Booger Network

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Booger Network é uma compilação de blogs dispostos em diversas categorias. Estamos em fase de expansão e em breve teremos mais blogs e diferentes categorias.

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Arquivo do Autor | carmilamarciano

carmilamarciano escreveu 14 artigos neste blog.

Não digo nada que possa me comprometer, saaaaaabe?

por em 8/10/2012 às 12:55

Eu não uso verde. Sou totalmente contra o sistema. Adoro a Apple o odeio o Android. Não dou no primeiro encontro. Não uso calcinhas furadas. Passo filtro solar todos os dias. Jamais mentiria minha idade. Não quero saber de filhos. Voto no Partido Verde. Dou o cu mas não dou uma dessa (cê já ouviu essa expressão, né?). Jamais ficaria com um cara pelo dinheiro. Se eu tiver que pagar a conta, tudo bem. Não daria pro chefe pra subir de cargo. Não semeio correntes de Facebook/Orkut. Compartilho feiras de adoção de animais (mas não os adoto, por que aqui em casa não tem espaço).

Um dia, todos os “sim” viraram “não” e todos os “não” viraram “sim”. Mas continuo afirmando de boca cheia que o errado sãos os outros e essa sociedade é que é doentia.

A velha história da fofoca e falácia digital.

A velha história da fofoca e falácia, só que digital. (lugar-comum é lugar comum e é tão visível quanto vestido vermelho em festa black tie, ou essa nova [ou velha?] moda color block).

por em 24/09/2012 às 22:33

Pablo Neruda

Eu quero fazer com você o que a primavera fez com as flores – Neruda.

Só penso. [Sometimes, I Don't]

por em 21/09/2012 às 19:45

Sometimes, I Don't

Link

— EDIT

O Rafael sugeriu então vamos lá, Traduzindo…

Quando fica prostrado, estático, me olhando. Me deixa agir. Tirar zíper, tirar calça, tirar tudo! Quando só fica me olhando, atento e desatento. Os cabelos nas mãos, a saliva secando do lado de fora da boca. Gritas. Olhos vidrados. Símbolos máximos do êxtase.

(Alguns) sons que não me importa entendê-los. Um “pare”, misto de “continue”, com “não sei se aguento por muito mais”. Um sorriso, um movimento a mais, algum som mais alto.

É o fim. Minha vez.

[SÓ PENSO] Sometimes I don’t.

É estranho descobrir

por em 20/09/2012 às 17:59

É estranho gostar de um livro do nada. É estranho, ninguém te dizer dele e você simplesmente querê-lo. Se com pessoas isso me parece sem sentido, de olhar e querer, não imagino por que caralhos isso acontece com papel.

Gerações o leram e se identificaram. Pelo menos, a geração dos Baby Boomers e nós, a Y. No malvadas.org era até frase de parachoque. “These words I write keep me away from total madness”.

Vou começar de novo. Vomitei tudo de uma vez e acabei com o tesão do clímax.

Me mostraram Bukowski há um tempinho. Comecei como todo mundo, de qualquer um. Li o “Parte 2″ antes do “Parte 1″. Me deram. Era pra ser especial, suponho. Acabou que foi um fiasco, mas acabou. É o que interessa. E essa mania ficou. Fui atrás de mais. Li o “Parte 1″. Adorei. Fui atrás de mais, fui atrás de todos. TODOS. Até uma versão em Português Ora-Pois acabei adotando.

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Pelo direito de ter um namorado e uma amiga.

por em 2/05/2012 às 1:59

Aconteceu comigo, não dá pra ser um texto neutro. Sinto muito.

Não sou do tipo que tem amigas mulheres. De certo, me dou melhor com os homens, que com as mulheres. Eles são em sua maioria, diretos e simples. Mulheres são de várias opiniões contraditórias ao mesmo tempo. Fico sem saber como agir perto delas, às vezes as trato como se o homem fosse eu. Não honro as (saias?) que visto.

Mas em alguns casos, alguns dias, o que eu sinto falta, são das feminices. Me importar com a roupa, de receber opiniões complicadas, agrados, abraços. Eu sou mulher, ok? Amigas mulheres fazem falta. Às vezes, mas fazem. Numa dessas, chamo uma colega pra sair. Cineminha, nada de comprometedor. Só jogar conversa fora, tomar alguma coisa, ouvir besteira. Coisas de mulher. Ela esquece que não sou feminina e é disso que gosto nela. Ela é completamente feminina.

Vou feliz pra casa, depois do descarrego dos meus hormônios femininos. Encontro namorado, blablablá, essas coisas e coisas e tal, vocês entendem o que eu digo, espero que sim por que fico sem jeito de explicar o que acontece nesse blablablá e… que eu fico sabendo?

Coleguinha do cineminha deu em cima do meu namorado. De passar pé por baixo da mesa (nota: ele gosta pra cacete de pés), de falar merda por msn. Sim, miguxos. Me cumprimenta, me abraça, chega cheia de mimos pra cima de mim pra enfiar os dedos no meu olhos assim? Hey,  e o coleguismo feminino?

Fizeram, anos atrás, sei lá quando direito, na gringa, um teste. A namorada de um cara ligou pra vários amigos dele, o procurando.

Namorada: Alô, meu namorado tá aí?

Amigo 1: Tááááááááááá sim, tá cagando. Digo pra ele te ligar logo menos, beleza?

Amigo 2: Tá. Tomou um porre, tá babando no meu sofá.

Amigo n+1: (insira outra desculpa qualquer aqui).

E sim, todos eles foram comparsas. Nenhum deles caguetou. Sim, aconteceu. Não cito fontes por preguiça de abrir o google, fell free pra dizer que eu tô mentindo.

Já com as mulheres (quando o namorado ligou, caçando a namorada), o lance foi outro.

NamoradO: Alô, minha mina tá aí?

Amiga 1: Não.

Amiga 2: Não.

Amiga n+1: Não.

Por que as mulheres não podem ser comparsas? É tão feminino apontar o dedo e chamar a outra de vadia! Por que a gente não se junta? Por que essa minha amiguinha do cinema não ficou na dela? Minha propriedade, minha propriedade! O namorado dela é meu amigo tem mais de dez anos, porra! Eu devia virar pra ele e falar: “Mano, cê tá namorando uma vadia”. Mas… que isso muda? (Estaria eu sendo pouco comparsa, não contando o tipinho que ele come/ama?).

Às vezes chego a pensar que traição é do próprio humano. Mas com TANTO pau por aí, vai cobiçar justo o meu? Deixa o meu, pô. Tem mais peixe no mar.

E me sinto traída por alguém que eu não esperava.

Agora, me diz você leitor. Você, que vive pedindo conselhos pra nós, que você faz num caso desse? Melhor, que conselho me dá? (já passou por uma merda dessas?)

 P.S.: Lendo isso pra editar e ficar menos feio, vejo que sou feminina pra caralho. Mas é o que tem pra OJE.

Vermes e Leōes no mesmo Ecossistema

por em 6/03/2012 às 16:44

Vem essas bocetas e paus de perucas de hoje em dia me dizer o que mulheres e homens têm de fazer… Faça-me o favor, troca o disco! Eu faço o que eu quiser e homem nenhum precisa de “10 maneiras de identificar um macho de verdade”. Que porra é essa? Um macho nasce feito, não é listinha que vai mudar isso. E mulheres são sim beleza e delicadeza e romance. Desvirtuar a ingenuidade de uma mulher, destruir o que ela guarda desde a meninice, dizendo que mulheres não agem da forma A ou B é a forma de assassinato moral mais rude que já vi.

Deixa falar de esmalte, deixa falar de maquiagem, deixa trocar segredos de beleza, deixa viver. Ah, mas você ganha dinheiro separando homens e mulheres, né? Faturando com a insegurança alheia não chega a ser quase a mesma coisa que faz a igreja da lavação do santo cérebro? Não sei não. Odeio essas porras todas. Ah, listinhas e receitinhas de bolo… Machos não ficam  lendo o que eles têm ou não tem de fazer, tão cuidando de suas fêmeas e suas crias. Macho de verdade é onde a honra de um homem se concentra.

Segurar a bolsa de uma mulher no shopping não o torna um pau mandado. É ser delicado a ponto de se oferecer a fazê-lo. Carrega, para não dar a ela esse fardo. É ser macho. Macho é delicado. Ou não carrega, vai de macho pra macho. Mas são os moleques quem dizem: “você trouxe essa bolsa, você colocou tudo isso dentro dela, então se vira para carregá-la”.

Mulher de verdade se afirma, se entende. Sabe onde pode pisar, se sente segura. Amor próprio vai muito além da academia, se vai! Amor próprio tem muito a ver com conhecer o próprio corpo, conhecer sua personalidade, seus limites, saber da individualidade de um casal e saber se descrever com apenas uma palavra:

- Mulher. (puta clichê, mas serve)

Mulher é a magia, é o dom, a forma, a cor. Mulher, se compreendida, é um nada. Mulheres não são feitas para ser decifradas, não são código. Mulher é espetáculo, é circo, é filme. É choro. Ser forte, para uma mulher, está muito além do não chorar em comédias românticas. É sustentar um filho sozinha, quando um moleque a abandona. É se ver sozinha com um filho e doar noites e dias para fazer dar certo. É aguentar parto, aguentar sangue. Aguentar salto alto, saia curta, depilações íntimas. Aguentar, em prol da própria beleza, do próprio amor, do amor alheio. Mulher é sim a beleza da forma mais pura e sublime. E a força.

O “yes, we can” se aplica a muitas mulheres. E o “Yes, we shoud“?

Mulher não é aquela ratinha que reclama do machismo, mas aquela leoa que entra em campo e faz bonito. Faz valer o seu direito, se prova, se mostra, se supera. Dá um tapa na cara da sociedade de engolir os dentes, emendando um “CHUPA“. Reclamar não muda. As feministas de antes não ficaram reclamando que “homem não precisa abrir a porta pra mim, eu sei muito bem fazer isso sozinha!”. Recadinho a você, ratinha que reclama de cavalheirismo: Ele sabe que você pode, mas não quer te dar esse trabalho.

Recadinho a você, macho que encontra uma ratinha dessas: deixe-a. Deixa a vida bater mais nessa daí, que a vida ainda bateu pouco. Você merece mais.

E macho que é macho não pisa nos direitos da mulher. Não pisa nos direitos de ninguém, de nada. Machos e mulheres (ou fêmeas, para combinar com o “macho”), são aquilo que são, sozinhos. Sem pisar e sem se deixar ser pisado.

Quer começar a reclamar de feminismo? Você pelo menos goza? Saiba, quando você reprime seu próprio prazer, reprime um direito seu. O outro está lá, revirando os olhinhos e você? Ao menos, você disse a ele como é que você gosta? Então antes de meter o dedo na cara do Macho e chamá-lo de moleque, vê se abre a boca. Reclamar, como eu disse, é tentar resolver um problema, no lazy mode. “Ah, eu me importo muito mesmo com os direitos femininos, mas sabe… deixa eu aqui cagando pelos dedos mais um tikin…” Só vence quem vai à luta. Vê desigualdade e luta por ela, e não reclama de algo que alguém disse ser verdade, que você nunca presenciou e quando vê na frente, nem sabe.

Quer lutar por igualdade? Entra num ramo onde não tem profissional mulher. Aí que eu quero ver.

Macho é admitir ser gay, subir num palco como drag queen. É a coragem superando medo. Com as mulheres idem! Muito mulher, a que se aceita gay. E aquela que vira e fala: “meu negócio é homem!” As modinhas tão tornando todas as da nova geração, bi. Bi é legal, é bonito, sou totalmente a favor. Mas vê se você consegue fazer isso num quarto, sem espectadores. Ou isso só tem um nome: exibicionismo.

Me tornando redundante de novo e mais uma vez, Homens Machos e Mulheres Fêmeas são aquilo que são, sozinhos. Não é lista e não é regra e nem esse post que muda isso. Já nasce. Há ratos e há leões, todos na mesma selva de pedra. Basta saber qual deles você nasceu sendo.

— gostou da menção ao rap nacional?

Ps.: isso não é uma afronta ao post da Gabe, sobre feminismo. Inclusive, acho qualquer tentativa de abrir os ojos da sociedade, algo muy bienvenido! (A gente nunca sabe que leitor vai encontrar, então explico pra não dar bosta)

Se hoje não há mulheres, é por que nunca existiu.

por em 23/11/2011 às 2:02

“Se hoje não há mulheres, é por que nunca houve.” Mesmo que ainda nos esforcemos para sempre parece-las.

As mulheres de hoje não são como as de antigamente. E você queria que fôssemos? Que não votássemos, que não participássemos ativamente da política, apenas contribuintes e gado deste imenso pasto chamado nação? As mulheres de hoje em dia nem sequer são mulheres, diriam alguns.

O lado direito do cérebro diria para mim: eu sou o que acredito ser, uma vez que esse comanda a criatividade. A sociedade diria: ok, seja o que quiser, mas não reclame depois.

Somos o que queremos ser, foda-se que te dá trabalho. Somos as “vadias” e as “tão inteligentes que não parecemos mulheres”; tão “nerds” que ninguém entende como não somos ofensivamente feias e as tão “gostosas” que parecemos burras como uma porta. E pior, que muitas vezes, o que nos define como menos merecedoras do que realmente somos, são outras mulheres.

Creio que a inveja seja latente em todas nós. Aparece uma delícia na rua, que todo cara torce o pescoço e bate o carro para vê-la, a que está sentada no bar com uma cerveja na mão, vai pensar “vadia”. Ou então, quanto acompanhada na rua por um homem bonito, a outra vai dizer: “baranga”. Assim como um homem feio, ao lado de uma bonita, todo mundo pensa: “deve ser rico”, ou “tem o maior pau do mundo”.

Pode tetas, Arnaldo?

Pode tetas, Arnaldo?

Se um cara sai do trabalho e vai direto a uma dessas festas do estilo mais clássico do sexo, drogas e rock and roll, fode todo mundo lá dentro, é filmado e postado talvez por ele mesmo no youtube, ele é o máximo. Ah, mas se a mulher faz isso… Dane-se a boa profissional que é, a atenciosa namorada, a boa filha e boa esposa. É simplesmente uma bisca. Lembra do sanduicheta? Se fosse um cara fazendo a mesma coisa, seria apenas… ué, um babaca? E um veado. Isso se todo mundo ficasse sabendo.

Um homem femino é pior que uma mulher masculina. Como se o próprio feminino fosse inferior o bastante para não ser cabível a um homem. Xinga-se de “veado” a torto e a direita, mas se xinga tanto assim de “sapatona”?

Tá, Camila. Entendi seu ponto de vista, e daí?

Só mais uma coisa. Viram que estavam pensando em criar cotas de grandes cargos nas empresas, para mulheres? Graças a deus, (com letra minúscula, não enche não!) que elas mesmas recusaram. Desculpa? “Se eu chegar lá, será pelo meu esforço e pelo meu trabalho”.

Então vamos lá, pessoarr. Só por hoje ninguém vai xingar ninguém de vadia, ninguém vai xingar ninguém de inteligente demais. E se xingarmos de veado, xingaremos na mesma proporção que xingaremos de sapatona. Nada mais, nada menos.

E rachar a conta do motel? Nisso cê não quer ser igual, né? Ok, dá logo essa merda aqui que eu pago, seu bosta.

É! Seu bosta! HUAUHuhuauuha

Sobre o Kit Anti-Homofóbico.

por em 15/06/2011 às 0:17

Não é novidade alguma que gays existem. E que a camisinha existe. E que outros métodos contraceptivos existem. E agora os casais gays têm o mesmo direito que os casais heteros. Agora, que problema tem de dizer para a próxima geração de contribuintes, que ser gay é normal?

Para entender mais do que eu estou falando, segue reportagem com vídeo. (Dividido em Duas Partes, mei grandin, supere a preguiça e venha comigo, blábláblá)

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/veja-videos-do-kit-anti-homofobia-do-mec_111320/

Maaaaaaaas, por outro laaaaaaado….

Péra. Nenhum desses vídeos propostos pela ONG iam ser passados para as crianças. Iam ser passados para professores e coordenadores e esses promoveriam mais essa inclusão. Sabe-se que os gays sofrem na escola. Tinha um cara na minha escola (aaahaaaam, sei… ) e ele tinha jeito. Ninguém sabia se era ou se não era, mas todo mundo apontava como “O bichinha ali”. E porra! Bastava ter jeito. E agora tem essa moda de bulliyng (que na época da gente, a gente sofria calado, não contava pra pai e mãe e não tinha nome, só sofria). Acha que as crianças homossexuais não sofrem com isso? Freud fala que desde os seis anos, a gente já sabe o que quer.

Com professores mais abertos ao diálogo, mais dispostos à mais essa inclusão, a vida deles seria mais fácil. Não ser apontado por ser quem é fica mais fácil de se aceitar. E a sociedade entende logo de uma vez que dois homens ou duas mulheres se beijando não é doença, não é vírus. Ninguém vai morrer de ver.

Se essa educação começasse na escola, se a gente visse e achasse normal (normal, não gostar. Você tem o direito de achar feio, de achar o que quiser. Mas só achar, nossa liberdade termina quando começa a do outro) não ia ter moleque agredindo moleque e as taxas agressivas que assustam esses meninos e meninas iam diminuir. Agora, por que não promover mais esse diálogo, Mais essa visão? A gente já sofre demais com as mentalidades que se ensina dentro da escola, o cabresto que nos colocam, bem que o pessoal que a gente vota podia dar essa mãozinha pro povo se descabrestar.

Bem que Camus fala: ” a primeira coisa que deviam ensinar é a revolta”. — Ou alguma coisa assim, tô culta mas nem tanto.

Dona Presidenta (que eu votei pra ficar lá, é,votei) vai na onda de deputado que distribuía cartilha Anti-gay e partidos evangélicos e católicos, (que vivem no mundo dos bolos e doces, pra acreditar de verdade que adolescente vai aguentar a fúria dentro das calças e se guardar pro casamento), e não aceita essa cartilha. Não aceita que o diálogo dentro das escolas públicas sobre esse assunto seja compartilhado, trocado. Que os adolescentes e crianças digam o que acham. Aliás, falando em adolescentes e crianças e escolas públicas… ensinaríamos a pensar, depois a ler.

A gente vive num mundo que se feminiliza. Li inda hoje numa revista que quase cinquenta por cento dos empreendedores do país são mulheres. A gente vive num mundo onde os homens cuidam de bebês tanto quanto as mulheres cuidam. E de mulheres que enfrentam tijolo e a argamassa. Agora, ensinar a pensar, mostrar que o mundo é grande e que as possibilidades são imensas, nada. E mostrar para as crianças de hoje que o futuro é delas e o que fazemos hoje também as afetará, nada também.

Vão ser como a gente. Aprenderão batendo a cabeça. Dona Presidenta, isso foi mau (me diz que tem dinheiro por trás que dá até pra entender). E não foi Malvada do jeito que a gente gosta.

—— E você, o que acha dessa idéia do Kit? E Do veto dele? Conta aê nos comments. (Mas não abusa. Cair no senso comum de dizer que “viado tudo devia morrer” mostra que a minha teoria de que a cartilha devia ser aprovada, vale.)

To contigo e não abro!

por em 19/05/2011 às 14:04

Geralmente não gosto de incitar raiva alheia, nem de fazer print e manipular no photoshop, mas tem horas que…

Estava eu ouvindo Firework da Kate Perry no www.grooveshark.com quando de repente me deparo com isso: (nao vem ao caso o gosto musical)

Clique para aumentar. E depois volte pra ler o resto do post ;)

Norte Americano fazendo norte-americanices.

(Já visitou o grooveshark? É uma ótima maneira de ouvir musica sem ter que baixá-la. Inda mais se estiver no trabalho…)

Se parece um conto fictício, mas na verdade...

por em 6/04/2011 às 14:13

A música está tão alta, que o grave bate no peito. Batidas secas e repetitivas. O mundo grita lá fora, mas não dou a mínima. Estou enlouquecendo rapidamente, mas não pela música. Música a gente aperta play e ela se repete. Só tem um motivo pelo qual enlouqueço fácil. Meu vício, minha droga, meu calcanhar de aquiles. Ela. E aquela cara de vadia sedenta por sexo.

As mãos ágeis, a força, o jeito que me olha. Porra, eu não sei o que há com essa mulher, mas algo nela me deixa louco. Parece uma criancinha longe do sexo, fica bonitinha sorrindo, fala de um jeito manso e engraçadinho. Longe do sexo, repito. Vira bicho rápido. Perco-me em suas personalidades, não sei como ajo e como penso, perto dela. É quase como se de um momento pro outro, um demônio tomasse conta dela e soubesse exatamente como comandar a tudo. Inclusive a mim. Exclusivamente a mim. Morro de ciúmes, só de imaginar que não sou exclusivo. E provavelmente não o sou. Mulheres como ela tem uma gama muito vasta para escolher quais ela quer, quais ela não quer. E eu sei que não sou a única opção.

Mas sigo me enganando que sou único. Dou-lhe uma aliança, peço-lhe em casamento. Ela ri. Sabe que tenho medo. Adoro-a. Sou um servo cego e estúpido demais. Perco meus amigos, meus contatos profissionais, minha família, meus bens materiais, mas não aguento um sequer “não” dela. Os olhos animalescos dela sobre mim, de novo. Demoníacos, lindos. Desmancho-me como geléia. Não, geléia ainda é muito firme. Derreto completamente. Perco a força nas mãos, a firmeza nos pés. É, não tem jeito. Uso coleira e tenho dona.

Ninguém é forte o tempo todo. Ninguém consegue ficar íntegro diante de mulheres como ela. Não, pelo menos eu não. E nem é mais questão de ego ferido. É necessidade.

—- É um tantico Velho, mas vale. Gosto desse. (Ando em falta imensa com o Malvadas, não escrevo tem um tempão.) Bom, que eu posso dizer? Descurrrpa!

– O Próximo falo de salsinha. E o quanto ela é ruuuim e verrrrrde e o quanto sou irônica.

Você não muda nem por Decreto. Eu (me) mudo.

por em 1/02/2011 às 0:17

Você é assim e não vai mudar. E ponto final. Por mais que eu te encha de mimimi. Você não vai mudar, por mais que diga que vai e que me ama e o cacete a quatro. Não vai mudar. Não vai. Não vai ser mais atencioso, não vai reparar quando eu pintar as unhas e nem se oferecer para lavar a louça. Não Vai. Repito: Não vai. Ok, direito seu.

Mas não se esqueça que não mora sozinho. Que não vive coatua mãe. Que eu não tenho o mesmo saco que ela, eu não pari você. Não tenho a obrigação de cuidar de você como ela. Estamos casados, sou sua mulher. Não tem meu nome na sua certidão de nascimento. E eu tenho todo o direito que o mundo me dá de ser quem eu quiser ser. E vestir a porcaria de roupa que eu quiser. E gastar num creme só o quanto eu quiser. E sair com as amigas para onde eu quiser. Por que se você não mudou em todos esses anos nesse maldito casamento, eu também não tenho a obrigação de mudar.

E não é tacando nada na tua cara não, mas já mudei demais pela gente. Já parei com as amizades masculinas, já larguei a minha carreira e cuidei dos filhos, como manda o roteiro de toda boa dona de casa. Até aprendi a cozinhar. Ou você se esquece que quando nos conhecemos, eu não cozinhava? E você… Você continua o mesmo. Por que “Macho que é Macho é constante, não muda.”

Pois eu vou te dizer uma coisa Senhor Muito-Macho. Macho que é macho defende a fêmea. E a trata como a unica fêmea do mundo. E não a abandona nos domingos, ou nos fins de semana. E se oferece para ajudá-la. NO QUE QUER QUE SEJA. Macho que é macho vê o valor da fêmea que tem ao lado. Macho que é macho não diz “Macho que é macho”. Macho que é macho não diz, age. E você sempre diz que vai mudar. Sempre fala que me ama.

Pois é. O Macho, macho mesmo da relação sou eu. Eu quem ajo. Eu quem me desdobro pra manter o casamento, pra aguentar você e suas pseudo-machices. Inclusive, eu quem mudo. Eu quem emudece também. Eu. Não você, que não muda. Que fala. Que tem o mesmo trabalho de anos atrás e reclama dele todo santo dia.

Mas sabe, eu posso muito bem mudar se eu quiser.

Inclusive de marido.

________________

NOTA 1: Isso é um conto. Preciso dar o aviso do Ministério da saúde?
NOTA 2: Sim me amo, tenho Deus no Coração e blablablá.

Fica feio, se eu te chamar de polia?

por em 2/01/2011 às 0:10

Reclamaram esses dias que ando um espectro de mim mesmo. Lógico que estou! A maior parte de mim  se foi no começo do mês. Disseram que só um novo amor para esquecer um novo amor. É? É mesmo? Vai você então ser deixado e encarar uma nova pessoa. Comigo não vai funcionar. Tem um certo tipo de peça que a gente incorpora à máquina da vida que não tem substituição. Por mais que hajam peças melhores e modelos mais novos. A máquina nunca mais funciona como antes, se essas peças são trocadas. Sinto, mas você é toda a polia que eu preciso, pra minha máquina funcionar.

Eu não sou a pessoa mais fácil desse mundo. Não sou a mais bonita, a mais simpática e nem a mais inteligente. Pelo contrário: De nós dois, você é a parte boa. Eu sei que tenho defeitos horríveis e coisas que não melhoro por comodismo. Disso eu sei. E bem capaz de eu não mudar. Filhos da puta são filhos da puta. E você sabe o quanto minha mãe cobra.

Mas tem coisas dentro de mim que são incrivelmente boas justamente por que você estava comigo. Já fazem quinze dias que estou comendo miojo. Não tem sentido fazer arroz só para um. Ou por a mesa. Ando ignorando a mesa da cozinha por não conseguir encarar a cadeira vazia em frente à minha. O silêncio que essa casa está desde que você se foi é ensurdecedor. A cama ignoro também. A cama – que reclamávamos ser pequena demais, lembra? – está enorme sem você nela. É um vazio que começa em mim e escorre pros lençóis.

Você tem razão em me deixar eu sei, sou um lixo. Eu não ficaria comigo, se tivesse como. Mas você… Você é a parte boa. E eu, o fardo. Você, a minha luz no fim do túnel. Tudo o que eu precisava para saber que mesmo tudo estando uma merda, no final ia tudo funcionar.

Não éramos o casal perfeito. Não éramos compatíveis, seu signo não combinava com o meu e tampouco éramos almas gêmeas. Não éramos nenhuma dessas coisas poéticas e astrológicas bichas pra cacete. Haviam momentos que eu queria comer seus olhos. Mas em todos os outros, eu te comia com eles. E quando você gritava o quanto estava farta de mim, eu desejava ser só o calor do momento. Desejava que depois sussurrasse meu nome me pedindo pra ficar. E que me abraçasse na hora de dormir. E que jamais se tocasse do merda que realmente sou.

Eu sou tímido. Eu sou temperamental. Eu tenho imperfeições e sou imprevisível. Eu tenho cicatrizes de todas as discussões que tivemos. Ou odeio essa solidão. Eu tenho raiva de ter feito você partir. E inveja dos casais astrológicos bichas pra cacete. Eu tenho, dentro de mim, um sentimento de culpa que ninguém tira. Isso nem você.

Mas o que eu tenho de mais precioso aqui dentro é seu.

E o melhor que eu sou é ser seu.

Espero que você tenha tido a melhor virada de ano que alguém possa ter. Por que eu estou ignorando mortalmente festa nos amigos e os fogos de artifício.

Prazer

por em 11/12/2010 às 15:06

Eu entrei assim devagarzinho, sem fazer muito alarde e sem chamar muita atenção. Eu entrei com um “oi” no rodapé e uma descrição ínfima. Eu entrei por que quis e não saio quando quiserem que eu saia. Entrei e entro toda vez que não olhares.

Eu faço, desfaço e mando na tua cabeça. Você sabe que mesmo se quiser – e eu estiver lá - você não pode se controlar. Não pode. Não tem jeito. É caminho de uma vida só e rua sem saída.

Sou como dizem. Só quem nunca experimentou é que escreve bem de mim. No fundo, não tenho muita coisa de bom, mas engano. E engano bem.

Vivo por que a necessidade de estar junto é grande. Vivo por que ninguém sabe ficar só. Vivo, por que se você estiver realmente só, não existe. Existo para unir e separar. Existo de graça, mas permaneço por um preço que faz qualquer tesouro virar troco de leite. Permaneço enquanto houver doação. Permaneço durante os sacrifícios e crises. Permaneço e me fortifico diante do respeito, do carinho e da consideração. Permaneço mesmo com os contras da vida. Os contras e as dificuldades me tornam maior. A facilidade pode muito bem me fazer ir.

Reacendo depois da briga, no meio de fluídos e sons e texturas e pedidos de desculpas úmidos demais para não serem meus. Vou-me quando não há mais nada além de mim. Quando só resta eu, vou-me embora. E talvez, para sempre. E talvez, você nem note que fiquei sozinho, mas no meio de uma briga, nota que me fui e você é quem se sente só. Eu nao aguento a solidão.

Pior que quando apareço, não venho sozinho. Às vezes visitas, às vezes, inquilinos. A dor me segue, o sorriso me segue, a felicidade me segue. O respeito, a admiração e ocultivo de mim, cabe a você.

Esquento e queimo. Dói e agrado. Alivio e pressiono.

E não, nunca fico mais fácil. Se ficou, sinal que me fui.

Prazer.

Vinho, vinícolas e... ah, Oi!

por em 8/12/2010 às 13:54

Eu imagino o que é ter conteúdo por sete anos. A constância e a assiduidade me intimida. Porra, são sete anos.

Quando eu tinha 12, o Malvadas tava nascendo. E a Vane já era malvada e tava começando a mostrar para o mundo. Não chamando de velha, pelo contrário, acho que a Vane é como vinho. (E diga-se de passagem, acabou de abrir uma vinícola, com seu primeiro tonél carinhosamente apedado de Cecília.)

Voltando ao blog – sim, verão que com o passar dos posts, eu começo um tema com um paragrafo fodão e vou cagando até acabar. Inspiração-miojo é foda. – Tem aqueles que visitam uma vez por dia, se servindo de uma taça depois do jantar e tem aqueles que assim que encosta os lábios na garrafa, acaba com ela ainda em horário de serviço. E lê de novo e de novo e de vez em quando comenta ou fica ali, se enbriagando no cantinho, calado, sozinho.

É, esqueci de dizer que como o blog é reflexo do vinho mãe, é vinho também.

Mas confesso,essa porra vicia. E como a boa droga que é, mesmo meses sem visitar, a gente fica bem propenso a umas recaídas. E nao tem clínica/família/marido/blablabla que faça a gente largar o vício.

A propósito, esse vício se parece bem com o amor, no fim das contas.

Prazer, Camila Marciano, 19 anos, comprometida e péssima Mario Kart player.