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Booger Network é uma compilação de blogs dispostos em diversas categorias. Estamos em fase de expansão e em breve teremos mais blogs e diferentes categorias.

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O Encontro

por em 6/07/2012 às 10:28

Contos e Textos, Relacionamentos

Fui. Imaginava que era roubada, mas fui. Afinal, o que eu tinha a perder além de mais uma noite improdutiva? E se desse certo, se fosse diferente das outras noites? Não havia um bom motivo que me fizesse recusar o convite.

No primeiro momento tudo correu dentro da expectativa. Nada de extraordinário, nem bom, nem ruim. Tudo normal. Sentamos à mesa de um bar, conversamos sobre o que havíamos feito naquele dia, preferências musicais, filmográficas e artísticas em geral – muitas das quais em comum –, nossos pais, infância, objetivos na vida e sobre o fim de semana que nos conhecemos.

Naquele dia em que nenhum de nós estávamos dados às interações sociais, encontramos no fumódromo o esconderijo perfeito para abster de socialidades. Ironicamente, foram nessas condições que um puxou papo com outro. Eu de coração partido, ele de saco cheio.

Trocamos algumas palavras, fizemos piadas sobre os malucos que ali passavam, cantarolamos trechos de nossas músicas favoritas e por fim apagamos os cigarros. Antes, porém, de voltar à pista de dança onde minhas amigas se encontravam, ele pergunta meu nome e se poderia anotar meu telefone. Não houve recusa, e junto com o número, trocamos também contatos em redes sociais. Foi assim que tudo começou.

Aos poucos, fui me dando conta de que aquele ser on-line não se parecia com aquele outro da área de fumantes. Fossem talvez pelas doses de vodca ou pela atmosfera da noite, não havia notado algumas peculiaridades do moço. Algumas não tão agradáveis, mas não suficientes para esquivar do encontro proposto pouco depois. E como já dito, lá fomos nós. Dois desiludidos, eu com o amor, ele talvez com o mundo.

E então, chegou aquele momento do encontro em que o assunto acabou e o único ato previsto para revogar o clima frio que se instalou em nossa mesa era a chegada iminente de um beijo. E nesse instante, recapitulei tudo que ele havia dito neste dia, coisas que até então desconhecia sobre o ser. O término de longo relacionamento, os vícios excessivos com álcool, drogas e festas, o mundo irreal e inconsequente que ele por vezes se submetia, a relação complicada com os pais, o desemprego momentâneo. Nem tudo era ruim, afinal, ninguém é totalmente bom ou mau, mas foram tais características que minha mente se dedicou a trabalhar.

O beijo não aconteceu. Nem os possíveis contatos após o derradeiro encontro. Não sei quais foram as impressões dele sobre mim, acredito também não ter agradado. Não houve briga, raiva ou asco. O desapontamento pareceu mútuo. Às vezes as coisas são realmente da forma como imaginávamos. A noite se encerrou ali, com um até breve que sabíamos que não existiria.

6 Comentários

  1. Leonardo disse:

    Resumindo, ninguem é bom o suficiente pra gostosa ai né? Achar que sabe tudo sobre uma pessoa em um curto periodo de tempo é dose.

    1. Guilherme disse:

      Cara, eu não engataria num relacionamento com uma guria com esse tanto de problema haha

  2. Marcelo disse:

    Peraí gente, o cara fala tudo de ruim que existe, fuma, está desiludido com o mundo, não tira a garota “do chão” e vocês querem que ela fique com ele? Bem que ela fez, esse cara é problema. Não vai agregar nada de bom à vida da moça. Tem que se valorizar mesmo.

  3. Carol disse:

    Ih, Leonardo, a mina saiu com o cara uma vez e é obrigada a ficar com ele/ engatar um namoro??? Eu, hein….

  4. Marielly disse:

    Essa sabe o seu valor! Sabe que merece algo melhor! Amor próprio, já ouviram falar? ;)

    1. Junior disse:

      Concordo que tem que procurar o melhor possivel e ele não parece ser tal opção. mas marielly pelo modo que voce diz voce olhou o fato dos defeitos mas nao é so isso todos devemos medir e decidir nao olhar apenas uma caracteristica. e nao é saber seu valor e sim saber o que quer. Colocando a palavra valor nessa sua frase, eu olha e vejo machismo de modo simples nimguem tem de se ver algo com valor nao somos objetos, temos de ter Principios. Abraços

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