É estranho gostar de um livro do nada. É estranho, ninguém te dizer dele e você simplesmente querê-lo. Se com pessoas isso me parece sem sentido, de olhar e querer, não imagino por que caralhos isso acontece com papel.
Gerações o leram e se identificaram. Pelo menos, a geração dos Baby Boomers e nós, a Y. No malvadas.org era até frase de parachoque. “These words I write keep me away from total madness”.
Vou começar de novo. Vomitei tudo de uma vez e acabei com o tesão do clímax.
Me mostraram Bukowski há um tempinho. Comecei como todo mundo, de qualquer um. Li o “Parte 2″ antes do “Parte 1″. Me deram. Era pra ser especial, suponho. Acabou que foi um fiasco, mas acabou. É o que interessa. E essa mania ficou. Fui atrás de mais. Li o “Parte 1″. Adorei. Fui atrás de mais, fui atrás de todos. TODOS. Até uma versão em Português Ora-Pois acabei adotando.

Mas daí acabou. Morreu. Não tinha mais obras pra ler. O Velho Buk morreu poucos anos depois que nasci. Triste. Baixei, (ahã, mentira FBI, comprei. Ouviu? SOPA e o diabo? COMPREI) algumas leituras ao vivo, algumas coisas que gravaram da época, mas não é a mesma coisa. Eu conhecia esses poemas, eu já os tinha gravados na cabeça. Nada novo jamais surgiria. Um amor, que já nasceu morto.
Nunca li nenhum outro da Geração Beat. O Velho nem gostava que a gente o chamasse assim, mas foi como o classificaram. E essa modinha de Jack Kerouac e o ”On the Road” não me motiva a lê-los. Só espero que passe e que fique alguma marca de que passou. Gente que lê é gente que lê. Pode ser Crepúsculo, pode ser Gibi, pode ser Gil Vicente. Lê.
Tava órfã de Autor pra consumir. Passando na Livraria, um livro me chamou atenção. “Pornopopéia”. Diacho de nome arretado, sô! Fiquei com ele na cabeça, mas não foi ele o eleito naquele dia. Levei foi Xinran e seus infanticídios chineses.
Ano inteiro se passou. Ou mais, foda-se. Passou. E chegou a tão esperada… Bienal! E lá fui eu, com minhas contas atrasadas e o dinheiro delas pra gastar. Stephen King por cinco malandros! Nabokov com 50% de desconto! As minas das assinaturas de revistas se jogando pra cima, oferecendo brindes. E tinha lá um. O sujinho. No sentido literal e no sentido não-literal. (Que nome leva isso mesmo? Quando a gente usa a palavra no seu sentido não-literal?) Sei lá, mas lá estava ele, perdido entre Stephen e Agatha Cristie. Pornopopéia. POR CINCO REAIS. Pensei na hora de levar? Pensei não.
Meses passaram. Ainda não terminei de ler por pura vadiagem. Eu vou terminar, cristo. Eu me repito isso todo dia que o coloco na bolsa, antes de sair de casa. Um dia essa macumbinha ainda dá certo. Espero. Espero que sim!
Outra ida na livraria. Literatura Greco-romana por cinco pilas. Uma conversa com a minha mãe, um livro que ela sugeriu muito discretamente que eu lhe desse, uma busca no site da editora e BAM! Uma revista/propaganda com autores convidados. Li, achei graça (Aqui está o Link da Revista, página 22 por favor). E estranhei o nome do cara que leva o nome do rodapé. Reinaldo Morais.. Reinaldo Morais… PORRA!

E pra quem não viu a revista:
É… É estranho descobrir. Mais que isso, essas coincidências coincidintes são de fritar o cérebro de qualquer um, basta não ser frio/frígido/com tendências psicopatas. É a vida. Em pensar, que Mulheres são um dos meus favoritos. Precisava escrever isso. Mais que isso, precisava fotografar, precisava compartilhar isso com o mundo.
É estranho descobrir. É mais que isso. É do caralho!
P.S.: Já tenho o que fazer essa noite. O sono fica pra depois, os filmes ficam pra depois e se bobear muito, um sorriso satisfeito pós-coito fica pra depois também. Hoje à noite será apenas e somente do Reinaldo.
P.S.2: Tô começando de novo. A escrever sem parar e sem reler. Vamos ver no que catso saporra vai dar. Da outra vez, meu namoro acabou (mas voltou com força total e tô contente bagaray, se essa reviravolta não for deus, êta vida!)
Quer mais merda? Tem aqui ó: www.culturadabacamarte.tumblr.comTweet






























Conheci o “velho safado” por meio de um amigo meu que me emprestou um de seus livros. Desde então o Buk me acompanha, pois seus livros acabam nos marcando.
Ele é cruel, diretoe diz as coisas que fazemos questão de não ouvir e justamente por isso ele é tão fantástico.
E “Mulheres” é um dos meus favoritos também.
Ah o Velho… como eu adoro!
Passei pelo mesmo problema que você, foi “um amor, que já nasceu morto”, consumi tudo que achei com tanta velocidade que acabou… e ficou aquela sentimento: “E agora, que será dos meus dias sem o Velho?”
Releio, leio…procuro coisas similares, mas ainda não encontrei ninguém que me tocasse da mesma maneira que ele.
No momento estou na companhia de outro velho safado, tão ou até mais trágico: Nelson Rodrigues. Terminei A Vida como Ela É, uma coletânea IMENSA de muitos contos e estou rumo a Asfalto Selvagem, que muitos conhecem como “Engraçadinha!”
Recomendo também!
Oi Jennifer, acho que Fernando Pessoa e seus heterônimos dão conta do recado. Tem muita coisa escrita que faz a gente pensar pra caraio. Outro é o poeta maldito Charles Baudelaire. Aqui no Brasil tem os maravilhosos Paulo Lemisnk e o grande Aldir Blanc. Sei lá… acho que é isso. Tem uns filósofos também mas aí é outro papo. Se quiser conversar a respeito tô na fita, beleza? Beijão de lingua.
É estranho ver o velho Buk na casa de outra pessoa. hahaha
Conheci o Buk através do Pornopopéia. Quanto aos beats, li On The Road antes da modinha, e recomendo.
Buk por pornopopéia? Essa é nova pra mim! Fiz o caminho inverso o/. To meio que me recusando a ler “On the Road”, comprei uma versão pocket da L&PM tem mais ou menos um ano e ainda nem abri…