“Uma jovem belga de apenas 25 anos decidiu gravar o que ouvia dos homens enquanto caminhava pelas ruas de Bruxelas – e principalmente de sua vizinhança, em um bairro pobre da cidade. O resultado foi o documentário Femme de la Rue (Mulher da Rua, em tradução livre).
Com uma câmera escondida, Sofie Peeters registrou o assédio sexual e os insultos que sofria enquanto caminhava pela capital belga.
Inicialmente pensado como trabalho de conclusão de seu curso de cinema, o documentário acabou suscitando um debate sobre a violência sofrida por milhares de mulheres todos os dias e ultrapassou as fronteiras da Bélgica.
A maioria das imagens do assédio sofrido por Sofie foi gravada em Anneessens, um bairro pobre de Bruxelas, onde a jovem mora há dois anos. O bairro tem uma grande população do norte da África, de países árabes e muçulmanos – e a maior parte dos homens gravados realmente era de origem norte-africana. Por isso, Peeters foi acusada de racismo por alguns críticos.
As cenas mostram uma sucessão de homens abordando a jovem à medida que ela avança em seu caminho pelas calçadas e parques da capital belga. Um deles chega pelas suas costas, dizendo que ela é “linda”. Outro, simplesmente a cruza na calçada, vira o rosto em sua direção e a chama de “vadia”.
Em outra sequência, Sofie passa em frente a um bar, com mesas na calçada. Um homem diz que “se ninguém fizer um elogio, ela vai se sentir mal”. Em outra cena, um rapaz a convida para beber algo em seu apartamento. Diante da recusa, ele insiste e diz que Sofie o deixa “com vontade”, o que faz com que seja “normal” abordá-la daquela maneira.
“Acho que a primeira coisa que uma mulher se pergunta é: ‘Sou eu? Foi algo que fiz? São as minhas roupas?’”, contou a jovem, em uma entrevista à emissora de TV belga RTBF que já foi vista por mais de um milhão de pessoas no YouTube. O filme mostra, ainda, testemunhos de outras vítimas de assédio nas ruas da cidade.
Testemunho das francesas:
As frases recheadas de vulgaridades e a violência com a qual alguns homens abordam a jovem no documentário, feito em plena capital da União Europeia, causaram indignação no resto do continente.
O assunto, que é raramente tratado pela imprensa, ganhou espaço em jornais, revistas e emissoras de TV na França, um dos berços do movimento feminista. O assédio sexual de rua, travestido de simples “cantada”, também gerou debate nas redes sociais francesas.
Mulher dá depoimento pessoal no vídeo de Sofie Peeters:
Depois que um jornalista escreveu em seu Twitter que ainda não tinha visto “nenhuma menina reclamar de ter recebido o mesmo tratamento” na França, centenas de mulheres postaram na rede social alguns exemplos de comentários agressivos, repletos de conotações sexuais, que são obrigadas a escutar diariamente nas principais cidades do país.
Por coincidência, o Parlamento francês aprovou na última semana uma lei mais dura contra o assédio sexual, após um vazio jurídico ter sido criado pela anulação de uma lei anterior, considerada ambígua pelos magistrados.
A Bélgica também adotará medidas para diminuir a violência verbal sofrida pelas mulheres. Uma lei que deverá entrar em vigor em setembro prevê multas por assédio sexual na rua.
Sofie Peeters decidiu deixar Bruxelas e voltar a viver em uma cidade menor, no interior do país.”































Infelizmente a gente tá vivendo a cultura do estupro e a culpa é jogada na mulher pela imbecilidade dos homens que cometem esses abusos…
Realmente a sociedade caminha para seu fim, a falta de respeito entre os sexos é clara, sendo homem sei dos desejos que temos quase incontroláveis, mas isso não permite agredir de qualquer forma uma mulher, o RESPEITO é o que falta no ser humano. Eu não faço esse tipo de coisa, porque penso como eu reagiria caso fosse com minha mãe, irmã ou esposa. Dá vontade de quebrar a cara desses homens sem cavalheirismo.
O concorrente do Obama à presidência (esqueci o nome da criatura), está falando merdas como “o aborto vai depender da ‘classificação’ do estupro”, agora classificam estupro??
É por isso que adoro esse blog. Vocês não postam apenas coisas engraçadas, vocês se importam com esse tipo de coisa. Parabéns pelo trabalho!
O que está acontecendo com as pessoas? Quanto mais nos aprimoramos na tecnologia, mais vamos nos aproximando dos neandertais. Só não vamos nos ater aos radicalismos. Senão o simples ato de olhar vai ser passível de assédio. Agora, nesse documentário só faltou o tacape. A falta de educação é mesmo um problema global.
Existe uma dicotomia em relação à mulher. A mulher que gosta de sexo é tida como vadia. Normal pra eles é a recata que tem que ser “convencida’ a transar. Mas, ao mesmo tempo, os homens cantam as mulheres como se todas estivessem “disponiveis” para uma trepada com estranhos. Vai entender. A cantada nada tem a ver com sexo. No fundo é uma demonstração de poder. Eu te constranjo e te oprimo porque eu posso.
A teoria da evolução explica isso. O que acontece é que uma mulher só pode se manter ligada basicamente a um parceiro (por toda gestação de nove meses). Mas o macho poderia produzir centenas de filhos para “perpetuar a espécie”. Como todo comportamento humano é baseado principalmente na vontade de continuar vivo….
não existe cultura do estupro, a cultura de corrupção, de roubalheira sim, mas do estupro não, puts do jeito que vocês falam parece até que todos os homens são estupradores.
Ótimo! Vamos proibir os homens de falar com as mulheres na rua. Vamos colocar homens e mulheres em lados diferentes na rua. Honibus para homens e para mulheres. Daí no futuro… ia me esquecendo… no futuro seremos todos gays… não teremos mais este problema!
Ruim quando um comentário na rua te faz sentir uma vadia oferecida… e parecer que a culpa é só sua
Mas não foi especificado por quantos dias andando na rua ela pode reunir esse material, então acaba passando a idéia que isso acontece o tempo inteiro, o que é uma falácia porque pra cada homem que assedia uma mulher, tem outros mil que não fariam isso. O que acontece, como é uma questão de sobrevivência o impulso sexual mais forte que todos os outros, e homens tem pouco controle sobre isso. Tem muitas mulheres que colocam uma blusa apertando os peitos pra fora, um short na altura da virilha mas se incomodam quando olham pra bunda dela…vai entender..
O pouco controle dos homens em relação ao sexo é justificativa pra isso? E o pouco controle de uma faca na mão minha mão em direção ao seu pinto, pode ser?
Esse acedio tem em todos os lugares … as pessoas não se respeitam mais