
Imagem tirada do blog Não Salvo
Do dicionário:
[Dev. de encostar.]
S. m.
1. Lugar ou objeto a que alguém ou alguma coisa se encosta; costas: 2
2. Fig. Amparo, proteção, arrimo, sustentáculo, apoio, acosto.
3. Espir. Entre os espíritas, espírito que está ao lado de um ser vive para protegê-lo ou prejudicá-lo.
4. Pop. Amante.
Do Google:
Encosto é um fenômeno maligno provocado a alguém por uma entidade exterior, nomeadamente um espírito malicioso ou demônio, que é invocado por alguém que pratica magia negra quando tem interesse em deixar sob sua total dependência mental, espiritual e física a uma pessoa.
Da vida:
Aquela amiga pegajosa, aquele cara insistente, um chefe mala, um professor FDP severo, uma tia-avó chata. Não importa a raça, a classe social, a faixa etária, muito menos a estética de cada pessoa. O encosto é democrático e não exclui ninguém.
Eu tenho um imã que atrai duas coisas: gente estranha e encosto. Este último parece estar mais sensível ao meu magnetismo ultimamente, só pode.
Semana passada por exemplo, o segurança de um lugar que eu freqüento cismou comigo e pediu meu telefone para uma amiga, e a cretina boba deu (!).
O cara começou a me ligar e mandar SMS descontroladamente. Todo dia eram umas 5 mensagens e umas 10 ligações. Por fim, consegui me livrar dele e já planejo uma vingança para minha amiga (aceito sugestões!).
Outra vez na faculdade, tinha uma colega que achava que era minha amiga e todo dia vinha me contar um caso que eu não tinha o menor interesse. Além disso, a criatura era mega carente e não podia me ver na faculdade que já grudava em mim. Grudava mesmo, vinha me abraçar e ficava o tempo todo colada comigo. Hoje em dia tudo foi resolvido: ela pediu transferência.
Teve outra também que sempre achava que ela estava incluída nos meus planos de finais de semana. Tipo:
Fulana: E ai, vai fazer o que hoje?
Eu: Então, eu vou para uma festa nos Cafundós do Judas…
Fulana: Então, tá. Que horas encontramos? Vamos para algum lugar antes ou direto para a festa?
Ou então:
Fulana: E ai, vai fazer o que hoje?
Eu: Tô na casa da Beltrana, acho que vou ficar por aqui mesmo…
Fulana: Ai que bom! Tava precisando de um programa tranqüilo!
Sem contar os editores malas que eu tenho o dom de cair a cada reportagem que pego para fazer. Ou o tio que sempre quando me encontra, começa a criticar minha roupa, meu cabelo, o que faço ou que quero fazer. O esporte favorito do meu tio é me encher o saco, CER-TE-ZA!
O mais recente dos encostos é um professor. Estou finalizando o curso de jornalismo, isto significa que estou naquela fase chata de TCC. Obviamente, tudo que envolve o trabalho parece ser um encosto. É bibliografia que não é suficiente, ou membro do grupo que não faz nada, ou membro do grupo que quer fazer tudo e depois reclama, ou outros grupos que “boicotam” fontes de pesquisa… Enfim! Estes citados até que consigo contornar e superá-los, mas não há meios de me livrar do orientador. O sujeito não orienta, não devolve o trabalho corrigido, some por semanas e no fim das contas dá nota baixa no trabalho em que outros professores avaliaram com nota alta. Quer dizer…
Alguém ai tem ideia de como se livrar de encosto?
Follow me: @claris_simao 
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PS: É com muito prazer que estreio hoje no Malvadas. Para quem não me conhece, meu nome é Clarisse, sou mineira e quase jornalista. Eu costumava publicar textos toda semana no Corporativismo Feminino, que agora está fechado temporariamente, mas em processo de renegociação. Não sei dizer ao certo qual será a periodicidade em que postarei, mas farei o possível para ser frequente. Espero que tenham gostado e caso queiram ler alguns dos textos que escrevi para o CF, clique AQUI.
Dedos cruzados para a parceria dar certo!
Beijos e até mais!
Claris