Meu nome é J. e estou com um problema terrível. Pra começar, namorei com o N. durante quase 3 anos. No início não contamos para ninguém do nosso relacionamento porque sabíamos que não aceitariam. Até porque nos conhecemos pela internet, uma semana depois nos encontramos e 7 dias depois ele me pediu em namoro. Eu aceitei, é claro, estávamos apaixonadíssimos. Meus pais não aceitavam que eu levasse meus namorados pra casa. Eles eram muito rígidos quanto a isso.
Ele se mostrou o melhor namorado do mundo. Mesmo morando em outra cidade, decidiu que estaria sempre presente. Era super atencioso e me enviava no mínimo umas 10 mensagens no celular por dia e em todo momento demonstrava que me amava. Meu pai faleceu alguns meses depois do início do nosso namoro e ele me deu a maior força. Mudei meu modo de ver as coisas e amadureci muito.
Minha mãe acabou aceitando o meu namorado ir lá em casa. Ela percebeu que o amor entre nós era verdadeiro. Com isso, o N. resolveu se mudar para a minha cidade e comprou uma casa perto da minha. Por comodidade mesmo. Assim, poderíamos ficar mais tempo juntos.
Assim foi durante o primeiro ano de namoro. Não tinha do que reclamar, a minha vida estava perfeita. Eu nunca fui ciumenta, só que comecei a perceber que ele mantinha contato com outras garotas e isso me incomodou. Eu achei que ele estava me traindo e isso foi gerando uma paranóia da minha parte. Passamos a viver num jogo de ‘vingança’. Eu também comecei a dar abertura para outros caras.
Nosso namoro foi morrendo aos poucos. Começamos a brigar cada vez mais e mais. Começamos a trabalhar e, consequentemente, nos afastamos (e estressamos). Eu relevava tudo até o dia que ele ameaçou me bater. Por mais que eu o amasse não podia aceitar que fizesse isso. Ele pediu desculpas e eu fui empurrando o relacionamento com a barriga.
Chegou um certo momento em que ele dormia todas as noites na minha casa. Com isso, nossas brigas passaram de esporádicas para diárias. Ele não dava atenção para mim e eu passei a fazer o mesmo. As vezes, passava uma semana inteira e nem nos beijávamos. Simplesmente não tínhamos afeto. Numa dessas brigas, ele tentou me agredir novamente e terminamos.
Prometi que não voltaria e assim o fiz.
Nesse meio tempo eu conheci outra pessoa. Por mais que eu amasse o N., o C. era muito carinhoso comigo. Resolvi me dar uma chance de ser feliz.
Vocês sabem que depois que a gente termina um relacionamento é que descobrimos quem estava do nosso lado, né? Pois bem, descobri barbaridades sobre o N.
Enquanto estávamos juntos ele transou com uma outra guria. Fui tirar satisfação com ele porque não achei justo. Ele falou que poderíamos voltar e eu falei que só faria isso se transasse com outro cara. Queria quitar essa ‘dívida’.
Aí ele surtou. Pegou minha prima enquanto eu estava viajando. Eu enlouqueci. Foi aí que ele confessou que já tinha me traído muitas vezes. Entre elas, levou uma mulher casada do trabalho pro motel. As outras foram com as minhas primas dentro da minha própria casa.
Questionei o motivo de tantas traições e ele disse que eu não dava carinho suficiente. Por um lado, me sinto culpada. Por mais que eu não tenha efetivamente ficado com outra pessoa, tinha meus namoricos da internet também.
Resumindo, não voltei com ele. Aliás, queria vê-lo pelo avesso e continuei o namoro com o C.
Nas últimas semanas o N. me procurou e queria que nos tornássemos amigos. Papo vai e papo vem, ele começou a chorar e implorar o meu perdão. Fiquei com um aperto no peito e fui encontrá-lo. Por mais que eu tivesse essa mistura de amor e ódio, não resisti a ele. O beijo dele, e a maneira como ele me pega de jeito, é a melhor coisa do mundo.
Vi que ele realmente se arrependeu do que fez. A minha vontade é voltar com ele, mas minha família quer matar ele. Se eu voltar com ele, me expulsam de casa. Fizemos um trato: Durante cinco anos nenhum de nós iremos nos casar. Vamos juntar dinheiro para fugir e morar juntos em outra cidade.
Até isso acontecer, namorarei com o C. Ele é um cara espetacular. Bem de vida, carinhoso e sonho de qualquer mulher. O problema é que não consigo amá-lo. Sou pobre e a minha família acredita que ele é a minha melhor opção. Eu fico frustrada. Eles querem que eu vá embora com ele e procure uma condição de vida melhor. Moro em cidade pequena e a opção de emprego aqui é restrita. Vou para outra cidade com o C., mas com o ex no coração.
O problema é que eu sei que na realidade o C. só dá bola pra mim devido a minha aparência física. Ele não quer saber o que eu penso e quero. Ele nunca falou um EU TE AMO de verdade. Só responde quando eu digo. Aí, ele fala: “eu também“. Mesmo assim quer que eu vá morar com ele.
Já o N. me liga todos os dias, me chama de amor, chora por mim e diz que me ama. Eu e o N. temos uma ligação enorme e é uma coisa muito diferente das que já vi. Nós prometemos cumprir esse tal pacto que fizemos. Ou é isso ou a morte.
Por favor, me diz o que devo fazer! Eu tenho medo de dar essa chance pro N. e depois ele fazer a mesma coisa de antes. Me ajuda?
Obrigada desde já.
J.
Minha malvadinha, estou aqui respirando fundo para responder seu e-mail sem deixá-la chateada. Vamos lá…














































