Olá, meu nome é “Ana”, tenho 20 anos e tenho um leve problema…
Eu grudo nas pessoas.
É, quase como um parasita.
Eu tenho alguns amigos na internet e poucos pessoalmente, porém eu sempre grudo nelas atras de atenção, e por ser carente-afetiva isso me trás muitos problemas.
Quando eu tinha um namorado, eu achava que tinha que viver só pra ele, e acabei me afastando das minhas colegas de escola, nosso namoro não chegou nem a dois anos por causa do meu ciúmes e essa coisa de “só tenho ele na minha vida”.
A mesma coisa com alguns amigos, atualmente eu só tenho dois praticamente que andam comigo pra algum lugar quando não estão ocupados. Minhas amigas sempre estão ocupadas, seja trabalhando ou com namorado, com outras amigas, e eu sempre fico em casa. Digo que grudo nas pessoas, pq é só uma me dar um pouco de atenção que eu acabo achando que ela vai me dar atenção sempre, então fico no pé, chamando pra conversar, pra fazer algum rolê e coisas do tipo, e esqueço que as pessoas possuem vida (não são que nem eu que ficam no pc o dia inteiro…)Eu terminei o namoro pq aos poucos ele mesmo foi matando o sentimento que eu tinha por ele, e quando eu comecei a trabalhar, ocupei meu tempo e parei de pensar tanta bobagem, nisso comecei a enxergar as coisas de “fora” e vi que era o melhor.
Outra coisa que dificulta muito a minha carência: Meus pais.
Minha mãe me teve com 40 anos, e foi criada naquela política de que o homem pode tudo e a mulher tem que fazer os serviços de casa e ficar quieta. Somando isso ao fato de eu ser caçula, a proteção vem toda em cima de mim, e toda vez que eu saio é um terror.
Quando eu namorava, teve uma fez que eu sai com ele pra ir num shopping (saímos +/- as 11h) e ela me ligou as 15h30 perguntando se eu jah tava voltando pq “tava tarde”. Já tentei conversar mas não adianta muito, falei até que muitas amigas minhas tinham se afastado porque ninguém quer sair com alguém que tem que estar as 19h em casa quando o “meio tarde” delas é as 22h/23h.E pra fechar, vem a minha insegurança. Esses dias teve um show do Zeca Baleiro (que ia começar as 13h) no parque da juventude. Fiquei louca pra ir, falei com quase todo mundo do meu face pra ver se achava alguém pra ir comigo. Ninguém. Os mais próximos, todos ocupados, e alguns até falaram: “por que você não vai sozinha? é legal andar sozinha”.
Que é legal eu sei, o problema que eu fico muito insegura de andar sozinha. No dia tbm deu pau nos trens então eu teria que ir de ônibus o que só aumentava a minha insegurança pq eu ia fazer este trajeto pela primeira vez. Chorei muito aquele dia, me sentindo um lixo. Ir sozinha tbm não adiantaria muito pra mim, pq eu tenho uma dificuldade enorme em puxar assunto com pessoas na rua, então provavelmente eu ficaria lah, moscando e viria mais cedo pra casa me sentindo mais derrotada.Estou em busca de um novo emprego, mas até agora nada. Sei que quando eu começar a trabalhar minha vida vai meio que voltar ao normal e aos poucos eu vou poder lutar mais pela minha independência… Em relação a vida amorosa, eu até estou bem, com um “pseudo-namoro”, e o sexo tbm me ajuda a relaxar bastante.
O que eu devo fazer para ser menos insegura, e parar de grudar tanto nas pessoas?
Beijos, “Ana”.
Querida, não é fácil se desprender das pessoas que nos cercam. A companhia dos amigos, namorado, família dá uma sensação de amparo que, para uma pessoa insegura, é confortável. O problema está justamente aí: Ficar confortável e não lidar com essas questões inquietantes.
No ano passado, após anos de tratamento, finalmente consegui começar a lidar com certos problemas antigos, um deles insegurança. Tinha esse mesmo ‘vício’ que você: Sempre querer estar com os amigos. Por mais que eu gostasse de estar sozinha, estava pronta para ir atrás deles a qualquer momento, era só ligar.
Para superar isso tive que me motivar o tempo inteiro, tipo mandar na própria cabeça, sabe? Motivar para não ir atrás, para fazer as coisas que eu queria fazer, sozinha, para não voltar correndo e trocar de roupa quando resolvia usar algo diferente… Enfim, são exemplos de coisas que que me fizeram sair do lugar confortável, porque me incomodavam muito.
É muito delicado eu dizer como lidar com o controle que a sua mãe exerce, porque a única maneira que vejo é o enfrentamento. Dizer as suas escolhas, sendo responsável e não aceitar padrões tão rígidos. Imaginei que justamente por ser a caçula você teria os privilégios conquistados pelos seus irmãos (foi o que aconteceu comigo, eles enfrentaram algumas coisas que eu não precisei, quando cheguei na mesma idade).
São escolhas a fazer, não quero que você se desentenda com a sua família, mas se você não quiser ser mandada pela sua família até casar (que aí será mandada pelo marido), sugiro que comece mudando pequenas coisas. Por exemplo: Tente mudar o horário de voltar para casa de 19h para 20h30min. Vá com calma para não assustar e seja extremamente confiável, tenho certeza que indo aos poucos você conseguirá.
Penso que você não precisa esperar arrumar um emprego para começar a dar uma chacoalhada na sua vida. Se matricule em uma aula de alguma coisa que interesse a você (como dança, língua estrangeira, uma luta ou um esporte), desta forma você fará algo sozinha e isso vai ajudar você a socializar com estranhos, porque estes serão seus colegas. Se você gosta de animais, de repente arrumar um é uma ótima idéia, porque a companhia de um bichinho é incrível, alivia a pressão e nos enche de amor.
Não se desespere com todas essas coisas que lhe afetam, porque você vai conseguir passar por todas elas. Só que nada virá sem esforço, pequenas coisas no começo, algumas maiores depois. Quando você se sentir mal por estar sozinha em algum lugar ou quando não conseguir companhia, se motive, pense no motivo que a levou a fazer coisas diferentes: Se libertar.
Um beijo meu,
Gabe
gabe@malvadas.orgTweet


Para mim, resta escrever. Há os que saiam por aí gritando tudo que têm vontade e acham que publicar um texto é “um impulso incontrolável“, mas isso é apenas uma conversinha besta dos que adoram se dizer amantes da escrita. Amantes da escrita sim… E se masturbam com dicionários, por acaso?


Assim foi o sonho de quem viu a sua filha deitada num caixão mortuário.
“Olá, me chamo Cristiane, tenho 21 anos e terminei há alguns meses um relacionamento pra lá de perturbado (foi meu primeiro namorado e ficamos juntos 4 anos). Não temos condições de sermos namorados porque ele é uma bomba relógio. Já definimos que não existe mais respeito e acho que nem amor. Ele me traiu, me fez sofrer, etc. O problema é que ficamos tanto tempo juntos, nos conhecemos tanto que sinto a falta dele. Queria muito que fossemos amigos e voltássemos a andar juntos. Meio que conversamos e decidimos que seremos só amigos. Vocês acham que isso é possível?”
Você possui um lança-chamas na língua que, em segundos, reduz qualquer ser superior a um montinho de cinzas.








































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