Juro que vou tentar ser breve.
Nem nos meus remotos sonhos eu poderia imaginar que dez anos depois eu ainda estaria aqui. Imagine se eu pensava que o Malvadas ainda existiria. Tudo começou em fevereiro de 2002. Só 472 páginas atrás. Naquela época era modinha os diários virtuais.Então aconselho a nem ler o que eu escrevia. Era uma adolescente revoltada.
Na mesma época muitos blogueiros começaram a se destacar no cenário. Lembro que tinham alguns blogs legendários. Vocês nem sabem, mas o Interney ainda era Edinei. E o Kibe Loco era só um blogueiro engraçado. Percebam que eles se deram bem e eu… bem, continuo aqui. Entre postagens pessoais, textos, letras de música e outras coisas eu parei durante alguns anos. Fui viver.
Vinha aqui para escrever alguns textos e só. Normalmente quando tinha alguma desilusão amorosa. E, sério, escrever sobre relacionamentos frustrados é o meu dom. Sempre que eu tinha angústias, ódio, amargura ou qualquer sentimento negativo as palavras simplesmente brotavam dos meus dedos. Muitas vezes eu escrevia e só compreendia o texto após ler duas ou três vezes.
Escrever é algo que sempre me encantou. Mesmo com o blog esquecido, e com atualizações esporádicas, sempre tinha o retorno dos leitores. Eles eram uns quatro ou cinco a princípio.
Não deu outra, encarei a faculdade de Jornalismo. Lá constatei que não sei fazer outra coisa a não ser escrever. Tive várias colunas em diversos sites de relacionamento. Em 2008 uma amiga me chamou para escrever sobre o Big Brother Brasil num blog chamado “Consideração Final”. Levei na esportiva. Nunca fui de acompanhar reality show, mas tinha um motivo. E não é que o blog fez sucesso? Me deu uma vontade incontrolável de voltar a postar. De escrever e compartilhar.
Logo no primeiro dia que reativei o Malvadas, o blog teve 40 acessos. Gente, para mim era muita coisa. E as coisas foram fluindo, fluindo… até que entrei na Blogzona (um grupo de blogueiros) e conheci várias pessoas legais. Entre elas o meu marido. Se a história terminasse por aí, já teria lucro. <3
No final de 2008 o blog tinha seu pico de 2.000 acessos diários. Para mim, continuava sendo muita coisa. O feedback dos leitores era intenso. Muitos e-mails e comentários. Leitores compartilhando suas histórias e questionando o que fazer. Sempre gostei muito de poder ajudar. Não sei se os conselhos ou dicas foram úteis, mas foram dados com muito carinho.
Neste meio tempo foi criado o chat do blog no msn. Muita gente passou por lá e pude conhecer melhor quem lia o blog. É bacana essa proximidade, mas como toda convivência tem seus desentendimentos, já foram desfeitos vários grupos. O bom é que ainda continua firme e forte.
Dessa proximidade duas leitoras começaram a postar aqui. Aliás, o que o Malvadas mais teve nesta década foram colaboradores. Alguns vem e ficam por dois ou três posts. Outros fizeram nome e depois partiram. Outros estão em stand-by. Indifere. Fizeram parte desta jornada. Obrigada a todos eles.
E quanto aos leitores? O que eu posso dizer de vocês. Sei que têm muitos que não gostam de textos como esse. Muitos não comentam. Muitos têm opinião contrária a tudo o que escrevo e publico. Muitos comentam. Muitos dão sugestões. Muitos recebem as atualizações por e-mail. Enfim, o blog não existiria sem vocês. Hoje, o blog varia entre 30 e 40 mil leitores por dia. Para mim, é muito.
Te digo o motivo. Engravidei em 2009. A Cecília nasceu em julho de 2010. Quem é mãe sabe o quanto é “difícil” voltar a rotina dos compromissos. Então abandonei o blog por um lonngo tempo e voltei a postar decentemente há menos de dois meses. É bom saber que vocês não desistiram de nós e blábláblá.
Onde eu quero chegar…
Hoje li um post da Dani Aquino do Que Chic falando sobre o primeiro blog da vida dela. Sim, o Malvadas. E não há palavras para descrever o que senti. Ser inspiração para alguém é mais ou menos… WTF? Vários blogs nasceram daqui. Alguns estão muito mais “famosos”, outros ficaram pelo caminho, mas o importante é a gente fazer aquilo que está afim.
Gente, desculpa por esse post, mas eu precisava dizer MUITO OBRIGADA!Tweet

















































