora para percebermos que, na verdade, as coisas não mudaram em nada. Apenas vocês conhecem a rotina.

O erro é que, muitas vezes, toda essa serenidade acaba com o próprio amor e faz com que o prazo de validade acabe ainda mais rápido. E não há nada que psicólogos, amigos e amantes possam te ajudar. A maneira mais simples de resolver esse problema é colocar tudo em prática novamente. Começar do zero e esquecer que vocês já sabem o que o outro gosta. Aposte e vá atrás de fantasias, e possibilidades, que existiam no começo. Reconquiste. Procure no outro algo que ainda não se permitiram fazer.

Reconhecer. Reaprender. Reconquistar.

É possível. Faça a validade do seu relacionamento ser indeterminada.

Só depende de você!

Bjos,

MarE
mari@malvadas.org

Ser feliz?

por em 20/01/2012 às 13:43

Já tive, aos montes, pessoas que não compensam esquentando a cadeira ao lado do cinema, o banco do passageiro do carro e o travesseiro extra da cama.

E nem por um minuto senti meu peito aquecido.

A gente até engana os outros de que é feliz, mas por dentro a solidão só aumenta.

Estar com alguém errado é lembrar em dobro a falta que faz alguém certo.

(David Camargo)

Dragonball

por em 20/01/2012 às 10:23

Por Bruno Aichinger

Algum dia você já parou para pensar como o youtube mudou a sua vida? Sem sobra de dúvidas, você é mais um daqueles que passam o dia vendo vídeos, grande parte deles sendo “fail compilations”, ouvindo musicas ou até mesmo jogando snake (HÁ! vai me dizer que não sabia que dava para jogar snake, tsc, amadores…). Não se preocupe, vou poupá-los dessa vez. O intuito do meu texto, pode não parecer, mas é outro.

Dia desses, estava conversando com um amigo no msn e ele me passou uma música no youtube. Era de um desenho que eu costumava ver quando moleque, alguns muitos anos atrás. Era “Pegasus Fantasy”, abertura dos Cavaleiros do Zodiaco, aquela meio roqueira tocada pela banda Angra. Depois de horas de emoção ouvindo a mesma repetidamente, à nostalgia no ar, decidi procurar por outras.

Passar o dia no youtube tinha virado uma mania, meu subterfúgio da realidade.

Encontrei a abertura de Dragonball GT, outro grande desenho. Decidi pesquisar no Google e, sem nenhum esforço, consegui achar a letra. Demais.

Continue lendo →

Quero cores

por em 10/01/2012 às 11:02

Olha, não me leve a mal. Não é nada com você, mas hoje quero me deixar levar.

Quero sair pelas ruas, dobrar todas as esquinas e encontrar vários ou apenas um.

Quero encontrar qualquer pessoa. As boas, as más, as companheiras, as infiéis, as chatas e alegres. Qualquer um.

Quero encontrar tudo, menos você.

Antes de mais nada quero deixar bem claro que o nó que levo na minha garganta não é por todas as lágrimas agonizadas de tristeza. São os gritos de alegria não permitidos.

Chegou o tempo de recomeçar e eu quero aproveitá-lo da melhor maneira possível.

Hoje eu estou aqui e não mais lá.

Hoje quero dar motivos para essa cidade continuar tão colorida, cansei de vê-la assim, tão cinza. Tudo o que eu puder colorir, farei. Antes eu precisava de você para alegrar o meu dia e dar um significado plausível para que minha vida tivesse um propósito.

Chega, vou colorir por conta própria e do mesmo jeito da época que você ainda existia em mim.

A Dança

por em 10/01/2012 às 9:39

Não te amo como se fosses a rosa de sal, topázio
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalianavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

Pablo Neruda

Você me faz sorrir

por em 20/12/2011 às 14:38

- Vem, confia. Não mordo. Só se você pedir - sorri maliciosamente.

- Seu boboela disse rindo e me abraçando apertado - se não confiasse em você, em quem mais seria?!

- Me diz você - penso, mas não digo.

Retribui o abraço. Gosto de abraçá-la. É uma dos poucos braços que me transmite conforto verdadeiro. Aquela sensação de segurança que a gente procura, sem eira nem beira, durante a vida inteira. O abraço que dá na cara dos revezes com que ela, a vida, nos retribue carinhosamente.

- Já disse que gosto pra caralho de você?

Disse isso quando nos separamos do abraço, mas enquanto ainda estávamos próximos fisicamente, sabe como? O engraçado é que foi muito espontâneo. Foi  como se a frase tivesse pulado da minha boca. E é verdade. Digo, gostar pra caralho dela.

Ao contrário de várias pessoas que conheço, e muito das quais ainda convivo, não sei dizer que gosto de alguém se realmente não tenho um apreço por aquela pessoa. Posso me foder e quebrar a cara legal futuramente (a vida nos deixa desiludidos com as pessoas), mas fui sincero quando disse que gostava pra caralho dela naquele momento. Por isso sou franco quando digo que gosto de alguém. Dificilmente é pra caralho, mas, independente, sou sincero.

- Seu puto! Também gosto pra caralho de você! - respondeu.

Vi sinceridade nos olhos dela e no enorme sorriso que brotou daquela boca. Porra, sabe coisas que você ouve, sei lá, amplas? Coisas que você sente e te anima o dia? Te faz ficar meio embasbacado? Então, aquilo me valeu a semana.

Não sei com você, mas comigo não é todo dia que alguém diz que gosta pra caralho de mim.

- É sério! Das pessoas que conheci nesse último ano, você é das pouquíssimas que adoraria manter perto por tempo indeterminado.

Sorri para não soar tão pesado.

Essa frase é forte. Disse isso para poucas pessoas. É foda falar algo assim. Digo quando você realmente pensa nas coisas que fala e não sai só cuspindo as palavras por aí. Entende? Sem levar em conta o que realmente significam e o peso que podem ter pra pessoa que está ouvindo.

Olhe ao seu redor. Chove gente babaca que ama e sente saudade de todo mundo, mas mal sabem que porra estão falando. Melhor, sabem, mas são pessoas vazias. Tenho dó dessas palavras especificamente, perderam por completo o valor, foram prostítuidas.

Acho que ela ficou meio sem palavras. Se limitou a arregalhar os olhos e a me encarar. Ficou assim segundos. Foi o suficiente pra eu reparar e ficar desarmado. Ela então me disse a coisa mais bonita que alguém já me disse na vida.

- Sabe… é algo meio bobo de se dizer assim, mas acho que você vai entender: você me faz sorrir. Não faz essa cara, você sabe o que quero dizer! Porra, acho algo muito especial quando duas pessoas, como nós, se entendem duma forma, chegaram a um certo nível de intimidade, que o simples pensar na outra a faz sorrir. E é isso que acontece quando penso em você. Sorrio de graça e espontaneamente! E é estúpido, pois tenho dificuldade em confiar nas pessoas, mas te conheço há pouco mais de ano e basta pensar em você que eu sorrio!

Tô cagando pro que vocês vão achar de mim, mas tive que segurar bem as lágrimas nessa hora. Quantas vezes você já ouviu na vida “você me faz sorrir”? É simples, é um sentimento básico, mas pense, quantas pessoas você faz sorrir? Quantas pessoas sorriem ao lembrar de você? Pra quantas pessoas você é tão importante que o simples fato delas pensarem em você faz brotar um sorriso na boca delas?

Dormi com aquela frase na cabeça “você me faz sorrir”.

Lisbon, sua sacana, não esquecerei essa tão cedo.

Lucas
@lucasg_w

Com você não tenho medo

por em 16/12/2011 às 13:46

Sempre confiei na minha intuição. Nem sempre segui o que ela me dizia, mas ela sempre estava certa. Não me arrependo de todas as vezes que disse “sim” e, igualmente, não me arrependo de todas as vezes que disse “não”.  Na verdade, por culpa de uma das vezes em que não segui minha intuição, passei a ter medo de relacionamentos sérios.

Hoje sinto que as coisas mudaram. Agora há em mim uma confiança tão grande. Isso sem falar no carinho, respeito, admiração, cuidado e também na diversão. Parece que tudo se encaixa. Tão simples. Tão fácil. Tão bom que quero isso cada vez mais. O culpado disso tudo é você.

Você é tão interessante (físicamente e intelectualmente) que fica dificil não te querer. Me faz tão bem. Só não consigo entender, e muito menos explicar, o que é isso que temos. Mas eu gosto. Gosto muito.

Ao seu lado não tenho medo. Com você existe vontade. Vontade de descobrir o mundo. Com você existe desejo. Desejo por sua companhia; sua presença; seu beijo; seu abraço; seu toque; seu corpo. Desejo por seu desejo. Você me despertou para um mundo que eu não conhecia. Agora quero conhecer. Mas tem que ser com você. Porque com você não tenho medo.

Enviado por Maisa Alves Silva

O que eu sou

por em 16/12/2011 às 13:09

* Por Sara Vilas Boas

Quem eu sou, ou melhor, o que eu sou?

Eu sou um pedacinho daquilo que como e que não como. Daquilo que quero e não quero. Daquilo que tenho e não tenho. Daquilo que vivi e que não vivi. Das saudades que sinto e que vou sentir. Daquilo que eu amo e odeio.

Um pedacinho das pessoas que passaram e das que ficaram em minha vida. Das pessoas que amo e das que não gosto. Sou um pedaço de tudo que me rodeia, me cerca e me faz ser o que sou.

Logo, sou um pedaço.

Um pedaço que forma um inteiro. Aquele EU, que ama, que sente, que quer e que deseja. Sendo assim, não sou apenas eu. Sou um pouco de você também misturado com amor, fé, esperança, medo, ciúme, verdade, mentira, ironia, paixão, solidão, querer, felicidade, presença e DESEJO. Portanto, sou um pequeno pedaço nessa imensidão que se sente perdida, desfocada, iludida e sem destino.

Isso acontece com todos e, por ser um pedaço de todos, sinto=me assim também. Porém, por ser formada de tantas coisas, decido que isso é fase (um momento da vida) e logo vai passar. É só deixar o tempo trabalhar. Ele fecha feridas, portas, janelas e começa tudo novamente.

Juntar todos os pedaços para formar uma parte maior. Aquela parte que você vê. O quem EU sou pra você!

Um beijo

por em 14/12/2011 às 15:19

Por Bruno Aichinger

Quero fumar e me intoxicar quando der vontade. Quero me embriagar. Transar com quantas mulheres conseguir. Até meu corpo não aguentar mais. Quero me drogar e esquecer que você está do meu lado me importunando. Quero que você pare de dizer o que tenho de fazer. Pare de se intrometer.

Se meu pai já percebeu, que quando o seu garotinho de 21 anos saiu por aquela porta e não iria mais voltar, por que você não consegue? Pare de me seguir, chega, sério. Odeio quando você tenta me persuadir, quando deita seu corpo nu sobre o meu, sem camisa, peito contra peito, murmurando no meu ouvido palavras vazias. Vazias.

Entenda, sua opinião vale menos do que nada. Você, com esse seu falso senso moral, tentando me ensinar alguma coisa? Não seja hipócrita garota, sem eira nem beira, você não é nada.

Você fica perguntando, sufocando. Quer mesmo saber o que foi aquilo?

Foi um beijo.

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Mais um texto polêmico do lindo Bruno Aichinger do Fuck Yeah Textos

Senso Materno

por em 30/11/2011 às 14:34

AVISO: Esse texto foi escrito exclusivamente com o intuito de difamar as mulheres. Se for o seu caso, esteja ciente de que você foi avisada antes de prosseguir com a leitura. (não que isso fosse adiantar).

Levei exatamente 44 anos para perceber que todas as mulheres são iguais. Senso materno, todas elas tem. Quer dizer, eu não conheço nenhuma que nunca desejou ser mãe. E, nesse desejo feminino, quem se da mal somos nós, homens. O desejo é muito simples: a ação mais nobre, para ser sincero, se torna a atitude mais repressiva possível. Atitude, essa, que permite que as mulheres falem “não”. Com que desculpa? Sempre a mesma: proteger os filhos.

Quanto a isso, tenho duas teorias formuladas no meu devaneio matinal (são três e vinte e dois, e estou com fome). A primeira a ser comentada diz que assim que uma mulher nasce, ela recebe uma cota de “sim’s” para ser utilizada durante sete ou oito décadas de opressão. Exemplo:

– Mãe, me compra um Kinder Ovo?
– Sim filho, mamãe faz tudo por você.

Depois que essa cota acaba, prepare-se para ouvir não atrás de não.

– Mãe, vou fazer uma tatuagem.
– Não! Porra, vai estudar.

Juro, até hoje não sei o que o cu tem a ver com as calças. Tipo, se eu fizer uma tatuagem, eu obrigatoriamente me tornarei um marginal e vou parar de estudar?

De qualquer jeito, vou pular para a outra teoria. Acho que já fiz claro meu ponto quanto a essa. A outra teoria, apesar de ser mais simples, é a que levo mais fé que seja real: é mais fácil dizer não do que sim.

Com onze anos:
– Mãe, posso namorar a Amanda?
– Sim amor, ela é uma gracinha.

Com treze anos:
– Mãe, posso ir ao cinema ver Mortal Kombat?
– Não sei filho. Quem vai com você? O filme não é muito violento?

Com quinze anos:
– Mãe, posso dormir na casa da Amanda?
– Não.
– Mas…
– SEM MAS. Não é não.

Nessa época, minha mãe decidiu que nada que viesse da minha boca era digno de atenção.

Dezesseis anos:
– Mãe, eu posso…
– Não.

Dezoito:
– Mãe, eu pos…
– Não.

Dezenove:
– Mãe, eu p…
– Não.

Meu aniversario de vinte três anos. Finalmente tomei coragem (e três doses de tequila pra peitar a minha mãe):

– VOU ME CASAR COM A AMANDA. PRONTO, FALEI. SEM MAS.
– Ok.

Cinco anos se passaram, me mudei com a Amanda para um conjugado lindo em Copacabana (com ótima vista para a favela), e comecei a perceber semelhanças entre ela e minha mãe.

– Amor, posso ir à casa do Renato ver o jogo do fluminense?
– Não sei. Quem vai? Que horas você volta?

Trinta anos:
– Amor, é despedida de soltei…
–Não. Você não vai e ponto final.

Trinta e sete anos:
– Amor, vou fa…
– Não.

Com mais maturidade do que nos meus vinte e três anos de vida, resolvi encarar a Amanda e já cheguei abrindo o jogo.

– Ganhei na mega sena. Corre e faça as malas porque eu vou viajar.

Tenho certeza que vi a Amanda ficar tão pálida quanto um fantasma.

– NOSSA AMOR, que bom! E eu coloco o que? Roupas de frio, de calor?

– Por mim, tanto faz mulher. Desde que você esteja fora daqui em uma hora senão eu perco o voo.

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Extraído do Fuck Yeah Textos

A influência dos filmes de putaria (parte 1)

por em 24/11/2011 às 12:35

Eu nem sempre fui assim, houve uma época na qual eu era um garoto como qualquer outro. Mas tudo mudou no dia em que eu pus as mãos naquela maldita fita VHS. Não posso dizer que eu era uma criança inocente, já tinha uns pentelhos e ouvira falar em sexo. Mas ainda não estava preparado para aquilo.

Era uma fita aparentemente inofensiva, preta como todas as outras, estava dentro de uma caixa igualmente preta que não possuía nenhuma identificação. Receita para atrair a atenção de pivetes curiosos. Caí como um patinho. Abri a caixa, peguei a fita e fiquei observando por um bom tempo. Notei que ela tinha uma fita adesiva tapando o buraco, fiquei ainda mais curioso, e no seu título havia um nome muito comprido e complicado que o meu inglês de pré-adolescente só me permitia entender uma palavra: Sweet. Liguei a TV, liguei o vídeo-cassete e empurrei a fita… segundos depois a imagem começou à aparecer na tela.

No início vi apenas uma moça – que não entendi bem o porque, mas estava vestida de colegial, mesmo tendo pelo menos uns vinte e cinco anos – entrando em uma padaria cheia de uns salgados estranhos e docinhos de festa. Deve ser daí o “sweet” da fita, pensei. Ela entrava lá, falava algo pro atendente e esperava ele ir buscar alguma coisa. Ele trazia um croissant muito escroto e ela metia a mão no bolso e tirava uma nota de 100 dólares, entregava a nota ao cara e antes dele conseguir falar qualquer coisa, ela metia uma dentada no salgado. Ele não tinha troco pra 100 contos. Eles ficavam discutindo até que o cara se arretava, saía detrás do balcão, baixava a porta da padaria e do nada agarrava a moça.

Começava a tirar a roupa, abria a calça do cara e a fricção começava…

Continue lendo…

Se hoje não há mulheres, é por que nunca existiu.

por em 23/11/2011 às 2:02

“Se hoje não há mulheres, é por que nunca houve.” Mesmo que ainda nos esforcemos para sempre parece-las.

As mulheres de hoje não são como as de antigamente. E você queria que fôssemos? Que não votássemos, que não participássemos ativamente da política, apenas contribuintes e gado deste imenso pasto chamado nação? As mulheres de hoje em dia nem sequer são mulheres, diriam alguns.

O lado direito do cérebro diria para mim: eu sou o que acredito ser, uma vez que esse comanda a criatividade. A sociedade diria: ok, seja o que quiser, mas não reclame depois.

Somos o que queremos ser, foda-se que te dá trabalho. Somos as “vadias” e as “tão inteligentes que não parecemos mulheres”; tão “nerds” que ninguém entende como não somos ofensivamente feias e as tão “gostosas” que parecemos burras como uma porta. E pior, que muitas vezes, o que nos define como menos merecedoras do que realmente somos, são outras mulheres.

Creio que a inveja seja latente em todas nós. Aparece uma delícia na rua, que todo cara torce o pescoço e bate o carro para vê-la, a que está sentada no bar com uma cerveja na mão, vai pensar “vadia”. Ou então, quanto acompanhada na rua por um homem bonito, a outra vai dizer: “baranga”. Assim como um homem feio, ao lado de uma bonita, todo mundo pensa: “deve ser rico”, ou “tem o maior pau do mundo”.

Pode tetas, Arnaldo?

Pode tetas, Arnaldo?

Se um cara sai do trabalho e vai direto a uma dessas festas do estilo mais clássico do sexo, drogas e rock and roll, fode todo mundo lá dentro, é filmado e postado talvez por ele mesmo no youtube, ele é o máximo. Ah, mas se a mulher faz isso… Dane-se a boa profissional que é, a atenciosa namorada, a boa filha e boa esposa. É simplesmente uma bisca. Lembra do sanduicheta? Se fosse um cara fazendo a mesma coisa, seria apenas… ué, um babaca? E um veado. Isso se todo mundo ficasse sabendo.

Um homem femino é pior que uma mulher masculina. Como se o próprio feminino fosse inferior o bastante para não ser cabível a um homem. Xinga-se de “veado” a torto e a direita, mas se xinga tanto assim de “sapatona”?

Tá, Camila. Entendi seu ponto de vista, e daí?

Só mais uma coisa. Viram que estavam pensando em criar cotas de grandes cargos nas empresas, para mulheres? Graças a deus, (com letra minúscula, não enche não!) que elas mesmas recusaram. Desculpa? “Se eu chegar lá, será pelo meu esforço e pelo meu trabalho”.

Então vamos lá, pessoarr. Só por hoje ninguém vai xingar ninguém de vadia, ninguém vai xingar ninguém de inteligente demais. E se xingarmos de veado, xingaremos na mesma proporção que xingaremos de sapatona. Nada mais, nada menos.

E rachar a conta do motel? Nisso cê não quer ser igual, né? Ok, dá logo essa merda aqui que eu pago, seu bosta.

É! Seu bosta! HUAUHuhuauuha

Esqueça...

por em 16/11/2011 às 14:39

Talvez se você desse apenas uma chance para o novo… as coisas começariam a dar certo. Não alimente aquilo que só você sente. Não esqueça que esquecer é algo muito fácil para quem nunca se importou de verdade.

Amor com respeito

por em 3/11/2011 às 9:05

Ao contrário do que pensamos, quase sempre depois de sofrer uma grande desilusão, os homens não são todos iguais. Muitos prestam. Eles só te tratam da maneira que você permite que seja.

Entenda que você não precisa levar o relacionamento nas costas. É dever de ambos fazer com que ele dê certo.

Se recém terminou o namoro não ache que precisa de outra pessoa.  Dê um tempo para você. É necessário que se recupere completamente antes de iniciar uma nova maratona de conquista. Caso contrário, o seu novo relacionamento sofrerá as consequências do último. Não é justo. Não tente descontar em outras pessoas o que fizerem com você. Ninguém jamais irá te completar. É um erro acreditar nisso. Se duas pessoas são completas elas se complementam.

Namorar não é para os fracos. É para quem se sente seguro, e maduro, o suficiente para entender que relacionamentos não são perfeitos. Sentir saudade não é ruim. Ficar em cima da pessoa cuidando de todos os seus passos faz com que ela se canse de estar com você. Tenha seu espaço. Não se mude para a vida do outro. Não tenha medo de ficar sozinha. Conheço várias mulheres que mantêm seus relacionamentos pelo simples fato de acreditar que não arrumam alguém melhor. Amar é respeitar. Se não existe respeito, certamente, o amor já acabou.

Vanessa Gonçalves

O meu coração é seu

por em 1/11/2011 às 10:33

Você me pede que não me iluda com seja lá o nome daquilo que temos. Pode ser sexo, amor ou amizade. Tanto faz. Gosto da sua sinceridade. Pelo menos sei que não posso me entregar por completo.

A única coisa que não consigo é deixar de sonhar com você.

Não sou mais uma menina que acredita em finais felizes e sei bem que amar nem sempre é estar junto. Existem outras tantas dificuldades…

O que sinto por você é mais do que um simples amor impossível ou irreal. É algo que me fortalece e, mesmo não tendo a mínima pretensão ao amanhã, me deixa feliz. Vivo num relacionamento inconstante, mas e daí? Quem nunca deixou se levar pelas emoções, sem pensar em reciprocidade, não sabe o que é viver.

Então eu te amo e isso me basta.

A vida é assim e não desisto dos meus ideais e muito menos dos meus sonhos. Se me dôo a você é porque me sinto bem com isso.Vamos nos amar. Não quero saber por quanto tempo isso vai acontecer. Quero você.

Se tudo aquilo que vivemos é intenso, no momento em que estamos juntos, o resto não me importa. O seu encanto, para mim, não acaba depois da meia noite.

Por Vanessa Gonçalves