Booger Network

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Booger Network é uma compilação de blogs dispostos em diversas categorias. Estamos em fase de expansão e em breve teremos mais blogs e diferentes categorias.

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Arquivo | maio de 2007

por em 23/05/2007 às 15:43

Indra – melhor cd do ano!

[TRACKLiST]
01. Indra – Life Of Faith 07:14
02. Indra – Take Control 07:34
03. Team 18 – Batucada 09:20
04. Indra – Rock This 07:09
05. Indra Vs Beat Hackers – All Filters Up 07:44
06. Indra – Multi Face 07:31
07. Indra – Music Trance 07:20
08. Indra Vs Didrapest – We Can… 06:50
09. Kamasutrance – Ran Gi La (Indra Remix) 08:03
10. Indra – Loopy Floopy 04:5

LINKS:
P1: http://rapidshare.com/files/32445391/Indra_-_Life_Of_Faith-2007-MYCEL_P1_Godes.zip.html

P2: http://rapidshare.com/files/32447616/Indra_-_Life_Of_Faith-2007-MYCEL_P2_Godes.zip.html

Outros links:

http://rapidshare.com/files/22183768/2007_-_Dreams_Come_True_-_Promo_-_P1_-_Gui.rar

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por em 8/05/2007 às 22:43

Os olhos da menina

Olho pela janela do meu quarto e vejo que a cidade me fere dentro da alma. Porque naquele mesmo lugar eu recordo como era vê-la com os olhos de menina que um dia eu fui. Mas não há mais menina alguma. Isso eu afirmo no espelho que me desaponta. Existe um desejo enorme de olhar somente mais uma vez a cidade com os olhos de menina.
Porque em certo momento nos deparamos com o passado? Momentos singelos de pura nostalgia do nosso pensamento inquieto. Naquele tempo quando eu olhava para trás eu via um horizonte enorme, encostado em mim, como se nada tivesse vivido. Já ao olhar para frente eu enxergava outro horizonte, misterioso, pequeno e quase inalcançável! Hoje, percebo que o de trás está distante, perdido nas vivências do tempo. E o da frente, está embaralhado, encostado em mim e além dele, a preocupação e o frio na barriga.
Parece-me que percorri todo o espaço que havia entre eles, com pressa, impulsivamente e preocupada demais com o caminho percorrido e talvez programado que não programei. Se soubesse, e pudesse avisar aquele olhar de menina, eu a avisaria que não havia necessidade de corrido tanto. Talvez tivesse sido melhor saborear cada passo dado com cautela, devagar, sem planos.
Simplesmente me esqueci de fechar os olhos, de vez em quando, para ouvir melhor os barulhos do mundo. Sentir cada cheiro bom, estranho, ou ruim. Sei que precisava estudar muito para ser inteligente, trabalhar até prematuramente para ser independente e nesta ideologia fui correndo para aquele horizonte da frente. Ele parecia altamente infinito. A vida era infinita e eu era eterna! Poderia fazer tudo da maneira que quisesse. Poderia errar quantas vezes e de todas as formas possíveis. Sempre dava tempo de consertar e até mesmo refazer tudo. O depois? Ah! Depois, então, teria tempo para conhecer o mundo, viver a vida, sentir o amor e saborear as alegrias. E agora?
É irônico como agora que o finito cresce rapidamente na minha frente, consigo valorizar melhor cada estação do ano. Estou vendo a chuva cair em cada folha da árvore e observo as gotas regando todo o jardim. Que coisa! Este tipo de coisa nunca me tocou a alma como agora. Deslizo o olhar para a avenida e observo um casal de velhinhos se abraçando para ambos fugirem da chuva, um ato de cumplicidade e isso me faz tão bem.
Sei que daqui a pouco a chuva vai passar e nada sobrará. As pessoas já não precisaram se aproximar para não se molhar e poderão continuar suas vidas individuais. Alguns galhos dessa árvore que recebeu a chuva serão cortados por atrapalharem os fios de luz e levará mais alguns anos para crescerem e eu possa vê-la novamente e o horizonte está cada vez mais próximo.
Por que não admirei a chuva quando era menina? Acho que não conseguirei responder essa pergunta. Talvez tenha olhado demais para baixo, preocupada com os possíveis tropeções da vida, e de menos para cima, para não ser chamada de sonhadora. Por que sonhadora? Não me esqueço da minha professora, saudosa Dona Isaura, que falou ao olhar preocupado do meu pai: “Ela vai bem! Mas poderia ir melhor se não ficasse no mundo da lua”. O fato é que não me lembro dos dias de chuva da minha infância. O que aconteceu que não convivi com elas? Será que foi assim também com as pessoas? Certamente foi assim com algumas pessoas até que um dia elas pararam para reparar e não somente maldizer as chuvas. Acho que não conseguirei avaliar jamais.
O mais perto que consigo chegar da minha memória, são dos perfumes que envolviam tudo nos passeios vagabundos pelas noites de inverno, de verão, de outono, de primavera. Havia um cheiro de romance em todos os lugares que ia. Hoje, há cheiro de sangue e não passeio mais.
Olho a chuva e ela me fere dentro da alma. Dá-me uma vontade de ver ela com a inocência de um olhar de menina que um dia eu fui. Mas não há mais menina nenhuma aqui. Isso vejo com o passar de todos os anos que perdi. E existirá para sempre um desejo enorme de ver somente uma vez mais a menina com os olhos da chuva que não vou rever jamais.

Vanessa G.
;D

por em 5/05/2007 às 18:15

Nem precisarei fazer mais comentários…

O signo de Sagitário inicia em 22 de Novembro e termina em 22 de Dezembro. É um signo positivo, mutável, de Fogo e governado pelo planeta Júpiter. Sendo um signo masculino e duplo, tem um conflito entre as suas duas metades, a primeira humana e a segunda animal. O nativo deste signo é expansivo, e espaçoso! Ama os países estrangeiros, as grandes viagens, as aventuras e as coisas extravagantes e aprecia a vida saudável, a dança e os esportes ao ar livre; entre estes privilegia os cavalos e os esportes de grande velocidade.Tem atração pelas religiões e filosofias, especialmente orientais, e também pelas coisas da lei e da justiça. São excelentes diplomatas e juristas, e também podem seguir a carreira religiosa. Adora o comercio exterior e a navegação intercontinental, tudo para ele é grande: o Sagitariano não pensa pequeno. Ser de grandes idéias, imagina-se o próprio Júpiter reinando no Olimpo, e por esta razão acha que tudo lhe é permitido, tornando-o às vezes excessivamente generoso e um pouco “folgado”. Sendo um pouco aventureiro é também algo infiel! Tem qualidades de adaptabilidade, vitalidade e entusiasmo, um excessivo otimismo. Possui também uma grande sabedoria, intuição e mesmo o dom de profecia. Gosta de fazer pregações e ensinar. Entre seus defeitos existe uma certa imprudência, o gosto pelo risco e pelo jogo, o gosto pela aventura e a consciência “elástica”, que ele usa para se desculpar de todas suas atitudes. Sendo excessivamente idealista e otimista, não avalia bem o lado prático de suas ações, se decepcionando em seguida e por isso precisa de encorajamento muito mais do que ele deixa transparecer. O ponto fraco em seu organismo são as coxas e as nádegas e ancas.

Sagitário e o Amor:

Sendo um bom amigo, sente prazer em ouvir e ser ouvido. Quando se apaixonam, podem entrar com bastante entusiasmo nas relações, mas por outro lado, serão bastante livres e independentes para buscar um outro amor “um pouco mais longe”. A grama do vizinho é sempre mais verde! Cuidado para não se engajar em vários relacionamentos, já que não suporta o tédio sexual. Um relacionamento é total e completo quando há também uma certa fidelidade, não é? Dificilmente permitirá porém, que o casamento o monopolize, já que suas necessidades intensas parecem incompatíveis com um relacionamento estável e duradouro. Deve partir por uma relação aberta, onde ambos os parceiros busquem completar o outro, sem monopolizá-lo.

por em 3/05/2007 às 18:31

Revoltada?!@

Eu e minhas oscilações amorosas. Puta que o pariu! Como que pode? Um dia eu ser sol, no outro a lua. Um dia ser amor… no outro ódio? Acontece nas melhores famílias, espero.

E um dia meu pai falou bem assim: “Você é especial”. E eu acreditei, ok? Então eu falo em alto e bom som:

EU NÃO NASCI… PRA SER MAIS UMA, BABY!

E se tivesse sublinhado, eu também colocaria.

Não nasci para ser segunda opção, não nasci para ser traída, não nasci para ser o que quer que se encaixe nesse termo.

Não quero ser apenas mais uma na vida de ninguém, não quero e pronto.

Não estou pedindo nada para ninguém, ué.

Não se banaliza a palavra amor.

Se um dia eu falei que ia ser pra SEMPRE e não foi… que culpa tenho eu?

Se um dia eu achei que poderia contar com você SEMPRE e não posso, que culpa tenho eu se VOCÊ quis assim?

Agora, não me vem com papinho de… “ai.. foi melhor, to arrependid_… lálálá.”

- FUCK YOU!!!! MOTHER FUCKER.

Passo, passo.. VAI PASSAR.

por em 2/05/2007 às 22:28

Façam esse teste DNA . Amei.
Aí está meu resultado com as minhas preferências…
Se bem que não conta muito na atual situação que eu estou…
(L)
Anjo… anjo… quem manda ser tão perfeito?

Não gostei… HAHAHAHAHAHA

por em 2/05/2007 às 22:16

Ai, que vergonha…

“Na verdade nada esconde essa minha timidez”
Biquíni Cavadão

Sou tímida. Já nasci assim, veio de algum gene que meus pais me transmitiram, o que não deixa de ser estranho, já que eu sou incomparavelmente mais tímida que os dois juntos. Mas o fato é que desde criança passo por situações em que eu preferia morrer a ter que enfrentar.

Só quem é tímido – e não me refiro aí aos falsos tímidos, aqueles que têm uma timidezinha boba de vez em quando, por exemplo, ao chegar a uma festa sem conhecer ninguém – sabe a dificuldade de se dizer “não” a um amigo ou de cobrar alguma coisa de alguém. E só nós tímidos sabemos também o quanto nos custa (literalmente) entrar em uma loja e experimentar uma roupa, já que é praticamente impossível comunicar à vendedora que não vamos comprar nada. Teve uma época em que eu só comprava na C&A, não por ser mais em conta, mas pela liberdade de não ter alguém na cola perguntando se eu gostei de cada peça que eu resolvesse experimentar.

O verdadeiro tímido tem vergonha de tudo e de todos. Uma amiga uma vez me disse que toda vez que eu vou me encontrar com ela, faço uma expressão tão sem graça que chega a ser engraçado. E o pior para o tímido é exatamente isso, ser desmascarado. Não esqueço um dia quando eu cursava a oitava série… Eu entrei na sala normalmente, um pouco atrasada como sempre, e a professora comentou na frente de todos os meus colegas que eu andava dando pulinhos. Eu fiquei tão vermelha que quase estourei e isso apenas piorou a minha situação, já que todo mundo começou a comentar que eu estava vermelha como uma pimenta e a fazer gracinhas com o meu sobrenome (que também já me rendeu muita vergonha na infância, ao ser chamada – como as crianças são más! – de Paula malagueta).

Hoje em dia, depois de anos de teatro e terapia, melhorei demais, mas timidez é doença sem cura, a gente consegue controlar os sintomas, mas nunca extingui-la por completo. Tem situações que são clássicas, que até os nada tímidos têm certa dificuldade, e que, para os tímidos, são ainda piores. Primeiro dia de aula em um novo curso, por exemplo. Nada pior do que chegar em um lugar totalmente diferente, sem conhecer ninguém. Dá a sensação de que todo mundo está nos olhando, analisando, e você não sabe o que esperar, pra onde fugir, em quem confiar… é péssimo. Outra situação dessas: ir à casa do namorado pela primeira vez. Eu juro que tenho vontade de entrar debaixo do tapete da porta de entrada e cavar um buraco pra sair do outro lado do mundo. Essa situação causa timidez em quase todo mundo, mas a minha não passa nunca. Depois da milésima vez na casa dele, eu ainda tenho vergonha. Meu caso é grave.

Muita gente me afronta e diz que eu não sou tímida nada, que eu nunca subiria em um palco se minha timidez fosse de verdade. Eu digo que uma coisa não tem nada a ver com a outra. O palco possui uma parede invisível e quando eu subo nele, é como se eu não visse ninguém. Além disso, quando as pessoas vão em alguma das minhas apresentações, é esperado que eu cante, já vão sabendo disso. Muito diferente é ir a um churrasco e me pedirem para tocar violão. Morro de vergonha. As pessoas param de conversar e ficam me olhando, na expectativa. A minha voz nem sai direito, tamanha a vontade de desaparecer do recinto.

Baltasar Gracián, em seu livro “A Arte da Prudência”, iluminou um pouco a razão de toda essa minha vergonha. Ele aconselha a não falar sobre si mesmo: “Ou se gabará, o que é vaidade, ou se criticará, o que é humildade.” Ao ler isso, eu percebi um fato… Por mais que eu tenha o que falar sobre a minha vida, fico sempre com receio de me acharem convencida, e eu tenho tanta aversão por pessoas que se consideram o máximo que prefiro que me achem de menos ao invés de demais. Tenho pânico de pensar que estão pensando que eu gosto de me gabar.

Os psicólogos dizem que timidez, na verdade, é orgulho. O tímido seria alguém com tal mania de perfeição que não se dá o direito de errar. Não concordo. Eu digo que o tímido é alguém que tem vergonha de errar, de acertar, de ser julgado ignorante, de ser considerado inteligente, de ser taxado prepotente…

Eu tenho vergonha das minhas amigas, do meu namorado, da minha família, das atendentes de lojas, do médico, do dentista, do caixa do supermercado, de qualquer um que passe na minha frente e me olhe. Tenho vergonha do meu corpo, do meu cabelo, das minhas roupas, do meu jeito, dos meus gostos… Mas eu já descobri – até há bastante tempo – o antídoto da timidez. Quando eu gosto e quero realmente alguma coisa, vergonha nenhuma impede. Aí eu finjo que eu sou uma outra pessoa, coloco uma base no rosto para disfarçar a vermelhidão e vou em frente. É assim inclusive com essas crônicas, que eu tenho vergonha de publicar, mas gosto demais de escrever para parar.

Paula Pimenta – Autora do livro de poemas “Confissão”

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Considerações minhas:

Demás essse texto hein?
Falou e disse.

Assino embaixo!