Booger Network

Sobre a Rede

Booger Network é uma compilação de blogs dispostos em diversas categorias. Estamos em fase de expansão e em breve teremos mais blogs e diferentes categorias.

Anuncie

Integer erat orci, congue sed feugiat eu, pharetra in tellus. Nulla vel est et mi fermentum ullamcorper at a justo. Fusce scelerisque nisi vehicula mauris placerat quis accumsan dolor adipiscing. Donec tempus, nibh ut volutpat fermentum, mauris sem imperdiet ante, at dignissim magna tortor in dui. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit.

Contato

Blogueiros

Praesent ac elit metus. Ut sed sem nec lorem fringilla molestie a vel risus. Phasellus a commodo felis. Praesent at libero velit.

Leitores

Donec facilisis, sapien ut elementum faucibus, justo urna dignissim sapien, vel elementum lorem est euismod nisi.

Anunciantes

Fusce vitae nunc mi, quis faucibus orci. Nam id lorem justo. In arcu lectus, commodo eget pharetra sed, rutrum quis sapien.

Um gosto de podre na boca

Sexo-cozinha-hg-20101004Por ANDRÉ SANT’ANNA

E ela chama isso de “fazer amor”. Já eu acho meio nojento. A começar pelo teatro. A cena do supermercado é obrigatória. A gente lá, pelos corredores, entre as prateleiras, escolhendo produtos especiais para uma noite especial:

- Vamos levar essa mostarda da Alsácia? Pega pra mim aquele vinho branco alemão. Olha só, Amor, o queijo que você adora!

Alguém tem ideia do gosto do beijo dela, depois do queijo que nós adoramos, do vinho branco doce e do boquete que ela faz questão de pagar em noites especiais?

Aí tem a cena da cozinha. Tudo teatro. Teatro não -comercial de molho de tomate. O casal sorridente, cortando pimentão, temperando frango. Então, ela começa a se esfregar. Fica encostando aquele bundão em mim, sempre fingindo naturalidade.

Não sei quem inventou que sexo é coisa espontânea. Quem faz sexo espontâneo é cachorro vira-lata. E é assim que me sinto: um vira-lata sarnento – o cheiro da cebola, do alho, do suor azedo que encharca meu sovaco nessas horas.

Silêncios constrangedores. Nós dois pensando em sexo, fingindo que aquele frango cru, ensebado, é a coisa mais importante da noite. Só que o frango, depois de assado e coberto por especiarias de “Primeiro Mundo” (quando quer elogiar algo, ela diz que é “coisa de Primeiro Mundo”) fica até bonito, cheiroso. A nossa alma é que vai ficando fedorenta.

E ela lá, com o bundão espontâneo, se esfregando espontaneamente no meu pau. Quer saber? Não gosto de intimidade com quem já sou íntimo.

Ela não aguenta o silêncio por muito e tempo e tem de falar alguma coisa. Qualquer coisa:

- Às vezes tenho a impressão que mal conheço você.

Que merda é essa? A gente já se conhece há mais de dez anos, já fez sexo em todas as poses pornográficas e ela ainda me envolve nessa conversa nada espontânea só porque não aguenta um silêncio de cinco minutos. Sou obrigado a responder qualquer coisa:

- Você me conhece melhor do que qualquer pessoa.

E pronto. Até poderíamos calar a boca por mais alguns minutos. Mas não. Ela tem que falar, assim, de repente:

- Faça amor comigo.

Porra, mas a gente ainda nem jantou! E eu? Sabe o que eu digo?

- Boa menina.

E ela:

- Beije-me daqui até aqui.

O “aqui” dela é lá. O gosto na boca dura uns três dias. O queijo, o boquete, o vinho branco adocicado -ela é metida a chique, mas bebe “Liebfräumilch”- e, pra completar, o gosto que vem das entranhas dela. Dos infernos! E os barulhos do sexo oral? Tanto os que eu faço, quanto os que ela faz:

- Sssscccchluuuuuuuurrrrrrrrpppppfffffnnnnnnnssssplussssh!

Mas também não posso reclamar muito. Participo do teatrinho que nem um ator de filme pornográfico. Peço a ela que implore pelo meu “Bimbim” – o apelido carinhoso que deu para o meu pênis. Sabe como eu chamo ela na hora do sexo?

- Baby!

Ai, que vergonha! O cúmulo da simulação é quando ela tira a boca do meu pau e me empurra pra cama, simulando uma excitação bem maior do que a verdadeira. Outro dia, ela falou que eu era “hot”. “Hot”, eu? Não dá para trepar sem dizer nada?
Não. Não dá. Ela tem que ouvir e falar palavras como “Bimbim”, “baby” e “hot”.

Eu a chupo. Ela me chupa. Eu coloco meu órgão sexual dentro do órgão sexual dela. Ela fala:

- Mais rápido, Christian, mais rápido… por favor.

Eu digo a ela:

- Goze, baby. Goze para mim.

Eu gozo. Ela finge que goza. Depois, o que sobra é esta sensação de ridículo, este gosto azedo na boca, este cheiro de ovo impregnado nas narinas. E ela chama isso de “fazer amor”.”

———————————
O Ilustríssima convidou quatro pessoas para reescrever uma das cenas mais mornas de “Cinquenta Tons Mais Escuros”. Estas pessoas são Reinaldo Moraes, Carol Bensimon, André Sant’Anna e Juliana Frank, que tentarão ajudar Anastasia Steele e Christian Grey a esquentarem os lençóis.

Para ler os outros três, clique aqui.

Via: Juliana Frank

7 Comentários

  1. Fábio disse:

    É estranho. Sexo nunca é natural. Quando é a gente lembra por toda a vida. Me faz menos apaixonado o gosto azedo do final de “fazer amor”. Pode isso Arnaldo??!!

    1. jorge disse:

      Este cara so pode ser gay me desculpa man nao tem como sexo nao ser bom, cara eu acho que o cara do conto queria um pau pra ele e nao uma bucetinha fazer o que gosto é gosto

      1. jj disse:

        Azedo? Então vc comeu bosta ! O gosto da porra dela é uma delícia, akele cardinho que sai, hummm… Fazer amor, ou meter, ou qualquer coisa relacionado com sexo, é a melhor coisa da vida meu “amigo”, se vc não gosta, voce é gay, aliás, até gay gosta !!! etão vc não é nada.

  2. John disse:

    Adorei seu blog, contei um blog de contos secretos que ocorreram na minha vida, se puder dar uma olhada ficarei muito grato.
    http://johnnysexualdiary.blogspot.com.br
    Parabens por seu trabalho.
    Att,
    John

  3. TOM disse:

    Esse cara é gay! Respeito a opção sexual de cada um, mas pra mim não existe coisa melhor que mulher. Não quer passar por tudo isso vai dar o fuleco pô! Aí pode ter certeza, você vai se sentir realizado! PQP!

  4. Larissa disse:

    Talvez vc não seja casado. Talvez só namore. Sua namorada está sempre limpinha, nunca está limpando um frango, ou lavando uma cueca sua. Por isso vc pensa assim. Experimente fazer sexo quando sua mulher está na cozinha, cortando cebola ou limpando um peixe.

    1. jj disse:

      quando se tem tesão, pode ser até no meio da lama, vc que não deve ser casada, ou se é, ja não tem tesão mais, pelo menos pelo seu marido. Mas com outro certeza que teria !