Booger Network

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Booger Network é uma compilação de blogs dispostos em diversas categorias. Estamos em fase de expansão e em breve teremos mais blogs e diferentes categorias.

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Arquivo | novembro de 2008

'Eu Tenho Um Sonho'

por em 11/11/2008 às 19:20

Há 40 anos, Martin Luther King levou um tiro bem no meio dos cornos. Eu me recuso a explicar quem foi Martin Luther King, ok? Lendo uma matéria hoje, lembrei dele. Pensa bem, ele conseguiu ganhar o Prêmio Nobel da Paz com apenas 35 anos. Se você não sabe quem é ele, deveria. Estudar história é ótimo. Prosseguindo, em 63, ele reuniu duzentas mil pessoas em um manifesto em direção a Washington, onde discursou tão bem que até mesmo uma pedra racista iria se comover.

“I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed, ‘We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal.’ I have a dream that one day, sons of former slaves and the sons of former slave owners will be able to sit down together at the table of brotherhood.This is our hope. With this faith we will be able to work together, to pray together, to struggle together, to go to jail together, to stand up for freedom together, knowing that we will be free one day.This will be the day when all God’s children will be able to sing with new meaning, ‘My country ‘tis of thee, sweet land of liberty, of the I sing.’

E sabe o que é o pior de tudo? Após esse discurso fabuloso, o mais fudido de toda a história da humanidade, o sonho que ele tinha AINDA É UM SONHO. Mundo escroto e estúpido.

É meu e ponto

por em 11/11/2008 às 11:00

Por mais que você diga que não me quer por perto mais, que você me esculache por querer ser quem eu sou, você sempre vai saber de mim. Porque você vai sempre atrás do que eu tenho pra dizer, mesmo que não queira realmente ouvir, mas vai ouvir, e vai querer mais, e vai querer amanhã de novo, e eu vou sempre te manter vindo porque é este o meu segredo. Porque eu sou inesgotável, e você sabe que mesmo que eu esteja esfarrapada, me arrastando, amanhã vai ter mais. Sempre tem mais. E você sempre vai voltar. E você sempre vai querer saber que eu continuo sua. E eu continuo, idiota, porque eu te amo. Amo. Assim, simples, com três letrinhas: amo. E eu não quero saber se você me ama de volta, não quero saber que você não me ama de volta; sou sua e pronto. Fica quieto aí na sua vida. Porque eu lancei um feitiço pra você, e você vai continuar voltando. Então, de alguma maneira, sem querer e sem saber, você é meu também.

‘My soul is pregnant with words that can be spoken through the passion of these two hands’

But these words I write keep me from total madness

por em 10/11/2008 às 16:18

Isto é Bukowski, caro jovem. Já falei disso aqui antes. Leia, você vai gostar. Todos gostam. Traduzindo, quer dizer que “estas palavras que escrevo me salvam da loucura total.” Não poderia ser melhor explicação para o resumo da minha vida. Escrevo como uma demente para me salvar de ser uma demente. Consegue entender? Eu sou uma garota normal. Não tenho espasmos, não sou renga de uma perna, não ando arrastando os pés como um bêbado, não vivo chapada de boletas, não sou emo. Não, nada disso. Apesar de muitos acharem que sou altamente alcóolatra, quando bebo, é um suquinho de vódega aqui ou ali de leve (porque isso me deixa obesa e porque meu fígado virou um pudim quando eu tinha 21 anos) ou vinho, (sem restrições, o que no caso de uma pessoa pobre como eu, significa uma garrafa por fim de semana — quando rola). Quando tomo boletas, é pra não comer — não possuo reais e não quero voltar a virar uma ORCA. Pronto. Nada além disso. Não sou maluca, não tomo psicotrópicos, não bebo uma garrafa de álcool da ilha por dia e não surto. Mas isso é só porque eu escrevo. Senão, estava fodida, morta, esfarrapada, burra, fútil, quotidiana e tributável. E louca, completamente louca.

 

Amor de amantes

por em 10/11/2008 às 11:00

“Tento controlar a ânsia de escrever sobre você. Parece que tudo o que eu possa criar, soará como uma repetição. Frases enfadonhas, de quem aguarda uma posição. Nem sempre eu me contenho. Sou refém deste formigamento nas mãos. Talvez escreva para enxergar o meu revés, descobrindo o que não quero revelar a mim. É que a minha palavra é atrevida e até cruel. Expõe a minha pele e se precisar, sangra-me.

Tenho mesmo a alma aberta e o peito em fratura exposta. Lembrei de você, de mim… não sei se devo falar em ‘nós’. Não sei se ‘nós’ existe, ou se te fiz minha melhor fantasia. Apenas, continuo a dormir, para te encontrar.

Sou afeita aos sonhos e tenho os olhos guiados por luas que me inquietam o coração. Tomam-me em momentos quaisquer. Não sabem das determinações do tempo e do calendário que rege dias com compromissos, tarefas e atividades. Desorientam-me em suspiros matutinos, quando o sol já abraça o mundo. Parecem não perceber que você está ausente e talvez nem queira voltar. Bem que elas tentam se disfarçar: dias, minguante, cheia; outros, quarto crescente, lua nova…talvez queiram te surpreender, imaginando você.

Luas e amantes não devem ser levados à sério. Ou devem?

Continuo sem saber o que fazer, quando paro para pensar. Isto me lembra contrações de parto. Amiúdes, em intervalos cada vez menores e renitentes. Percebo-me com a pulsação alterada, uma taquicardia inusitada… é a tal química do amor a dizer-se presente, como querem os cientistas de plantão.

Diria apenas, amor. Aquele que cantava Vinícius, Drummond, Neruda e a minha bela Flor Espanca.

Minhas mãos, a despeito do tempo, ainda guardam carícias. Já havia escutado que a ausência é atrevida. Nunca gostei dos ditados. Em sua maioria, limitam, aprisionam ações, distraindo a capacidade de pensar. Ando a caminhar pelas dúvidas. Mas voltando a máxima, acima…

Tolices, de quem nunca se deixou tocar pela possibilidade de amar. Nem desconfiam do desejo que aflora, pelo que não existiu de fato. Desconhecem o ardor dos lábios, a quererem provar de um beijo prometido ou de abraços estendidos em inanição de outros braços. Será que o amor sempre precisa de tato, visão, cheiro e paladar?

Alheamentos, de quem só sabe sentir, embora nem sempre compreenda…

Sinto saudades e continuo sem decidir, o que fazer com a intimidade de você estar em mim, ainda que seja este gosto do desconhecido, ausente de alguns dos meus sentidos formais.”

Fernanda Guimarães

Homem não trai

por em 8/11/2008 às 19:25

Homem não trai. Isso mesmo que você leu: Homem não trai. Sinto que este singelo post, que faz parte de uma das minhas 150 teorias sobre a vida e o mundo, trará uma quantidade absurda de xingamentos contra a minha pessoa. Mas a verdade é essa mesmo, só a mulher trai, o homem não. E antes de você correr até o comentário me xingar, leia minha teoria.

O fato é que o homem é um bicho altamente ligado na parte física da coisa. Tem umas mulheres que, evidente, dão apenas pelo puro prazer de dar, mas é uma quantidade minúscula o que portanto não fere minha teoria. Para explicar minha teoria, nada melhor que dar exemplos:

O homem…
Imagine você, querido leitor, imagine você casado. Um belo dia, você chega no seu patético emprego e vê uma nova estagiária, loira, peituda, gostosa, com um bocão, usando decote e mini saia. Obviamente você, no seu papel de homem, fica com um nível alto de paudurescência e patético como sempre, começa a dar em cima da moça. Milagre, ela decide dar pra você.

O problema do homem é que o homem é controlado pelo tesão. O cara em busca de uma gozada só faz cagada. Afim de rangar a estagiária loirinha, você promete mundos e fundos. Você é linda, você é uma delícia, você me faz sentir coisas que minha esposa nunca me fez sentir, só você eu amei, só você me faz sentir este tesão. Isso são coisas que a gente fala com o simples intuito de conseguir uma gozada pois é obviamente tudo mentira.

Muito bem, o problema todo da coisa está justamente na gozada. Você lá com a estagiária, come a maldita de todas as posições existentes no Kama Sutra… e GOZA. Ah queridão, este é o problema. O problema da coisa é gozar. Depois que o homem goza, ele fica procurando o botão EJECT na cama, pra catapultar a mulher a 250 metros de distância.

Sério, tudo que você falou pra ela era pura mentira pra levar ela pra cama, depois de gozar ela vira e quer carinho? Ela realmente achou que ela era algo mais que sua esposa? Você até tá olhando pra ela e pensando “putz, ela nem era tãaaao gostosa assim”. Pois é, é triste, mas isso é o homem.

O cara vai voltar embora pra casa arrependido. “COMO DIABOS PUDE FAZER ISSO COM MINHA MULHER?”. Fato evidente que ele vai parar, comprar um buquê de rosas, chegar em casa todo diferente, levar a mulher jantar no restaurante mais caro do mundo e comer ela como nunca comeu. Isso é verdade, moças que estiverem lendo isso, cuidado quando seus namorados chegarem com flores assim do nada. E é óbvio o porque disso acontecer, o cara se arrependeu realmente porque ama a mulher, ele simplesmente ficou doido pela loira e queria dar uma gozada. Não foi SEXO, foi uma punheta assistida. Tudo bem que na semana seguinte estaremos novamente hipnotizados por um par de peitos e chegando NOVAMENTE em casa com um buque de flores… mas…

Agora a mulher…
Você mulher, você é casada com o seu maridão aí. O seu maridão é gente boa, mas um dia você chega no trabalho e um cara novo está por lá. Obviamente, no papel de homem que ele está fazendo, imediatamente quer te comer. Ele chega em você, mas você é fiel, diz que tem marido e esquece.

Claro, o cara não desiste, e continua te xavecando quando tromba no café com você, ou te mandando email, ou falando porcaria com vc no MSN. Você continua firme… mas um dia vai pensando na vida pra casa… o cara é romântico, fala coisas que seu marido num fala com tanta frequência, coincidentemente, ele fala exatamente a mesma frase do meu exemplo acima, dos homens: Você é linda, você é uma delícia, você me faz sentir coisas que minha esposa nunca me fez sentir, só você eu amei, só você me faz sentir este tesão.

Algum tempo depois, você se pega pensando no maluco, em casa. Um tempo depois, se pega pensando no cara ao meter com o maridão. Até que depois de resistir a tentação por meses e meses, você decide se entregar. Então você vai no motel com o cidadão que te prometeu tudo, você tá tão apaixonada que até libera o lado B pro cara, coisa que você não faz com o seu maridão!
O PROBLEMA É! Aha!!! O problema todo é a hora que goza. A mulher na hora que goza vai e faz o que? Abraça o cara! Mexe no cabelo dele e diz: “você é a melhor coisa que me aconteceu na vida” Sentiram a diferença? Viu como existe diferença, como existe envolvimento amoroso-emocional na coisa toda? A mulher, quando voltar pra casa, volta arrependida? Claro que não, vai voltar toda chateada pensando no rapaz que acabou de lhe proporcionar um orgasmo, vai começar a ficar fria com o marido, vai entrar em depressão, vai achar que tudo está errado, vai fazer sexo por obrigação fingindo que gozou mas pensando no outro cara.

No final, a mulher vai trocar o marido. E pior, vai trocar por dois motivos: ou o cara é mais rico ou é mais pintudo. Entenderam qual a total diferença? Quem realmente traiu o puro e belo sentimento do amor? Quem ferrou com tudo? O homem queria uma punheta assistida, queria uma gozada e nada mais. A mulher quer algo mais do que isso, quer amor, carinho. E antes que vocês mulheres venham falar que vocês fazem isso porque falta algo, é pura mentira. O cara pode ser tipo eu, gostoso, lindo, rico, metedor, carinhoso, romântico, mas se um dia vocês se arrumam pra ficar toda bonitona e eu acordo de mal humor porque tive uma caganeira e não te encho de elogios, ferrou. O cara pode ser PERFEITO, mas se a mulher bota na cabeça que algo está faltando (nem ela sabe o que), ferrou. O primeiro pedreiro que chegar e falar algo bonito pra uma mulher em dúvida, ferrou.

Eis minha teoria, concordem vocês ou não, estou correto. É baseado na mais pura ciência, fruto da observação e experiência própria. Morram.

Jonas Cella

Eu faço sexo casual, e daí?

por em 7/11/2008 às 12:56

Chega de e-mails falando que eu sou isso ou aquilo. Tenho CERTEZA que você já praticou sexo casual. Aí, chegam centenas de e-mails falando que eu sou muito corajosa de assumir publicamente que eu faço, sim, sexo casual. Mas existe um grande porém nessa história toda que precisa ser muito bem compreendido: “Eu dou. Mas não para qualquer mané”. Fácil de perceber ou entender? Vamos reforçar: Sexo casual não significa juntar o primeiro zé ruela que surge na minha frente e ir embora com ele. Uma coisa é fato. Eu não beijo uma pessoa de quem não goste pelo menos um pouco, muito menos transaria com um idiota. Para ser bem sincera, eu nem conversaria mais de quinze minutos com um idiota. Imagina-se que as pessoas com quem eu fico eu já as observei e as analisei durante um período de tempo, com exceção de alguns deslizes alcoólicos que causam mal-estar e tapas na testa no dia seguinte e absolutamente não entram nesta questão. Então, não tenho o menor problema em transar quando fico com vontade. Não interessa se conheço a pessoa há três horas ou um mês, quando rola a vontade, eu não seguro. Pra que segurar?

Eu gosto de sexo e quero fazer sexo quando tiver vontade sem ter que dar satisfações para ninguém ou ficar preocupada se o cara vai ligar no dia seguinte. Às vezes rola um clima na hora, os dois ficam com vontade e pronto. Pronto. Não precisa de mais nada. Puta, galinha, vadia, promíscua. Não quero nem saber se vou ficar com fama dessas coisas idiotas e moralistas que só servem para as mulheres. Por que desde hoje e sempre, os homens sempre são os comedores e as garotas são as vadias. Meu deus, isso precisa mudar algum dia, não é possível que ainda seja assim. De qualquer forma, se ser puta é se divertir e fazer o que tiver vontade na hora em que eu tiver vontade e com quem eu tiver vontade, então eu sou e com orgulho. Posso até abrir uma legião de mulheres que são assim. E ser presidente do grupo. Eu confesso que já tive fases de passar o rodo geral, lá pelos dezesseis, dezessete anos. Me arrependi algumas vezes, mas foi uma fase e isso sempre serve para aprender.

Experiência nunca faz mal e vou achar ridículo se alguém me condenar por qualquer coisa que tenha feito. É a minha vida, afinal de contas. Sempre que penso nesta questão, lembro do filme “Procura-se Amy”, do Kevin Smith, onde o cara tem um chilique porque descobre o passado sexual da namorada. Todos os homens deveriam ver este filme, é sério. Porque é sempre assim: o cara pode comer todas as garotas, se for o contrário, pega mal. Pff, me poupem deste machismo retrógrado. Aí, a gente vê todas aquelas pesquisas em (ugh) revistas femininas dizendo que os homens não gostam de garotas que vão para o motel, fazem sexo oral ou deixam passar a mão (!) na primeira noite. Meu deus, QUEM SÃO ESSES HOMENS E O QUE ELES QUEREM? Eles estão no primário? Passar a mão? Socorro! Isso parece coisa do século passado, quando os homens iam atrás de prostitutas porque a mãe dos filhos deles não podia ser uma pessoa libidinosa e devia se dar o respeito.

Se dar o respeito está muito acima e muito além de dar ou não dar. Tem muito mais a ver com liberdade de fazer o que eu quiser com a minha vida e meu corpo. Então, meu amigo, independente do que você ache, eu dou sim!

*****

Fizeram a gente acreditar…

– Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado nem chega com hora marcada.

– Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.

– Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”, duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

– Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.

– Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

– Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.

Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

Mais uma de (des)amor

por em 5/11/2008 às 11:56

Um grande amigo meu vai para a Holanda. Ótimo, um vai pra Califórnia, outra está em Londres… e agora ele vai pra Holanda. Antes de eu chorar, bater, espernear a ausência do Ricardo, ele me fez lembrar um namorado bizarro que eu tive. Eu já namorei o Dr. House. Sim, ele mesmo. Com outro nome, mas ele. Durante doze meses da minha vida eu namorei o Dr. House. Ele só tinha dois livros em casa: Aviões de Guerra I e II. É sério, não ria. Isso sem contar o TENEBROSO gosto musical daquela pessoa. Deus, que pesadelo. Foi a pior coisa que já me aconteceu. Ele não queria que eu escrevesse. Vou repetir bem devagar pra ter certeza que todo mundo entendeu: Ele. Não. Queria. Que. Eu. Escrevesse. Tinha ciúmes. Pode? Pode, claro que pode. Mas não pode. Só que ele conseguiu. O filho da puta me travava de tal maneira que chegou uma hora que eu simplesmente não conseguia mais escrever. Travou tudo. Eu também não saía mais de casa, nem via meus meus amigos, nem cantava, nem ria e nem respirava muito senão ele tinha crises de ciúmes. Ele queria casar e ter filhos e que eu fosse uma esposa normal e dedicada. Com 21 anos. Doente. Pessoa doente. A explicação para aquilo é KARMA. Eu tentava fugir, mas tinha alguma coisa que me fazia voltar. Acho que era sexo. Sim, porque alguma coisa ele tinha que saber fazer direito. Procuro não pensar muito nisso. É muito, muito ruim mesmo. Fico me perguntando bem grande, com todas as interrogações do universo: COMO EU PUDE ABDICAR DE MIM POR CAUSA DE UMA PESSOA QUE PARECE O DR. HOUSE??? COMO??? Sabe, eu já fui quase estuprada (por favor, sem compassividade), já fui bêbada e drogada, já tomei os maiores pés na bunda da história, mas nada disso chega perto do inferno que foi namorar com o Dr. House. Não vou entrar em detalhes porque não quero nem lembrar. Se recordar for mesmo viver, uma vez foi mais do que suficiente. Não odeio muita gente. Aliás, não odeio ninguém. Ignorar tacitamente é mais fácil, menos cansativo e mais eficiente. Mas eu juro que se visse o Dr. House na rua, dava-lhe uma coça. Ele merece. E eu também.

Balde com 5

por em 4/11/2008 às 16:30

Ontem, despedida da Dani. Fire Fox. 19h30. Chegamos 20h50. Encontrei a minha prima que fez questão de me falar que viu o Papa Léguas [cara o qual disputamos acirradamente na nossa adolescência] [e eu levei, claro!] [por isso ela me odeia] e ele perguntou por mim. Ela e o marido ficaram me olhando enquanto eu fazia cara de paisagem e refazia as cenas em apenas cinco segundos. Aí ela solta: – Lembra que você deu para ele na praia? Ok, todos no bar não precisavam ouvir isso. Mas tudo bem. Rancores a parte. Em uma mesa bem distante da dela, sentamos pegamos um balde com 5 cervejas de 600 ml. Para beber em duas, a Juh não quis beber. Maldito sejam os términos de relacionamento. Chega o Adriano. Mais um balde com 5. Chega a Andressa e sai a Juliana. Mais um balde com 5. Liga o Bruno. A Dani fica em dúvida se ela quer mandioca ou calabresa. Já com cerveja na cabeça isso foi motivo de 10 minutos de risada. Liga a Nath. Chega a Mandioca. Garçom flerta. Chega o Bruno. Mais um balde de 5. Chega a Nath. Moço da janela se encanta com a Nath. No banheiro escuto o diálogo mais escroto da vida. Imagine duas moças no banheiro alcoolizadas. Uma chorando aos prantos e a outra dando conselhos da Capricho para ela:

– Amiga não dá… – diz ela chorandinho!
– Para de fazer escândalo!
– Eu tô com ele a 5 meses e ele não me come! Por que ele faz isso comigo? Eu tenho 19 anos!
– HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. (essa sou eu gargalhando enquanto fazia xixi).

Saí para lavar as mãos tive que dar uma conferida na moça. E não consegui controlar…

– Dê para ele de uma vez.
– Ele não quer me comer…
– Dê para outro.
– É… vou fazer isso.

 

Simples. Voltando para a mesa. Flerte do garçom. Paro na mesa do moço da janela e converso com ele. Maldita seja a interatividade quando se está bêbado. Passo o telefone da Nath. Que amigaça que eu sou, hein? O cara era um benza-deus-grego. Mais um balde de 5. Eu já estava alegre. Todos alegres. Conversa vai conversa vem. Passa três caras ma-ra-vi-lho-sos. Um deles balbucia algo como: “nhamRnk loira”. Garçom desce para levar caneta e papel pra eles. Sem noção aqui completamente fora da casinha desce até o carro. Primeira pergunta dos moços: quanto de silicone você colocou?. – Nada. Nada? – Nada. Duvido. – Desce pra ver, é natural. Sim, arrastei os três moços para a nossa mesa.

Cada um do lado de uma amiga. Ah, esqueci que chegou o amigo da Nath. O amigo da Nath + ela, vão embora. Adriano vai embora. Bruno vai buscar o carro. Acho que quando os rapazes chegaram todos saíram. Eu, Dre, Dani. Amigo, amigo, amigo. Amigo indiscreto pega na minha mão e pede telefone da Dani. DETALHE MUITO IMPORTANTE: ELES SÃO DA RONE. Na mesma força e intensidade que homens gostam de colegiais, as mulheres fetichentas gostam de homens fardados. Algemas, cacetetes… ui! O rapaz muito do safadinho ficou acariciando a minha mão e quase forçando… ah, pula essa parte. Eles foram embora, super nossos amigos. Enfim… foi nessa hora que eu perguntei se o garçom era casado. Arram, sem noção. Cantei o garçom. Cantei todo mundo. Aí, apareceu o contador de piada. Gente, um homem que não consigo me lembrar direito o rosto dele. Apenas levantei e pedi cerveja pra ele. Ele me deu. Sentei na mesa dele. E fiquei ouvindo as histórias de um cara que saiu de Recife e veio para Curitiba tentar a vida. Falei para ele fazer um blog. O cara é muito bom de humor. E aí, ele recitou uma poesia FODIDAMENTE forte com uma interpretação muito respeitosa. Eu no grau da minha bebedeira. Quase chorei. Se eu não chorei. Ninguém recita uma poesia sem ter emoção nela. O cara é foda. Queria ter gravado. Infelizmente, fomos expulsas de lá. E dessa parte eu não me lembro direito. Sei que fomos pro posto do Gildo e aí fomos embora. Ainda bem que tem pessoas sensatas a minha volta, porque eu não sou nada sensata e quando começo a beber… vixe… nunca mais quero parar. E fico pervertida. E isso não é bom. Cheguei em casa às 5 horas. 2 horas e 32 minutos depois acordo. Levanto. Tomo banho. Ponho qualquer roupa e pego um óculos tudo no automático. Saio na rua. Durmo no carro. Chego pra trabalhar completamente uma moradora de Gothan City e personagem secundária de Resident Evil. E ainda é terça-feira hoje… Se eu contar onde vou amanhã ninguém vai acreditar… Saldo da noite? Beijo na boca de menos. Ressaca moral de mais.

Desabafo contraditório

por em 3/11/2008 às 21:34

Desculpem a vulgaridade. Ainda estou me sentindo completamente fodida por ele. Mas que maldição é essa que ainda sinto o cheiro dele em todos os meus poros. Em todas as minhas veias. Na minha boca. Em mim toda. Resumindo e reforçando, estou completamente fodida por ele. E ainda tem esse sorriso imbecil na minha cara que nunca mais, nunca mais vai sair. O cheiro dele. Os olhos dele. Meu Deus, os olhos dele. Acho que eu desenhei esse cara pra mim. Os olhos dele, o rosto dele, o gosto dele. O que ele me fez sentir eu achava que nunca mais ia sentir. Nunca. E senti, e sinto, e parece que nunca vai parar. Estou completamente fodida por ele. Com-ple-ta-men-te. F O D E U. É sério. Mas não vou levar adiante. Não posso levar adiante. Porque sempre vai dar tudo errado no final. E ele vai querer ser membro do clubinho rancoroso. E eu não quero que ele queira ser. Então não vou levar adiante, não posso levar adiante. Eu estou sempre pronta pra apanhar, mas às vezes sei que não devo bater. Esquece. Eu ainda não entendi nada. Nem porque eu estou fazendo isso, nem porque aconteceu isso tudo, nem nada. Nada, não entendi nada. Me olhei no espelho agora e notei que meu lábio superior está inchado e roxo, como se eu tivesse levado um soco ou uma… mordida. Parece mais um soco, mas desconfio que eu lembraria.

Sobre telefonistas

por em 3/11/2008 às 17:00

“Alô, eu posso falar com o Adriano?”
“Quem gostaria?”
“É a Vanessa.”
“Vanessa de onde?”
“Ahn… É a Vanessa. Ele sabe.”
“Mas daonde?”
“Fala que é a Vanessa.”
“Daonde?”
“Do Seul.”
“Hein?”
“Se-ul.”
“Ah. Momentinho.”

Cara, como essas telefonistas são tapadas. Se eu falasse “da Terra do Nunca” ou “De Constantinopla”, ela nem ia notar. Ela só precisava saber DAONDE eu era. Que saco. Odeio gente programada.

Canalha ou Cafajeste?

por em 2/11/2008 às 17:00

Homem canalha ou cafajeste? Você sabe a diferença? Você já disse alguma vez na vida: ‘homem é tudo cafajeste!’. Existe uma grande diferença entre canalha e cafajeste, tanto no dicionário como no dia-a-dia.

No dicionário, canalha é definido como: relativo a ou próprio de pessoa vil, reles; que ou aquele que é infame, vil, abjeto; velhaco; pejorativo; conjunto de pessoas infames, abjetas e desprezíveis.

cafajeste é o indivíduo de baixa condição social; pessoa a quem não se empresta importância, indivíduo sem refinamento no trato social, atrevido, provocador e que se veste de maneira peculiar, denotando mau gosto ou indivíduo sem nobreza de sentimentos, com má-formação de caráter, em quem não se pode confiar; canalha, velhaco.

Blábláblá… tudo papo FURADO.

Na verdade, canalha é aquele homem egoísta, imaturo, sem escrúpulo, que utiliza qualquer artimanha para levar a mulher para a cama, seu único objetivo. Engana e mente para conseguir isso. Pode ser considerado um futuro cafajeste, dependendo se houver evolução, o que na maioria dos casos, não acontece.

Cafajeste é aquele sujeito que utiliza suas conquistas para o prazer próprio sem se preocupar com as 18 mulheres que ele sai na semana. Aprecia cada etapa da conquista, usa a arte da sedução como sua maior arma. Tem feelling para mulheres interessantes, mesmo aquelas quietinhas. Adora descobrir cada uma delas e sabe que todas tem algo que o satisfaça… Até a hora de ele achar outra para brincar.

Meus amigos homens estão revoltados comigo. Estou fazendo uma matéria com o seguinte enfoque: ‘Os homens só pensam em sexo’. O que eu não sabia, é que eles ficaram ofendidos por supor que eles só pensam em sacanagem. Nunca imaginei que esse rótulo seria motivo para revolta. Desde quando só pensar em sexo é ofensa? Em algum momento os homens viraram o sexo frágil e as mulheres comedoras sem escrúpulos? Algo mudou e agora eles só fazem amor? Por certo lado, fiquei até feliz. Acabaram-se as frases: ‘homem é tudo cafajeste’, ‘homem é tudo galinha’, ‘homem não presta’.

O que ninguém pode negar, é que homens e mulheres se diferenciam muito em suas atitudes diante do sexo. Se hoje as mulheres se beijam em público, se expressam com mais liberdade a sua libido, é por uma questão de conquista.

O que eu quis dizer para os meus amigos e talvez não fui claramente compreendida é que muitas vezes quando você está conversando com o sexo oposto e seu decote está avantajado, e o cidadão não tira o olho do seu busto, dá vontade de falar, ‘querido, meu olho é mais acima’. Nenhuma mulher conversa com o homem olhando na direção do seu órgão sexual. E isso irrita profundamente as mulheres. É péssimo ser comida pelos olhos.

É péssimo também, que durante uma conversa de boteco seja normal que fulana deu pra fulano, que a posição x é a melhor, que vibrador é ótimo, etc. Todos são modernos no discurso, mas na prática, continuam cheios de morais e preconceitos. Até hoje, tem mulher casando virgem. Até hoje, mesmo as que não são, fazem questão de casar na igreja vestida de branco. Até hoje, se uma mulher sentar-se à mesa e começar a falar de todas as suas aventuras sexuais como um homem falaria, vai ser cotada como vagabunda.

 

Sexo é bom, claro! Viva o sexo! Mas sinceramente, acho que ninguém ainda sabe muito bem o que fazer com tanta liberdade.

Fernando

por em 1/11/2008 às 2:03

Dez anos depois. Ele. Depois de tanto tempo, ele. Comigo. Meu. Na minha mão, naquela cama, no meu toque, na minha boca. Dolorosamente lindo. Ele. Meu. De olhos fechados, sorrindo de leve. Meu. Frio na barriga. Ele, maravilhoso, me olhando meio descabelado, com a cabeça no travesseiro. Ele, naquela cama. Meu. Mãos na minha cintura, me puxa pelo cabelo e me beija com aquela boca, aquela boca dele. Sinto o cabelo grudando no rosto. A mão dele me imobiliza. A mão dele fazendo carinho no meu corpo. Ele. As mãos macias descem devagar. Passam pelos meus quadris e chegam nas pernas e eu sentindo o mundo parar. Fecho os olhos. Abro de novo. Ele. Meu. Just a perfect day. Delírios sóbrios. Meus delírios sóbrios. Tudo meu. Ele também. Eu dele. Ele tem audácia de dizer que vai me raptar. Não precisa. Ele falou cinco vezes que me ama. Eu fiquei grudada nele. Loucura e desejo reprimido. Me faltou ar. Ele, de novo. O fim ou o começo? Sem chances de terminar a postagem. Talvez mude de cidade e de nome. Faria isso por ele. Fui ali ser feliz.